sábado, 30 de agosto de 2008

Escrava da preguiça por 24h.

Meu primeiro sábado em Florença me trouxe ardidos pelo corpo inteiro. Ao invés de viajar, como de costume em fins de semana, resolvi me entregar à preguiça por um dia e gastar boas horas torrando debaixo do sol e fazendo nada na piscina. Só faltou o axé, o churrasco e o caranguejo, porque brasileiro tinha até demais.

Quando eu ouço português dá até agonia. Eu vim pra cá pra falar italiano e os italianos me fazem o favor de aprender minha língua. Vai pro Brasil, caramba! Enfim, o clube foi bom. Eu e a Bruna estamos dois camarõezinhos (tá, mãe, confesso que não passei protetor), mas o dia ensolarado implorava algo parecido com o que tenho no Brasil todos os dias.

Amanhã vamos pra San Gimignano. Lá tem um sorvete de chocolate que foi considerado o melhor do mundo durante sete anos seguidos. E eu, como boa maníaca por sorvetes que sou, tenho que lá provar, né? Ah, também dizem que a cidade é linda, mas alguém já me ouviu dizendo isso aqui outras vezes? Não, nunca, nossa, que novidade!

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

O tal do David.


Na minha opinião, a Galleria dell' Academia dá de dez a sete no Uffizi (porque zero ele não é mesmo). A Galleria é bem menor que o tal do museu mais famoso da Itália, mas bem mais viva do que eu imaginava.

Quadros de pintura são lindos, mas colocados em comparação com a infinitude da arte espalhada por essa cidade, eu fico com as esculturas. E como tem escultura incrível nesse museu, meu Deus! A preocupação com que os artistas deram aos detalhes, é algo que nem a maior paciência do mundo poderia ser capaz de fazer hoje em dia.

Ver o original David de Michelangelo devia estar inserido nos direitos do cidadão. Não existe nenhuma sensação parecida com aquela de quando você dá de cara com ele. A profundidade dos olhos, as curvas dos músculos, a perfeição de todos os detalhes e o tamanho nada singelo, te deixam com a boca aberta por alguns minutos. Eu já tinha passado incontáveis vezes pelo fake na Piazza della Republica, já tinha escutado milhões de pessoas falarem o quão linda a escultura é, já sabia de cor e salteado como era a posição, os elementos e a história e tudo mais. Mas nada pode descrever a sensação de entrar naquele salão cheio de esculturas inacabadas e, ao fundo, se deparar com o próprio.

Dessa vez, nem os turistas e nem os pedidos (nada simpáticos) dos seguranças pra ninguém tirar fotos, foram suficientes para desviar minha atenção. E depois de horas de apreciação, é um tanto engraçado olhar as caras impressionadas dos visitantes quando entram na sala principal.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Mudança de humores.

Deus ficou com pena de mim e, pra compensar meus últimos dias que não foram muito bons, me deu essa quarta-feira pra me tirar da morgação e botar um sorriso no meu rosto.

Andei Florença inteira com a Bruna atrás de um apartamento pra ela e foi super divertido. Depois tomamos sorvete, compramos biquínis e entramos em todas as lojas de roupas. Nossa, como é bom ter um dia pra fazer coisas inúteis.

Não tô mais doente, comi feijão, tenho biquínis novos e recebi uma notícia maravilhosa. Tinha como ser melhor?! Tá, tinha, mas já tá de bom tamanho. aheuhaue

terça-feira, 26 de agosto de 2008

EU QUERO!

Hoje eu desejo arroz com feijão, um show do Inimigos no Beach Park, uma aula de jornalismo, Dana e Amanda em Florença, caranguejo na praia do futuro, casa da vovó num dia de domingo e carnaval ou ano novo com os melhores amigos.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Cansei de criar títulos.

Meu fim de semana foi louco e super diferente. Tudo que eu mais precisava. Roma foi melhor que a primeira vez e Assis me trouxe a calma que eu precisava e não sabia.

Por um erro do quadro de partidas dos trens, eu perdi o meu que ia à Roma. Comecei a chorar, mas logo depois descobri que mais vinte pessoas estavam na mesma situação. Fomos no serviço de atendimento ao cliente e, depois de muito tempo, eles colocaram a gente num trem bem mais rápido. Fim das contas: chegamos lá antes do horário que era pra chegar. No começo me desesperei porque tava sozinha, mas depois foi engraçado.

