Tanta coisa na cabeça, que nem sei o que colocar aqui. Primeiro, meu computadorzinho voltou todo lindo e com todos os arquivos salvos. Nem acreditei quando vi. Por isso, os posts vão voltar a serem diários. =D
Ah, eu não me acostumei com Londres, gente. E acho que isso não vai acontecer tão cedo. O céu cinza (mesmo que não chova), a frieza das pessoas, a comida horrível, a escola que não gostei, a acomodação que não acho. Mesmo quando acontecem coisas boas, a cidade não me deixa me sentir bem, sei lá, é estranho de explicar. Tinha um pacote de expectativas de Londres, mas tudo se desfez desde o primeiro dia que cheguei aqui. Provavelmente sairei daqui antes dos dois meses previstos.
Fiquei super doente nesse fim de semana. Se não fosse a Marcela e o Bussunda aqui (mais uma vez) pra me ajudarem com tudo, não sei não. E claro, que os mimos da família, pelo telefone, também ajudaram demais.
Em relação à acomodação, saí do albergue antes do tempo previsto e vim pra um hotel. Não dava mais pra conviver doente e estressada com mil pessoas saindo e entrando do quarto toda hora.
Nesse fim de semana vou pra Brighton pra ver a Marcela. Ela vai se mudar e a gente vai ajudar na mudança. Segunda volto pra Londres, mas só Deus sabe até quando fico aqui.
Enfim, vou contando aos poucos, à medida que for lembrando, as coisas que aconteceram aqui. Por enquanto é isso. Beijos!
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
ESTOU VIVA!
Meu último dia em Florença foi bem cheio. Como sempre, deixei tudo pra última hora, e se não fosse a Bruna e a Cah me ajudando, acho que ainda estaria lá finalizando esse período. Elas foram uns anjos. Rodamos o dia todo pra cima e pra baixo e as duas ficaram comigo até 3:30 da manhã na estação esperando meu pullman pra Pisa chegar. Lágrimas não faltaram, pra variar. Já tô morrendo de saudades delas.
Antes mesmo de chegar em Londres, coisas ruins começaram a acontecer. Eu já estava com a ansiedade à flor da pele e com um medo enorme. Pra ir pra Itália foi tranqüilo, mas pra Londres foi diferente, não sei exatamente o porquê. Ainda em Florença, minha mala quebrou no meio do caminho pra estação, e, como se já não fosse suficiente, começou a chover. Chegando em Pisa, na hora do check in, descobri que a mala tinha 7kg a mais do que poderia, ai eu me juntei à multidão que jogava seus pertences fora pra não ter que pagar a mais (cada kg era 38 euros).
Chegando em Londres, quase fui barrada na imigração. O cara não foi com a minha cara e me fez mil e uma perguntas. Fiquei mais de 30 min com ele.. prometo como tava vendo a hora dele não me dar a permissão. Depois o idiota veio me dizer que eu só podia ficar mais um mês na Europa e depois voltar pro Brasil, porque ele achava que eu já tava muito tempo aqui. ¬¬ Gente, eu queria bater tanto nele! E foi assim, ele disse que ia me dar o visto por um mês e depois disso eu ia ficar ilegal. Mas depois fui ver no passaporte que ele tinha escrito 'permissão pra seis meses'. RETARDADO! Só queria me deixar nervosa. Por eu ter passado muito tempo com ele, a minha mala nem tava mais no lugar onde era pra estar. Rodei o aeroporto inteiro e ninguém sabia onde ela tava. Só depois de eu ter chorado, esperneado e gritado (1h 40 min), fizeram o favor de me devolvê-la.
Nessa hora eu já tava querendo voltar pra Itália, de tanta coisa ruim que tinha acontecido. Mas não tinha mais jeito. Liguei pra Marcela (uma amiga que mora em Brighton, uma cidade perto daqui) chorando e pedindo pra gente se encontrar. Fui pra estação que ela tava e depois de horas perdidas, a gente conseguiu estar no mesmo canto. Nossa, eu voltei a respirar. Os dois (Bussunda e Marcela) foram perfeitos comigo. A gente passou o fim de semana juntos e eles me ajudaram em tudo. Com a mala, a achar meu hostel, a conhecer a cidade, a como funciona os transportes, tudo, tudo, tudo. Foram minha salvação. Domingo à noite a Marcela voltou pra Brighton.
