Nunca pensei que fosse agradecer por estar ouvindo alemão, mas admito que isso aconteceu. Quando eu e a Mari chegamos aqui na Alemanha foi um alívio tão grande. 11h da noite, lojas abertas, gente na rua e cidade funcionando normalmente. Gente, foi outro astral.
Acho que peguei trauma de Praga, porque, além de tudo que aconteceu, a cidade não era lá essas coisas, só tinha gente com mais de 80 anos no meio da rua, todo mundo fedia e ninguém falava inglês; era checo 24h por dia.
Aqui em Munique foi tudo tão bom. A cidade é LINDA e as pessoas são ótimas! Todo mundo fala inglês e são simpáticos com os turistas. Teve até uma senhora que viu a gente quebrando a cabeça com o mapa e parou pra oferecer ajudar (só que foi em alemão). Aí a gente ficou tentando explicar que não falávamos a língua dela, mas ela insistia em ajudar. Não saiu do nosso lado até o momento que a gente entendeu pra onde era o lugar que queríamos ir. Fiquei besta! Se nem na Itália tinha acontecido isso, a Alemanha, pra mim, era o lugar mais improvável.
Então.. a Mari foi hoje pra Köln, uma outra cidade da Alemanha, e já já eu tô indo pra Paris encontrar meu pai. Não sei quando dou as caras de novo por aqui, por isso, feliz ano novo de antemão pra todo mundo. :)
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
A praga de Praga.
A causa do sumiço são questões técnicas. Resumindo bem resumido tudo que aconteceu nesses últimos dias, foi o seguinte:
Na Bélgica só fui mesmo em Bruxelas porque tinha combinado de se encontrar em Viena com uma amiga de Londres. A cidade não tem taaaanta coisa pra fazer, mas é divertida. Tudo é bem diferente do outro lado da Europa. A língua, pessoas, costumes, culturas e tal. A batata frita, que foi inventada lá, é mesmo maravilhooooosa.. comi até espocar. A sede da União Européia não é nada demais.. uma decepção grande. Mas, enfim, ainda quero voltar lá pra conhecer Bruges.
Na Áustria foi tudo MA-RA-VI-LHO-SO! Encontrei com a Mari em Viena, que, por sinal é liiiinda, aconchegante e tem o melhor Christmas Market do mundo. Sério, dá pra comparar com Paris, de tão inacreditável que chega a ser.
Depois de 4 dias em Viena, viemos pra Praga passar o natal. Estávamos super empolgadas, mas foi só pisar no território checo que tudo mudou. Primeiro esqueci minha bolsa (com laptop, passaporte, passagens de trem, carregadores, etc) no trem e não achei mais. A partir daí parecia que eu e a Mari estávamos competindo pra ver quem era a mais azarada.
Praga realmente foi uma praga pra gente. A cidade é até bonitinha, mas a beleza fora do normal, que muita gente diz ter, não encontramos em nenhum canto. O povo chega a ser mais feio do que no Ceará e a educação passa longe daqui. Nosso Natal foi beber champagne olhando uma pra cara da outra e rindo de tudo que a gente tinha passado, porque a cidade inteira fechou e não tinha bulhufas pra fazer em nenhum canto. Uhu!
Queria contar mais detalhes, mas tenho que correr pra continuar resolvendo os negócios na Embaixada (do passaporte) e sair dessa cidade o mais rápido possível (a gente tá indo pra Munique, na Alemanha). No mais, eu tô bem. aeuhae
Na Bélgica só fui mesmo em Bruxelas porque tinha combinado de se encontrar em Viena com uma amiga de Londres. A cidade não tem taaaanta coisa pra fazer, mas é divertida. Tudo é bem diferente do outro lado da Europa. A língua, pessoas, costumes, culturas e tal. A batata frita, que foi inventada lá, é mesmo maravilhooooosa.. comi até espocar. A sede da União Européia não é nada demais.. uma decepção grande. Mas, enfim, ainda quero voltar lá pra conhecer Bruges.
Na Áustria foi tudo MA-RA-VI-LHO-SO! Encontrei com a Mari em Viena, que, por sinal é liiiinda, aconchegante e tem o melhor Christmas Market do mundo. Sério, dá pra comparar com Paris, de tão inacreditável que chega a ser.