Quando cheguei em Roma, me toquei que tinha esquecido meu passaporte. Gente, como uma pessoa vai à Roma sem passaporte, me diz?! Meu Deeeus, que anta! O Mário, o cara do albergue, foi super gente boa comigo, me explicou a situação toda e disse que, infelizmente eu não podia ficar ali. Eu implorei pra ele fazer uma exceção e ele mandou eu fazer o que eu tinha que fazer em Roma e depois voltasse lá.

Fui na Capela Sistina que, por sinal, não decepciona quem espera demais pra vê-la. É lindo, lindo, lindo! Sem palavras. O que disturba um pouco, como sempre, são os milhõõõõões de turistas e os seguranças que mandam a gente fazer silêncio e, ao mesmo tempo, gritam: NO PHOTOS! (italianos, vai entender). Mas, enfim, valeu demais a pena. Depois de lá fui no parque Villa Borguese, que também tinha deixado de ir na outra vez. É perfeeeeeeeito! O lugar que mais gostei em toda a cidade. Muito, muito bom. Amo parques e os daqui da Itália jamais me decepcionaram. Ouvi música, escrevi, observei os outros e fui ao zoológico. Tudo tão lindo que acabei perdendo a hora de voltar pro albergue.

Chegando lá, o Mário não tava e eu o esperei durante duas horas. No hall sempre passavam mil pessoas e conheci um alemão e uma mexicana que se sensibilizaram com minha situação e começaram a me ajudar. Fomos falar com a mulher que tava no balcão, mesmo ela já tendo me dito que não podia fazer nada. Expliquei toda a situação de novo e comecei a chorar. Ela ficou com pena e começou a chorar comigo, foi hilário. Ai ela pediu meu documento do Brasil, mesmo não servindo na Europa, e disse que ia fazer meu check in com ele. Nessa hora o Mário chegou e disse que abriria uma exceção pra mim. Gente, nunca fiquei tão feliz em toda minha vida. Imagina eu sozinha na noite de Roma, sem passaporte e sem canto pra dormir. Lindo, né?

Tomei banho, comi e, mesmo estando morta de cansada, saí com o alemão, duas chilenas e um mexicano. Não podia desperdiçar uma noite em Roma. A gente andou um pouco pela cidade e depois sentamos nas escadas da Piazza di Spagna. Lá sempre lota. Todo mundo pára pra fazer lual, beber e conversar. Foi ótimo! Íamos pra uma boate, mas era 50 euros só pra entrar, então desistimos. ahuehae Voltamos pro albergue, porque estávamos todos mortos. Gente, albergue é bom demaaaaaais! Melhor coisa do mundo. Só entram pessoas de 18 a 30 anos, é sempre barato e toda hora tem festa. Amei!

No dia seguinte eu acordei cedo pra ir pra Assis. Não consegui dormir no trem porque tinham uns 15 idiotas gritando a viagem inteira, queria matar. Mas Assis também me surpreendeu e valeu tudo que eu passei. A cidade é bem diferente de tudo que eu já visitei e, assim que você chega, sente uma paz enorme. É tudo bem simples e impressionante. Foi um dia de tranqüilidade. Caminhei bastante, deitei em praças pra ouvir músicas e ainda arranjei duas caronas pra ir e voltar na Igreja de San Damiano, onde São Francisco recebeu o chamado de Jesus (lugar mais lindo de todos). Ela era bem longe e no meio do caminho duas famílias me fizeram entrar no carro. Pra que melhor? ahuehua

Voltei pra Florença renovada, desejando mais um fim de semana de viagem.

Recado aos meus pais: depois do que aconteceu em Roma, descobri que vocês são loucos de me deixarem viajar sozinha pra um país desconhecido. ahuehua

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

As histórias de Florença.

Se as escadas do Duomo falassem, o mundo inteiro pararia pra escutar suas histórias.

Todos os dias milhões de pessoas, de todas as idades e nacionalidades, passam por ali pra admirar os monumentos, tomar um gelato, tirar fotos, se encontrar com os amigos ou simplesmente pra sentar e observar os outros.

Minha tarde foi dedicada à essa última opção. Analisar a forma de como as pessoas falam, o jeito que elas usam pra cada coisa, as expressões que se somam às palavras, é um dos meus hobbies. Foi bom pra eu me recuperar de algumas coisas, pensar em outras e rir bastante de algumas situações. Sem mais muitos detalhes e alongamentos: o ser humano é o bicho mais estranho que eu já vi na minha vida.