Minha semana não foi muito o que eu esperava. A cidade não deixou a desejar, mas tá sendo bem mais difícil do que na Itália. Lá eu nem precisei me adaptar.. no primeiro dia já conhecia pessoas maravilhosas e só foi melhorando cada vez mais. Aqui em Londres tá sendo o contrário. Ainda não me acostumei com as pessoas, com a rotina, com a comida. Nada. Sem contar que eu tô sem ter onde morar, imaginem. Mas é isso, tô me virando na medida que posso.
Tô feliz por estar aqui, mas triste por não estar sendo o que eu esperava. Enfim, ainda tem muita coisa pra acontecer. Rezem por mim. Beijos.
Ps.: meu laptop quebrou, por isso não tô tendo tempo de atualizar com mais freqüência isso aqui.
Antes mesmo de chegar em Londres, coisas ruins começaram a acontecer. Eu já estava com a ansiedade à flor da pele e com um medo enorme. Pra ir pra Itália foi tranqüilo, mas pra Londres foi diferente, não sei exatamente o porquê. Ainda em Florença, minha mala quebrou no meio do caminho pra estação, e, como se já não fosse suficiente, começou a chover. Chegando em Pisa, na hora do check in, descobri que a mala tinha 7kg a mais do que poderia, ai eu me juntei à multidão que jogava seus pertences fora pra não ter que pagar a mais (cada kg era 38 euros).
Chegando em Londres, quase fui barrada na imigração. O cara não foi com a minha cara e me fez mil e uma perguntas. Fiquei mais de 30 min com ele.. prometo como tava vendo a hora dele não me dar a permissão. Depois o idiota veio me dizer que eu só podia ficar mais um mês na Europa e depois voltar pro Brasil, porque ele achava que eu já tava muito tempo aqui. ¬¬ Gente, eu queria bater tanto nele! E foi assim, ele disse que ia me dar o visto por um mês e depois disso eu ia ficar ilegal. Mas depois fui ver no passaporte que ele tinha escrito 'permissão pra seis meses'. RETARDADO! Só queria me deixar nervosa. Por eu ter passado muito tempo com ele, a minha mala nem tava mais no lugar onde era pra estar. Rodei o aeroporto inteiro e ninguém sabia onde ela tava. Só depois de eu ter chorado, esperneado e gritado (1h 40 min), fizeram o favor de me devolvê-la.
Nessa hora eu já tava querendo voltar pra Itália, de tanta coisa ruim que tinha acontecido. Mas não tinha mais jeito. Liguei pra Marcela (uma amiga que mora em Brighton, uma cidade perto daqui) chorando e pedindo pra gente se encontrar. Fui pra estação que ela tava e depois de horas perdidas, a gente conseguiu estar no mesmo canto. Nossa, eu voltei a respirar. Os dois (Bussunda e Marcela) foram perfeitos comigo. A gente passou o fim de semana juntos e eles me ajudaram em tudo. Com a mala, a achar meu hostel, a conhecer a cidade, a como funciona os transportes, tudo, tudo, tudo. Foram minha salvação. Domingo à noite a Marcela voltou pra Brighton.
Minha semana não foi muito o que eu esperava. A cidade não deixou a desejar, mas tá sendo bem mais difícil do que na Itália. Lá eu nem precisei me adaptar.. no primeiro dia já conhecia pessoas maravilhosas e só foi melhorando cada vez mais. Aqui em Londres tá sendo o contrário. Ainda não me acostumei com as pessoas, com a rotina, com a comida. Nada. Sem contar que eu tô sem ter onde morar, imaginem. Mas é isso, tô me virando na medida que posso.
Tô feliz por estar aqui, mas triste por não estar sendo o que eu esperava. Enfim, ainda tem muita coisa pra acontecer. Rezem por mim. Beijos.
Ps.: meu laptop quebrou, por isso não tô tendo tempo de atualizar com mais freqüência isso aqui.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Têm borboletas hiperativas na minha barriga.
Hoje o dia foi maravilhoooso! A Lili, uma prima minha, veio dar uma voltinha na Itália com o namorado e passamos o dia juntos. É muito bom ter alguém (que a gente não conheceu aqui) por perto. Meu Deus, como é.
Pra melhorar mais ainda, a Carol, uma amiga, me deu a notícia que a gente vai se encontrar em janeiro por aqui nas bandas da Europa. Gente, que sonho!