Depois de 4 dias em Viena, viemos pra Praga passar o natal. Estávamos super empolgadas, mas foi só pisar no território checo que tudo mudou. Primeiro esqueci minha bolsa (com laptop, passaporte, passagens de trem, carregadores, etc) no trem e não achei mais. A partir daí parecia que eu e a Mari estávamos competindo pra ver quem era a mais azarada.
Praga realmente foi uma praga pra gente. A cidade é até bonitinha, mas a beleza fora do normal, que muita gente diz ter, não encontramos em nenhum canto. O povo chega a ser mais feio do que no Ceará e a educação passa longe daqui. Nosso Natal foi beber champagne olhando uma pra cara da outra e rindo de tudo que a gente tinha passado, porque a cidade inteira fechou e não tinha bulhufas pra fazer em nenhum canto. Uhu!
Queria contar mais detalhes, mas tenho que correr pra continuar resolvendo os negócios na Embaixada (do passaporte) e sair dessa cidade o mais rápido possível (a gente tá indo pra Munique, na Alemanha). No mais, eu tô bem. aeuhae
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Ora, pois.
Fui pra Portugal com o pensamento de meu Deus, o que eu vou fazer em Lisboa? E saí de lá pensando: gente, não quero sair daqui jamais!
Andar pelas ruas de Lisboa é confortante até dizer chega. Do Castelo de São Jorge dá pra se ter uma visão da cidade inteira (uma das mais lindas da Europa); Em Belém, se come os tradicionais e deliciosos pasteizinhos de nata; A paisagem composta da Torre de Belém e da Ponte 25 de abril não existe, de tão relaxante que é; Os banquinhos da cidade decorados com poemas de escritores, como Fernando Pessoa, dão um tom diferente; As estações de metrô viraram museus.. cada uma mais enfeitada do que a outra; O Parque das Nações é sem igual! Uma mistura de natureza com modernidade que te faz querer ficar por lá horas e horas.
Também fui pra Porto, outra cidade. Fiquei pouco tempo, mas o que conheci, adorei! Portugal é aconchegante, tem comida boa, pessoas simpáticas e tudo beeeeem barato. Me apaixonei completamente! Pra quem tem uma opinião mais ou menos de lá, como eu tinha, fica aqui meu depoimento positivo da cidade. :)
Agora estou em Bruxelas, na Bélgica, mas isso fica pra outro dia.
Andar pelas ruas de Lisboa é confortante até dizer chega. Do Castelo de São Jorge dá pra se ter uma visão da cidade inteira (uma das mais lindas da Europa); Em Belém, se come os tradicionais e deliciosos pasteizinhos de nata; A paisagem composta da Torre de Belém e da Ponte 25 de abril não existe, de tão relaxante que é; Os banquinhos da cidade decorados com poemas de escritores, como Fernando Pessoa, dão um tom diferente; As estações de metrô viraram museus.. cada uma mais enfeitada do que a outra; O Parque das Nações é sem igual! Uma mistura de natureza com modernidade que te faz querer ficar por lá horas e horas.
Também fui pra Porto, outra cidade. Fiquei pouco tempo, mas o que conheci, adorei! Portugal é aconchegante, tem comida boa, pessoas simpáticas e tudo beeeeem barato. Me apaixonei completamente! Pra quem tem uma opinião mais ou menos de lá, como eu tinha, fica aqui meu depoimento positivo da cidade. :)
Agora estou em Bruxelas, na Bélgica, mas isso fica pra outro dia.
domingo, 14 de dezembro de 2008
De Madri à Lisboa.
A noite de Madrid não é só um mito. Ela, realmente, é muuuito boa. O único problema é que, aqui na Espanha, é permitido fumar em qualquer lugar, daí você vai pra boate e volta pra casa quase um cinzeiro. Prometo que meu cabelo ficou fedendo dois dias e o cheiro na minha roupa ainda não saiu, mesmo eu tendo deixado um dia de molho. Argh!
Deixando a Espanha um pouco de lado, cheguei hoje em Portugal, mais exatamente em Lisboa. Vou ficar dois dias aqui e depois passo um dia em Porto. Acho que é o bastante.. ninguém nunca me disse que Portugal é maravilhoso, super interessante e um país perfeito, então, só vim pra ter minha opinião mesmo.