De noite, às 10h no Duomo, nos encontramos, claro. Pra falar a verdade, não tava muito afim de sair hoje, mas acabei indo, não sei bem o porquê. Não dava nada por essa noite, já que as anteriores não tinham me oferecido muitas surpresas, mas ela acabou sendo muuuuito boa. A gente conheceu uns portugueses (uma mulher e dois homens) muito gente boas. Nossa, a conversa rendeu tanto que a gente desistiu de sair pra outro lugar, como de costume, e minha idéia de voltar pra casa cedo foi por água a baixo. E ainda sai morta de feliz porque entendi o português de Portugal. haha

Não posso me prolongar muito que amanhã tenho que acordar cedo. Volto à Roma pra ver umas coisas que faltaram e domingo vou conhecer Assis. Minha primeira viagem sozinha. Tô ansiosa e empolgada. Beijos!

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Mudando a rotina.

O frio chegou por essas bandas, graças a Deus. Ainda não é um frio de morrer, mas é um fresco que estava faltando em Florença. Já posso tirar o mofo dos meus casacos. haha

Hoje, depois da aula, eu e a Cah fomos pra casa de um amigo (Bruno) fazer almoço. Foi bem divertido. Algum detalhe que mude a rotina é sempre bom. Depois de lá, fomos tomar sorvete sentados no triângulo da Ponte Vecchio. Conversa vai, conversa vem, de repente, aparece uma policial dizendo que a gente tinha que pagar 160 euros de multa por estarmos sentados ali. A gente fingiu que não falava italiano e a mulher foi gente boa (na verdade acho que ela tava sem paciência pra turista). Só mandou a gente sair rápido, antes que alguém visse e foi embora. Nossa, como a gente gelou. Mais uma multa na minha vida aqui não.

Mudando de assunto totalmente.. ouvindo todos os mais diversos tipos de línguas por aqui, eu pude ver como o português é lindo. Sério, tem cada língua HORRÍVEL como turco, árabe, coreano e derivados, que eu me orgulho de falar português. Sem contar que todos que conheci aqui morrem de vontade de aprender nossa língua. Vivem pedindo pra gente falar e ficam babando. Mas ninguém consegue falar o som do 'ÃO' direito, é muito engraçado. Eles também morrem de vontade de conhecer o Brasil. Ficam encantados com essa alegria que todo brasileiro tem. Enfim, só saindo daí mesmo pra saber o quanto somos valorizados (contrário do que a gente faz).

domingo, 17 de agosto de 2008

A cidade eterna.

Nunca eu lembrei tanto dos meus professores de história quanto nesse fim de semana. Roma foi a aula de campo mais proveitosa de todas que eu já tive. Conceituar a cidade ou atribuir adjetivos à ela é impossível, quase uma falta de respeito. Você tem que ir pra saber e ter noção da grandiosidade daquilo. Mas, como sempre, não resisto à tentação de contar um pouco como foi essa experiência.

Primeiro, lá é TOTALMENTE diferente de toda a Itália, e isso ganhou meus pontos de cara. O país é liiindo, mas já tava cansada de viajar pra cidade pequena e só ver igrejas e praças. Roma é cidade grande e tem todas as qualidades e defeitos de uma. Os serviços públicos como metrô, trem, ônibus, limpeza e sinalização são ótimos. Já o trânsito, os preços altos e os incontáveis trilhões de turistas te dão um pouco de estresse. Publicidade pra todo canto e Mc Donald’s em cada esquina: daí eu pude ter certeza que não tava em Florença. Paredes com escrituras em latim, esculturas espalhadas por TODA a cidade, Coliseo, Panteon, mil piazzas e parques gigantes lindos: sim, até que enfim eu tinha chegado à Roma.

Os pontos turísticos mais conhecidos lhe prometem muita história e emoções, mas em troca você tem que dar paciência de esperar um tempinho nas filas. Não dá pra deixar de ir, eles são realmente maravilhosos. Porém, a cidade pode também oferecer coisas lindas em lugares que nem são citados no mapa. Nesses cantos é bom de parar, tirar todos os pensamentos da cabeça e fazer nada. Só aproveitar o momento sem nenhum japonês pra atrapalhar tirando foto ou algum americano se achando, porque simplesmente é americano.