E só pra completar a alegria, eu lembro que a menos de dois dias tô em Londres!
Uma amiga: acordei com uma vontade imensa de comer chocolate suíço hoje. Vamos sábado escalar os Alpes? Depois a gente compra bastante chocolate.
Eu: Nossa, deve ser maravilhoso, mas não dá, já comprei passagem pra Londres.
Se isso for um sonho, por favor, não me acordem e desliguem todos os despertadores! Isso não é minha vida normal, prometo!
Ps.: Eu preciso levar os policiais italianos pra Fortaleza. Eu prometo como não tinha noção do que era beleza antes de vir pra cá. Se alguém me ajudar a pagar o excesso, eu os levo de presente pra todas. aeuhae
Pra melhorar mais ainda, a Carol, uma amiga, me deu a notícia que a gente vai se encontrar em janeiro por aqui nas bandas da Europa. Gente, que sonho!
E só pra completar a alegria, eu lembro que a menos de dois dias tô em Londres!
Uma amiga: acordei com uma vontade imensa de comer chocolate suíço hoje. Vamos sábado escalar os Alpes? Depois a gente compra bastante chocolate.
Eu: Nossa, deve ser maravilhoso, mas não dá, já comprei passagem pra Londres.
Se isso for um sonho, por favor, não me acordem e desliguem todos os despertadores! Isso não é minha vida normal, prometo!
Ps.: Eu preciso levar os policiais italianos pra Fortaleza. Eu prometo como não tinha noção do que era beleza antes de vir pra cá. Se alguém me ajudar a pagar o excesso, eu os levo de presente pra todas. aeuhae
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Culinária italiana.
Os italianos não dão muita importância ao café da manhã e ao almoço. Uma fruta ou um café de manhã vai bem e, de tarde, um panini basta. Mas a hora do jantar é sagrada. Todos os dias, às 8h em ponto, a mesa está servida e todos em volta dela. Ninguém marca um compromisso na hora da comida, é uma falta de respeito – salvo as partidas de futebol (nesse caso, o italiano é fanático como o brasileiro). Fora isso, nem se o pai tiver na forca.
Os pratos aqui são divididos. Tem o primeiro, o segundo, o terceiro, o quarto, o quinto e vai até aquele que você não agüentar mais. De início uma massa com pesto, pomodoro ou al ragù. Depois algum tipo de carne. Salada bastante variada nunca falta. Tudo isso saboreado com bastante pão. Isso mesmo, pão. Macarrão com pão, tomate com pão, carne com pão. Eles não conseguem entender como eu não como pão com nada. Pra eles é um absurdo! De sobremesa tem torta, algum doce típico, sorvete e biscoito. Tudo todos os dias.
Mesmo o país sendo pobre, a lei é não sair da mesa com fome. Em uma das aulas de história da arte aqui, o professor disse que o italiano sempre come massa porque é barato. Carne só tem nas famílias ricas, porque é o olho da cara. E o pão é bem duro e sem gosto, que é pra durar a semana inteira. Eles acham um desperdício o pão carioquinha, por exemplo. Como assim comprar pão quentinho todos os dias? É jogar dinheiro fora.
Em relação às bebidas, vinho e água todos os dias. Suco e refrigerante estão teoricamente na lista de proibidos de entrarem na mesa. Eles bebem muuuuito vinho. Tudo que você puder imaginar, é pouco em relação ao que eles tomam. Quando saem da mesa estão sempre mais alegres, porque será?
Um post pra explicar meus inevitáveis quilos a mais. Por isso, não se assustem quando eu voltar. Meu peso em excesso tem uma explicação mais que compreensível. haha
Os pratos aqui são divididos. Tem o primeiro, o segundo, o terceiro, o quarto, o quinto e vai até aquele que você não agüentar mais. De início uma massa com pesto, pomodoro ou al ragù. Depois algum tipo de carne. Salada bastante variada nunca falta. Tudo isso saboreado com bastante pão. Isso mesmo, pão. Macarrão com pão, tomate com pão, carne com pão. Eles não conseguem entender como eu não como pão com nada. Pra eles é um absurdo! De sobremesa tem torta, algum doce típico, sorvete e biscoito. Tudo todos os dias.