No mais, é aliviante poder falar na minha língüa com qualquer pessoa na rua e ser entendida. Estar na Europa e ver tudo escrito em português chega a ser estranho. Dá a sensação de aquilo é feito só pra você. aeuhae
Deixando a Espanha um pouco de lado, cheguei hoje em Portugal, mais exatamente em Lisboa. Vou ficar dois dias aqui e depois passo um dia em Porto. Acho que é o bastante.. ninguém nunca me disse que Portugal é maravilhoso, super interessante e um país perfeito, então, só vim pra ter minha opinião mesmo.
No mais, é aliviante poder falar na minha língüa com qualquer pessoa na rua e ser entendida. Estar na Europa e ver tudo escrito em português chega a ser estranho. Dá a sensação de aquilo é feito só pra você. aeuhae
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
Espanha = festa.
Geente, essa Espanha é maravilhosa demais! Ontem encontrei uma amiga que conheci na Itália e mora aqui em Madrid. Fomos tipicamente espanholas e comemos tapas e bebemos sangria. Bom demaaais!
Hoje fui passar um dia em Toledo. No ônibus, indo pra lá, conheci três pessoas de Jerusalém e duas meninas da Austrália.* Nos juntamos e foi maravilhoso! A cidade é super linda (lembra algumas da Itália) e a companhia ajudou demais. Andamos demaaaaaais.. foi um sobe e desce sem fim. Cheguei em Madrid MORTA, desejando um banho quente e uma cama. A primeira parte do desejo já foi providenciada, mas a segunda fica pra depois, porque hoje tem mais tapas + sangria e depois a gente vai sair pra alguma boate.
Aaah, notícia boa: meu novo cartão de crédito chegou hoje e eu nem vou mais passar fome. aeuhae
*eu prometo que, quando eu voltar pro Brasil, a coisa mais difícil de se acostumar vai ser falar somente português toda hora e só conviver com brasileiros. Nada contra ao meu país, mas é que é tããão bom conhecer pessoas de todos os lugares do mundo!
Hoje fui passar um dia em Toledo. No ônibus, indo pra lá, conheci três pessoas de Jerusalém e duas meninas da Austrália.* Nos juntamos e foi maravilhoso! A cidade é super linda (lembra algumas da Itália) e a companhia ajudou demais. Andamos demaaaaaais.. foi um sobe e desce sem fim. Cheguei em Madrid MORTA, desejando um banho quente e uma cama. A primeira parte do desejo já foi providenciada, mas a segunda fica pra depois, porque hoje tem mais tapas + sangria e depois a gente vai sair pra alguma boate.
Aaah, notícia boa: meu novo cartão de crédito chegou hoje e eu nem vou mais passar fome. aeuhae
*eu prometo que, quando eu voltar pro Brasil, a coisa mais difícil de se acostumar vai ser falar somente português toda hora e só conviver com brasileiros. Nada contra ao meu país, mas é que é tããão bom conhecer pessoas de todos os lugares do mundo!
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
mais uma daquelas..
Enfim voltei a dar as caras por aqui. Nesse período fui pra Málaga e fiquei na casa de uns amigos. Me diverti bastaaante e até consegui pegar 20 graus no último dia. Nem sabia mais o que era sair de casa sem o casaco por cima de duas blusas. Mas, pra acabar com o conto de fadas que tem sido esse blog há uns tempos, aconteceram coisas chatíssimas lá também.
Na saída da boate que a gente foi, já de madrugada, levaram minha bolsa com todo meu dinheiro, cartão de crédito e celular. Fiquei desesperadíssima! Sair do Brasil sem nunca ter sido assaltada e na Europa acontecer isso, ninguém merece. Mas já soube que é a coisa mais corriqueira na Espanha, não importa a cidade. Pelo jeito, as pessoas serem mais abertas, não é a única característica similar ao Brasil.
Voltando.. o cartão foi cancelado antes que usassem, mas o resto ficou de presente mesmo. Sorte que o passaporte, Ipod e câmera não estavam lá. Tá, mas o que fazer quando você está sozinha em outro continente, num país que não fala sua língüa e ainda mais sem nenhum dinheiro? Se chorar fosse a solução dos meus problemas, eu já não teria mais nenhum, prometo.