Roma vale a pena. E vale muito! Tudo aquilo que você aprendeu nas aulas de história geral se transportam diretamente da sua imaginação pra frente dos seus olhos. É tão incrível que deixam a impressão de ser de mentira. Todas aquelas ruínas, castelos, museus parecem existir somente para serem visitados. A história que eles escondem é tão distante do seu cotidiano, que você pensa que só tem em filme. Entrar no Coliseo e saber que ali, onde hoje é apenas um ponto pra visitação, já foi um anfiteatro, uma habitação, um templo cristão, um posto de combates, uma sede de ordens religiosas e mais mil coisas, faz você parar e pensar: o que EU tô fazendo aqui? É um despertenciamento da realidade que te faz sentir algo bom, um algo que ainda não sei explicar.

Sexta e sábado foram dias cheios, atribulados, cansativos, mas que fizeram valer cada minuto. Já o domingo foi, no mínimo, engraçado e, no máximo, estressante. Mil e um contratempos aconteceram, mas que não valem ser contados aqui, pra que magia de tudo que eu disse não se perder. Foi apenas uma falta de sorte e de informação que não nos permitiu conhecer alguns principais lugares da cidade. Por isso, antes de sair da Itália, ainda volto à Roma pra deixar registrado que prestei atenção na aula de história por inteiro. ;)

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

ODEIO ROTINA, você sabem.

Dei uma pequena sumida, mas aqui estou eu de novo. Sem muitas novidades e histórias emocionantes, mas muito feliz com as pequenas coisas que sempre acontecem por essas bandas.

Florença é MARAVILHOSA, mas com o vai e vem sem fim de pessoas queridas, milhões de turistas e o calor infernaaaaal, ela se torna não tão maravilhosa assim. A verdade é que ela está ficando muito normal e quando algo chega nesse estado, já não é mais considerado bom pra mim. A rotina sempre vem e, quando isso acontece, eu sempre dou um jeito de fugir dela. Tenho mais um mês aqui e vai ser o tempo exato de eu conhecer o resto das cidades que quero. Depois dois beijinhos, Itália.

No mais, amanhã vou à Roma com mais quatro amigos - duas colombianas, um brasileiro e um suíço. O papa ficou sabendo da novidade e voltou ontem das férias só por causa da gente. hahaha Volto a dar notícias na segunda, pois retorno à Florença domingo de madrugada. Beijos, pessoas.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Appena chiaccherando..

O cansaço de Veneza não permitiu que eu botasse meus pés fora de Florença nesse domingo. Tive um sono merecido até às 10:30. Foi quando recebi uma mensagem com convite de almoço e uma tarde por aí com a Cah. Pegamos nossas bicicletas e rodamos pela cidade. Atrás de comida, de roupas, de nutella, de banana e de amigos. As comidas, as roupas e a nutella foram encontradas, mas as bananas e os amigos ficaram pra depois. No mais, a tarde não foi emocionante, mas também não foi perdida. Meias conversas sempre são boas num domingo que se quer descanso.

A tarde de segunda-feira, pelo sol e calor que fazia, prometia uma boa piscina. Mas os biquínis foram esquecidos em casa e essa dura tarefa foi adiada pra amanhã depois da aula.

Agora me apronto pra chegar às 10h no Duomo, claro. Ainda não sei qual vai ser a dessa noite, mas minha cabecinha já está se preparando pra ouvir francês, espanhol, italiano, inglês e português ao mesmo tempo. Nem fumacinha mais sai, olha aí. ;)

domingo, 10 de agosto de 2008

Veneza não fede, como muitos falam.

Veneza foi o motivo de eu não ter esperado pela boa vontade de alguém querer viajar comigo. Me mandei pra lá sozinha, porque minha ansiedade pra conhecer essa cidade tava a mil por hora.

No caminho sentaram duas brasileiras do meu lado e a gente fez amizade, claro. De vez em quando a gente ficava juntas, mas eu não queria me apegar a ninguém e nem a nada, pra não perder um minuto que eu tinha ali.

Andar por Veneza é ter a sensação de estar participando de algum filme romântico. A cada lojinha, a cada gôndola, a cada casal se abraçando e a cada surpresa que ela vai te mostrando aos poucos, é um motivo a mais pra você prender a atenção e se fascinar por aquela beleza toda. Uma beleza misteriosa, que você não sabe se transparece felicidade ou tristeza. Às vezes você sente os dois e outras vezes você simplesmente sente, sem saber o quê exatamente.