Mesmo o país sendo pobre, a lei é não sair da mesa com fome. Em uma das aulas de história da arte aqui, o professor disse que o italiano sempre come massa porque é barato. Carne só tem nas famílias ricas, porque é o olho da cara. E o pão é bem duro e sem gosto, que é pra durar a semana inteira. Eles acham um desperdício o pão carioquinha, por exemplo. Como assim comprar pão quentinho todos os dias? É jogar dinheiro fora.
Em relação às bebidas, vinho e água todos os dias. Suco e refrigerante estão teoricamente na lista de proibidos de entrarem na mesa. Eles bebem muuuuito vinho. Tudo que você puder imaginar, é pouco em relação ao que eles tomam. Quando saem da mesa estão sempre mais alegres, porque será?
Um post pra explicar meus inevitáveis quilos a mais. Por isso, não se assustem quando eu voltar. Meu peso em excesso tem uma explicação mais que compreensível. haha
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Contando os dias.
Uma semana sem postar. Não se preocupem, vocês não perderam nada.
Eu sei que ainda vou morrer de saudade daqui, mas a cada dia aumenta minha certeza que não dá mais pra ficar um minuto na Itália. E olha que eu nem tô de TPM.
Em três meses conheci quase o país todo e Florença de cabo a rabo. Ando nas ruas e já conheço tudo, já entrei em tudo, já fiz tudo que ela tinha pra me oferecer. Se ficasse mais um tempo, dava pra ser guia turística, prometo. Até o Duomo, coitado, já me olha com uma cara de "o que você ainda tá fazendo aqui?"
Os próximos cinco dias vão ser contadíssimos. Sábado, às 6:10 da manhã, tô no aeroporto de Pisa indo direto pra LONDRES!
Eu sei que ainda vou morrer de saudade daqui, mas a cada dia aumenta minha certeza que não dá mais pra ficar um minuto na Itália. E olha que eu nem tô de TPM.
Em três meses conheci quase o país todo e Florença de cabo a rabo. Ando nas ruas e já conheço tudo, já entrei em tudo, já fiz tudo que ela tinha pra me oferecer. Se ficasse mais um tempo, dava pra ser guia turística, prometo. Até o Duomo, coitado, já me olha com uma cara de "o que você ainda tá fazendo aqui?"
Os próximos cinco dias vão ser contadíssimos. Sábado, às 6:10 da manhã, tô no aeroporto de Pisa indo direto pra LONDRES!
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Saudade do que eu tenho agora.
Hoje eu me imaginei em algum tempo no futuro, quando tudo isso já tivesse acabado e só me restariam as lembranças e as fotos pra contar história. A vontade enorme de parar o tempo que surgiu dentro de mim foi tão intensa, que eu me senti explodindo.
Eu sei que por mais que eu queira sair da Itália, conhecer culturas diferentes e pessoas novas, isso aqui vai me fazer MUITA falta. Andar de bicicleta sem rumo ouvindo Coldplay, se encontrar no Duomo às 10h, conversar no triângulo da Ponte Vecchio, fazer pic nic na piscina, falar outra língua como se fosse a sua de origem, almoçar panini e jantar massas, comer banana com nutela, gelato, ver o Duomo todos os dias [..] Até das pessoas com quem eu me irrito de vez em quando vão fazer falta!
E ao invés de tentar parar o tempo, eu páro de reclamar pra aproveitar melhor essas duas semanas que me restam aqui. Mesmo vivendo uma rotina, mesmo convivendo com brasileiros e mesmo não agüentando mais o jeito tarado dos italianos. Isso pra mim vai ser o paraíso daqui uns anos..
Eu sei que por mais que eu queira sair da Itália, conhecer culturas diferentes e pessoas novas, isso aqui vai me fazer MUITA falta. Andar de bicicleta sem rumo ouvindo Coldplay, se encontrar no Duomo às 10h, conversar no triângulo da Ponte Vecchio, fazer pic nic na piscina, falar outra língua como se fosse a sua de origem, almoçar panini e jantar massas, comer banana com nutela, gelato, ver o Duomo todos os dias [..] Até das pessoas com quem eu me irrito de vez em quando vão fazer falta!
E ao invés de tentar parar o tempo, eu páro de reclamar pra aproveitar melhor essas duas semanas que me restam aqui. Mesmo vivendo uma rotina, mesmo convivendo com brasileiros e mesmo não agüentando mais o jeito tarado dos italianos. Isso pra mim vai ser o paraíso daqui uns anos..
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