Consegui dinheiro emprestado pra passagem de trem pra outra cidade, comer algo e pagar metade do albergue em Sevilha. Teoricamente, quando chegasse lá, ia pegar uma quantia que tinham mandado pra que eu sobrevivesse até chegar o novo cartão. Mas, por culpa dos espanhóis serem os mais vagabundos de todos os povos, eu fiquei sem nada durante mais dois dias. Sábado essa agência não tava aberta porque era feriado; domingo continuava fechada porque nada abre; segunda ainda estava na mesma porque, simplesmente, era segunda (foi essa explicação que me deram, juro!). As plaquinhas avisando que de lunes à viernes o horário é de 8h as 21h são só para enfeitar. Deu meio-dia e parecia que a cidade ainda dormia, acreditem.
Por sorte, achei 4 euros de moedas jogados na minha mala e foi com isso que me virei com o almoço e o jantar do domingo. Na segunda, consegui pegar o dinheiro só às 2h, fui correndo pagar o hostel, peguei minhas coisas e corri pra estação. Quando chego lá, o cara vem me dizer que não tinha mais passagem pra Madrid - só na primeira classe que era absurdamente caro. Comecei a chorar de tão cansada que tava de nada dar certo e acho que ele ficou com pena de mim, porque começou a me acalmar, conversar comigo e, no meio disso, perguntou se eu tinha o Eurail Pass. Eu disse que sim e ele disse que ia ver o que podia fazer. Entrou numa cabine e voltou uns 5 minutos depois dizendo que ia me colocar na primeira classe se eu pagasse 39 euros. CLARO que aceitei!
E esse foi meu presente por tudo que eu tinha passado. O trem era maravilhoso, cheio de regalias, comidas maravilhosas, filme, revistas, internet, suquinhos e cafés a todo momento, música e poltrona gigante e acolchoada. Tava me sentindo um peixe fora d’água do lado de todos aqueles ricaços. aeuhae
Minha saga foi essa. Agora tô em Madrid, esperando meu cartão que tem previsão pra chegar na sexta-feira. Até lá, a única certeza que tenho são três noites de albergue e dinheiro pra comer. O resto só Deus mesmo.
Na saída da boate que a gente foi, já de madrugada, levaram minha bolsa com todo meu dinheiro, cartão de crédito e celular. Fiquei desesperadíssima! Sair do Brasil sem nunca ter sido assaltada e na Europa acontecer isso, ninguém merece. Mas já soube que é a coisa mais corriqueira na Espanha, não importa a cidade. Pelo jeito, as pessoas serem mais abertas, não é a única característica similar ao Brasil.
Voltando.. o cartão foi cancelado antes que usassem, mas o resto ficou de presente mesmo. Sorte que o passaporte, Ipod e câmera não estavam lá. Tá, mas o que fazer quando você está sozinha em outro continente, num país que não fala sua língüa e ainda mais sem nenhum dinheiro? Se chorar fosse a solução dos meus problemas, eu já não teria mais nenhum, prometo.
Consegui dinheiro emprestado pra passagem de trem pra outra cidade, comer algo e pagar metade do albergue em Sevilha. Teoricamente, quando chegasse lá, ia pegar uma quantia que tinham mandado pra que eu sobrevivesse até chegar o novo cartão. Mas, por culpa dos espanhóis serem os mais vagabundos de todos os povos, eu fiquei sem nada durante mais dois dias. Sábado essa agência não tava aberta porque era feriado; domingo continuava fechada porque nada abre; segunda ainda estava na mesma porque, simplesmente, era segunda (foi essa explicação que me deram, juro!). As plaquinhas avisando que de lunes à viernes o horário é de 8h as 21h são só para enfeitar. Deu meio-dia e parecia que a cidade ainda dormia, acreditem.
Por sorte, achei 4 euros de moedas jogados na minha mala e foi com isso que me virei com o almoço e o jantar do domingo. Na segunda, consegui pegar o dinheiro só às 2h, fui correndo pagar o hostel, peguei minhas coisas e corri pra estação. Quando chego lá, o cara vem me dizer que não tinha mais passagem pra Madrid - só na primeira classe que era absurdamente caro. Comecei a chorar de tão cansada que tava de nada dar certo e acho que ele ficou com pena de mim, porque começou a me acalmar, conversar comigo e, no meio disso, perguntou se eu tinha o Eurail Pass. Eu disse que sim e ele disse que ia ver o que podia fazer. Entrou numa cabine e voltou uns 5 minutos depois dizendo que ia me colocar na primeira classe se eu pagasse 39 euros. CLARO que aceitei!