As máscaras típicas do carnaval de lá estão espalhadas por todos os lados que você imagina e não imagina. Uma mais linda que a outra e, claro, uma guardando um mistério maior que a outra. Na cidade não existem carros ou bicicletas. Os únicos meios de se locomover é com boat ou os próprios pezinhos. Gôndola para os momentos especiais.

Estar na piazza di San Marco, rodeada de pombos, ouvindo todas as línguas possíveis e olhando toda aquela imensidão de água que parece não ter fim, é o momento que você pára e pensa: isso não existe, é tudo fruto da nossa imaginação. Quando alguém te acorda, você ainda se encontra no mesmo cenário do sonho e continua como se fosse tudo normal.

Outra característica da cidade é fazer vidros (em um minuto) apenas assoprando um fogo. É incrível! Tão rápido que você não sabe se olha, filma ou tira foto. Os produtos dessa rapidez e da facilidade com que parecem ser feitos estão espalhados por toda a cidade. Mais uma decoração para incrementar o visual misterioso.

Depois da emoção já ter ido e voltado várias vezes, chegou o momento de andar de gôndola. Aí sim, era um filme de verdade. Com direito até a pôr-do-sol. Aquilo é um sonho que só quem não sabe acordar deveria experimentar.

A hora de se despedir é difícil apenas pra você. A cidade continua intocável e parece não estar nem aí pra nada que acontece nela. Nem pras despedidas, nem pros amores, nem pras brigas, nem pras chegadas e nem menos pros turistas que se esbanjam nela. Ela simplesmente existe e finge que nada está ocorrendo, sempre com seu ar de superior e misterioso.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Saudades antecipadas, como sempre.

Às vezes eu reclamo, digo que fico assim, sei lá e choro querendo voltar, mas esses momentos são minúsculos comparados a todos aqueles que eu tenho vontade de ficar aqui por mais mil anos.

Vou morrer de sentir falta dessa minha rotina, por mais que, especialmente agora, ela não esteja sendo uma das melhores. Mas só a sensação de estar aqui já me faz bem.

Essa tal sensação me ocorre a quase todo tempo. Quando me vejo falando três línguas, quando como panini e banana com nutella no almoço, quando ando de bicicleta por ruas tipicamente estreitas, quando passo pela Ponte Vecchio no caminho da escola, quando como melão com presunto na sobremesa (acreditem, é MUITO BOM!), quando viajo todo fim de semana, quando va fancullo é a expressão mais ouvida do dia todo, quando como o melhor gelato do mundo e quando me encontro com todos às 10h no Duomo.

Ainda falta um mês e pouco, mas já tô sentindo falta disso antecipadamente.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Sou brasileira, tá?

Em qualquer ponto comercial na Itália:

Eu: Ciao, buongiorno.

Comerciante: Ciao, cosa vuoi?

Eu: Ah, no lo so.. cosa c’è di buono oggi?

Comerciante: Allora, decide presto cosa prenderai perchè no ho molto tempo.

*minutos depois*

Comerciante: Scusi, ma di dov’è sei?

Eu: Sono brasiliana.

Comerciante (com outra cara totalmente diferente): Aaah, sei di Brasile?! Ma che bel paese! Di carnevale, di Ronaldinho, di ragazze belle. Senti, posso mostrarti tutto quello che vuoi. Accomodati qui, sì? Farò un desconto per te e vorrei che ritorni tutti i giorni, ok? Se vuoi qualcuni informazioni, puoi chiedere a me, va bene?

*depois disso não pára mais de falar e soltar sorrisos pra todos os lados*

Meu Deus, vocês não têm noção de como os italianos são brutos. Qualquer coisinha eles já tão morrendo de gritar e só faltam te bater. Mas é só falar que é do Brasil, que eles te dão tratamento super vip. Prometo como tô pra andar com uma plaquinha: sou brasileira. Ronaldinho, lembra?

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Épocas.

Uma das coisas que mais odeio é ter que me despedir de alguém querido. Desde pequena tive que aprender a conviver com isso, mas sempre era uma vez aqui, outra acolá. Agora, aqui em Florença, isso já faz parte da minha rotina. Todo fim de semana, depois de alguma viagem muito boa, eu tenho que me despedir de alguém que gostei muito de passar algumas semanas junto. E no meio de tantos sentimentos confusos, isso me deixa assim, sei lá.

Dessa vez quem deixou Florença foi a Alejandra, uma mexicana. Super querida, um amor de pessoa. Parece que quando realmente me apego a alguém, só restam no máximo umas duas semanas pra essa pessoa ir embora. Isso é tão ruim, vocês não tem noção!

Tem épocas que a escola tá perfeita e que as companhias são as melhores. Você tem que escolher entre mil viagens que cada um está pensando em fazer e todas as noites são super agitadas. Outras vezes, você olha ao redor e não vê ninguém possível de conviver de verdade. Todos apenas colegas, que você cumprimenta, almoça junto e se encontras às 10h no Duomo. E aquelas outras pessoas que você mais quis que ficassem, já estão devidamente entregues em suas casas.

Aah, que eu não vejo a hora dessa época mudar de novo!

- Comprei uma bicicleta, uhu! As ruas e o trânsito de Florença são meus piores inimigos agora, mas eu prometo que ainda vou andar direitinho. hahaha. ;)

Beijos!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Antes tarde do que nunca.

Só vim aqui pra dizer uma coisa: APRENDI A ANDAR DE BICICLETA! Em apenas um dia e sem cair nenhuma vez. auheuhauheuae Foi lindo! Depois ponho as fotos no orkut. Acho que agora só falta aprender a assoviar. hahaha

Ps.: prepare-se pra aumentar sua listinha de orgulhos, Gabi.

domingo, 3 de agosto de 2008

De tudo um pouco.

Uma palavra só é impossível pra descrever o que foi meu fim de semana. Posso dizer que senti de tudo um pouco nesses três últimos dias. Como sempre muito inconstante. Um minuto, uma palavra, um acontecimento, um olhar consegue mudar meu estado de espírito. E como ele anda mudando mais rapidamente agora, vocês não imaginam.
Diferente dos outros posts, não vou botar muitos detalhes nesse. Prefiro guardá-los comigo, mas vou fazer um resumo básico das coisas que aconteceram.

Fui pra Gênova com a Cah e a Alê. Elas são ótimas companhias e grande parte da minha felicidade foi devido à elas. Ao contrário do que pensávamos, Gênova não é nada, apenas um porto. A cidade só tem um aquário suuuper famoso, mas era muito caro e a gente não quis ir. Pra completar, o cara do albergue que a gente reservou era muito estranho e a gente ficou morrendo de medo de dormir lá. Juntando tudo, resolvemos pegar um trem e mudar de lugar. Fomos pra Chiavari, que também é em Gênova, mas não propriamente na cidade. Encontramos um hotel ótimo vizinho à praia e à estação e então estávamos feitas. Sexta e sábado renderam. Foi bom pra relaxar e sair da rotina de Florença.

Voltamos sábado pro jantar e depois todo mundo combinou de se encontrar no Duomo, às 10h. Ficamos um tempinho lá e depois o pessoal saiu pro Central Park, mas vim pra casa porque meu corpo implorava um descanso, só de pensar que no outro dia ia ter que se levantar às 7:30. Aliás, desde o dia que cheguei aqui, só acordei às 11h uma vez. Todas as outras vezes foram antes das 9h. Seja pra viagem ou escola. *note a disciplina da garota* aehaeuahe

Hoje fui pra Arezzo com a Cah e a Begün. Tava tendo uma feira de antigüidades muito boa. A gente andou nela todinha, mas já a cidade em si.. Tipo, ela é fofa e simpática, como todas as outras cidades pequenas da Itália. O problema tá ai: a Itália tá começando a ser toda igual. Prometo que não consigo mais ver igrejas e praças. Me refugio sempre nos parques e nos restaurantes, que nunca me canso. auehuahe Mas gostei de ter ido. A cidade é cheia de placas dizendo cenas do filme “A vida é bela” que foram gravadas lá. E como eu amei esse filme, foi bom ter conhecido. ;)

Hoje vou pra Fortezza.. é último dia que ela abre.

SAUDADE.

Em toda viagem de trem, com os fones no ouvido e com a imaginação bem longe, todos vocês daí sempre me vêem à mente. Não tem uma pessoa que escape. Todos são muito lembrados com bastante saudade. Eu tô a mais carente de todas nessa semana. Quero vocês aqui! Beijos.

Aah, novidade: a Cah comprou uma bicicleta e vai me ensinar a andar amanhã (é, eu não sei). auheuhuae Assim que aprender, compro uma. =D