E esse foi meu presente por tudo que eu tinha passado. O trem era maravilhoso, cheio de regalias, comidas maravilhosas, filme, revistas, internet, suquinhos e cafés a todo momento, música e poltrona gigante e acolchoada. Tava me sentindo um peixe fora d’água do lado de todos aqueles ricaços. aeuhae
Minha saga foi essa. Agora tô em Madrid, esperando meu cartão que tem previsão pra chegar na sexta-feira. Até lá, a única certeza que tenho são três noites de albergue e dinheiro pra comer. O resto só Deus mesmo.
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
¡Hola!
Para os que eu não dei notícias de vida antes, cheguei em Barcelona. Não parei quieta um minuto desde que cheguei. Acordando cedo, andando milhas, conhecendo gente, aprendendo espanhol e comprando tudo barato – pausa para detalhe: caramba, morando em Londres e passeando por Paris, eu já tinha perdido a noção do quanto se pode adquirir coisas boas com pouco dinheiro. Que alívio estar na Espanha!
A cidade é suuuper interessante. As obras de Gaudí são maravilhosas! Fico de queixo caído com cada uma. Mas o que me fez parar e não querer sair dali jamais foi a Sagrada Família. Ela é mesmo tudo que dizem. Até não estando pronta, ela consegue prender a atenção de qualquer um que passa por perto. Passei uma hora tirando fotos de todos os ângulos. aeuhae
O hostel que eu tô é PERFEITO! Todo lindo, organizado, com piscina, sauna, quadra de jogos, lockers individuais, colchão macio, café da manhã, internet de graça, cozinha, localização boa e banheiro grande. Ainda foi super barato porque tá em inauguração. Ah, conheci duas australianas muito gente boa no albergue. A gente fez compras e andamos um pouco pela cidade hoje.
E a língüa? Tá, eu não sou muito fã de espanhol, mas é tão bom falar e ser entendida. Não agüentava mais fazer mímicas com os franceses e ainda receber mil caras feias e respostas ignorantes.
Amanhã tô indo pra Málaga, no sul da Espanha.
A cidade é suuuper interessante. As obras de Gaudí são maravilhosas! Fico de queixo caído com cada uma. Mas o que me fez parar e não querer sair dali jamais foi a Sagrada Família. Ela é mesmo tudo que dizem. Até não estando pronta, ela consegue prender a atenção de qualquer um que passa por perto. Passei uma hora tirando fotos de todos os ângulos. aeuhae
O hostel que eu tô é PERFEITO! Todo lindo, organizado, com piscina, sauna, quadra de jogos, lockers individuais, colchão macio, café da manhã, internet de graça, cozinha, localização boa e banheiro grande. Ainda foi super barato porque tá em inauguração. Ah, conheci duas australianas muito gente boa no albergue. A gente fez compras e andamos um pouco pela cidade hoje.
E a língüa? Tá, eu não sou muito fã de espanhol, mas é tão bom falar e ser entendida. Não agüentava mais fazer mímicas com os franceses e ainda receber mil caras feias e respostas ignorantes.
Amanhã tô indo pra Málaga, no sul da Espanha.
domingo, 30 de novembro de 2008
A empolgação em pessoa!
Não que eu esteja dizendo alguma novidade, mas Paris é MA-RA-VI-LHO-SA! Tô encantada com tudo. Museus, crepes, ruas, monumentos.. Se tivesse praia, seria a cidade mais perfeita do mundo!
Adorei cada minuto que eu passei aqui. Fiquei em albergues ótimos e conheci pessoas muuuito gente boa de mil lugares desse mundo – Espanha, Chile, Nova Zelândia, Estados Unidos, Turquia e Romênia. Falando assim, até parece que nada deu errado, né? Mas deu. Passei uns apertos grandes em relação à língüa e à localização, mas nada que não tivesse um jeito depois do desespero.
Ia passar mais tempo na França, mas pra todos os lugares que eu queria ir, nenhum tinha vaga no hostel. Daí resolvi deixar pra conhecer essas cidades no fim de dezembro e ir pra Espanha agora. Nesse exato momento tô com um aperto grande de deixar Paris e todas as pessoas que conheci aqui (e que não sei se eu vou encontrar outra vez na vida), mas, misturado com esse sentimento, tem uma ansiedade louca querendo conhecer a Espanha.
Primeira cidade vai ser “só” BARCELONA! Tô indo pra lá em poucas horas.
Adorei cada minuto que eu passei aqui. Fiquei em albergues ótimos e conheci pessoas muuuito gente boa de mil lugares desse mundo – Espanha, Chile, Nova Zelândia, Estados Unidos, Turquia e Romênia. Falando assim, até parece que nada deu errado, né? Mas deu. Passei uns apertos grandes em relação à língüa e à localização, mas nada que não tivesse um jeito depois do desespero.
Ia passar mais tempo na França, mas pra todos os lugares que eu queria ir, nenhum tinha vaga no hostel. Daí resolvi deixar pra conhecer essas cidades no fim de dezembro e ir pra Espanha agora. Nesse exato momento tô com um aperto grande de deixar Paris e todas as pessoas que conheci aqui (e que não sei se eu vou encontrar outra vez na vida), mas, misturado com esse sentimento, tem uma ansiedade louca querendo conhecer a Espanha.
Primeira cidade vai ser “só” BARCELONA! Tô indo pra lá em poucas horas.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
O sul da França.
Meu tempo em Nice foi maravilhoso! A própria cidade é muito linda. Praia, sol, frio, parques, montanhas, cachoeiras, gente chique e comida boa. Fazia tempo que eu não tinha tudo isso de uma vez só.
Ainda hospedada em Nice, viajei pra três lugares pertinhos: Mônaco, Cannes e Aix-en-Provence. Mônaco é um sonho! Parece irreal, de tão absurda que a beleza é. Sem falar das milhões de Ferraris, Cassinos e hotéis elegantes. Cidade de ator de Hollywood mesmo.
Cannes, por sua vez, já é bem parecido com Nice. Também bastante bonita e chique, mas acho que só deve ter graça mesmo em maio, quando acontece o festival de cinema.
Aix-en-Provence foi uma das cidades que mais ouvi falar, só que não me surpreendeu muito. Mesmo não tendo sido uma das minhas viagens preferidas, preciso admitir que a Cours Mirabeau, a rua principal de lá, é uma das mais bonitas que eu já vi. Tendo como componentes árvores enormes, casinhas de madeira, cafés franceses, lojas típicas e estátuas peculiares, a rua chama bastante atenção de quem a visita.
Minha primeira impressão da França foi muito boa e acho que isso só tende a melhorar. Principalmente porque a próxima cidade é, nada mais, nada menos, que Paris. Darei notícias. Beijos!
Ainda hospedada em Nice, viajei pra três lugares pertinhos: Mônaco, Cannes e Aix-en-Provence. Mônaco é um sonho! Parece irreal, de tão absurda que a beleza é. Sem falar das milhões de Ferraris, Cassinos e hotéis elegantes. Cidade de ator de Hollywood mesmo.
Cannes, por sua vez, já é bem parecido com Nice. Também bastante bonita e chique, mas acho que só deve ter graça mesmo em maio, quando acontece o festival de cinema.
Aix-en-Provence foi uma das cidades que mais ouvi falar, só que não me surpreendeu muito. Mesmo não tendo sido uma das minhas viagens preferidas, preciso admitir que a Cours Mirabeau, a rua principal de lá, é uma das mais bonitas que eu já vi. Tendo como componentes árvores enormes, casinhas de madeira, cafés franceses, lojas típicas e estátuas peculiares, a rua chama bastante atenção de quem a visita.
Minha primeira impressão da França foi muito boa e acho que isso só tende a melhorar. Principalmente porque a próxima cidade é, nada mais, nada menos, que Paris. Darei notícias. Beijos!
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Final de Dublin, começo da França.
O balanço da minha passagem na Irlanda foi bom. A cidade do Bono, definitivamente, não é uma das mais bonitas da Europa, mas conhecer a faculdade em que o Oscar Wilde estudou, ir aos famosos Irish pubs e visitar a fábrica da Guinness é realmente empolgante e divertido. A companhia também ajudou bastante. Vou sentir falta dos meus dias irlandeses.
Mudando logo de país, ESTOU NA FRANÇA! Mais exatamente em Nice. Eu tava super nervosa em relação a duas coisas:
1) Passar na imigração;
2) Como me comunicar com as pessoas, já que não sei uma gota de francês e eles odeiam o inglês.
Foi só chegar pra toda preocupação acabar. A imigração foi mais que tranqüila. O cara não fez nenhuma pergunta e mal olhou pra minha cara. Só pegou o passaporte e carimbou. Quase que eu dou um abraço nele de tão aliviada que fiquei. Em relação à língüa, todo mundo fala (e adora quem chega falando) italiano. Fiquei tão feliz quando percebi isso!
Cheguei morta da viagem, mas ainda fui andar pela cidade. Não deu pra conhecer muita coisa, porque tudo aqui fecha às 4:30, 5h (é, eles são bem vagabundos), mas já deu pra perceber como é lindo. E sabe o que eu vi hoje? SOL! Querem mais? PRAIA! Isso é uma raridade tão grande aqui, vocês não têm noção.
Ps.: EU QUERO APRENDER FRANCÊS! Depois do italiano, não existe língüa mais linda que essa, meu Deus!
Mudando logo de país, ESTOU NA FRANÇA! Mais exatamente em Nice. Eu tava super nervosa em relação a duas coisas:
1) Passar na imigração;
2) Como me comunicar com as pessoas, já que não sei uma gota de francês e eles odeiam o inglês.
Foi só chegar pra toda preocupação acabar. A imigração foi mais que tranqüila. O cara não fez nenhuma pergunta e mal olhou pra minha cara. Só pegou o passaporte e carimbou. Quase que eu dou um abraço nele de tão aliviada que fiquei. Em relação à língüa, todo mundo fala (e adora quem chega falando) italiano. Fiquei tão feliz quando percebi isso!
Cheguei morta da viagem, mas ainda fui andar pela cidade. Não deu pra conhecer muita coisa, porque tudo aqui fecha às 4:30, 5h (é, eles são bem vagabundos), mas já deu pra perceber como é lindo. E sabe o que eu vi hoje? SOL! Querem mais? PRAIA! Isso é uma raridade tão grande aqui, vocês não têm noção.
Ps.: EU QUERO APRENDER FRANCÊS! Depois do italiano, não existe língüa mais linda que essa, meu Deus!
domingo, 16 de novembro de 2008
Vamos atrás de cachorrinhos.
Era uma vez um paulista que se formou em ecologia e foi tentar ganhar uma grana em Londres. Ele arranjou um trabalho em uma pizzaria e ficou se sustentando nessa base. Vida meio pacata..
Um dia, quando estava sem fazer nada em casa, apareceu um cachorro que veio da rua. Eles se observaram, mas sem nenhuma reação do homem, o cãozinho foi embora. Depois de um tempo ele voltou e o cara resolveu dar uma passeada com ele. Era um típico dia londrino - céu cinza, pessoas correndo, frio batendo no rosto e parques bem verdes. De repente, pára um carro do lado e alguém grita:
- Esse cachorro é meu! Me devolve.. blá, blá, blá.
O cara, super tranqüilo, foi explicar a situação toda e o dono foi se acalmando. Conversa vai, conversa vem, o paulista acabou soltando que era brasileiro e, de cara, recebeu um convite pra passar dois meses na Amazônia, sendo tradutor pra um documentário da National Geographic. =O
Fazer pizza ou ir pra mata? Ele não pensou duas vezes. Em uma semana já tava do lado dos índios, fazendo o que mais gostava e ganhando 5 mil pounds pra traduzir sua língua de origem pra outra que, pra ele, era mais fácil ainda.
Hoje em dia ele voltou pra Europa, mas ao invés de ser um pizzaiolo escravo, ele e tá viajando por todo canto.. cheio de histórias pra contar e grana pra gastar. Tudo por causa de um cachorro que fugiu de casa.
*História de um cara que conheci aqui em Dublin. Achei impressionante. Uma sorte inexplicável!
Um dia, quando estava sem fazer nada em casa, apareceu um cachorro que veio da rua. Eles se observaram, mas sem nenhuma reação do homem, o cãozinho foi embora. Depois de um tempo ele voltou e o cara resolveu dar uma passeada com ele. Era um típico dia londrino - céu cinza, pessoas correndo, frio batendo no rosto e parques bem verdes. De repente, pára um carro do lado e alguém grita:
- Esse cachorro é meu! Me devolve.. blá, blá, blá.
O cara, super tranqüilo, foi explicar a situação toda e o dono foi se acalmando. Conversa vai, conversa vem, o paulista acabou soltando que era brasileiro e, de cara, recebeu um convite pra passar dois meses na Amazônia, sendo tradutor pra um documentário da National Geographic. =O
Fazer pizza ou ir pra mata? Ele não pensou duas vezes. Em uma semana já tava do lado dos índios, fazendo o que mais gostava e ganhando 5 mil pounds pra traduzir sua língua de origem pra outra que, pra ele, era mais fácil ainda.
Hoje em dia ele voltou pra Europa, mas ao invés de ser um pizzaiolo escravo, ele e tá viajando por todo canto.. cheio de histórias pra contar e grana pra gastar. Tudo por causa de um cachorro que fugiu de casa.
*História de um cara que conheci aqui em Dublin. Achei impressionante. Uma sorte inexplicável!
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Em Dublin.
Acordei 4h da manhã pra pegar meu vôo de Londres pra Dublin. No caminho do aeroporto lembrei que tinha esquecido o ticket do avião e minha passagem de trem pra viajar na Europa - dois documentos importantíssimos pra passar na imigração. Fiquei desesperada e comecei a chorar sozinha. Aí uma menina sentou do meu lado e a gente conversou um pouco. Ela era colombiana, mas tava fazendo faculdade na Itália. Eu falei que tinha morado um tempo lá e, automaticamente, a gente começou a falar italiano. Isso me deu uma sensação de estar em casa tão grande, que todas as minhas preocupações foram por água a baixo. Resultado: conheci uma menina super legal, voltei a falar italiano e depois descobri que meus documentos tavam comigo, mas em outra mala.
Então, cheguei em Dublin e deu tudo certo. Passei na imigração sem problemas e, quando saí, a Nathy já tava me esperando no aeroporto. É tããão bom e, ao mesmo tempo, tão estranho tá aqui na Europa com ela.
A gente já fez compras, saímos pra balada, comemos até morrer e conhecemos boa parte da cidade. Ah, aqui parece demais com Londres. Muuuuita coisa é totalmente igual, fiquei besta.
É isso. Tô aqui e tô adorando. Depois conto mais novidades.
Então, cheguei em Dublin e deu tudo certo. Passei na imigração sem problemas e, quando saí, a Nathy já tava me esperando no aeroporto. É tããão bom e, ao mesmo tempo, tão estranho tá aqui na Europa com ela.
A gente já fez compras, saímos pra balada, comemos até morrer e conhecemos boa parte da cidade. Ah, aqui parece demais com Londres. Muuuuita coisa é totalmente igual, fiquei besta.
É isso. Tô aqui e tô adorando. Depois conto mais novidades.
domingo, 9 de novembro de 2008
Cheers!
Foram dois meses que eu oscilei da pior das tristezas à extrema felicidade. Eu quis fugir por revolta, sumir por desespero, parar no tempo por alegria, voltar alguns meses por saudade, me esconder por vergonha, chorar por solidão, abraçar o mundo por acolhimento, gritar pra desabafar, beijar pra acalmar, chorar por estar sem chão e se isolar pra se encontrar.
Essa cidade me fez passar por tudo que já senti nessa vida. Minha inconstância de humor nunca esteve tão presente; característica responsável por me fazer acordar pensando que esse era o pior lugar do mundo e dormir com a vontade de morar aqui pra sempre.
Londres não faz questão de acolher quem chega, mas promete momentos intensos e inesquecíveis pra quem tiver um pouco de paciência e força de vontade. Com muito tapa na cara, ela me ensinou coisas incríveis, me ajudou a crescer moralmente, me viu passando por uma fase única e me mostrou, aos poucos, o seu charme incomparável com o resto do mundo.
Hoje, relembrando tudo que passei aqui, me sinto bem mais forte e amadurecida em relação ao meu primeiro dia na Inglaterra. Foi um estágio superado pra começar um outro plano. Saio daqui deixando algumas marcas espalhadas e carregando um pedaço dos lugares e das pessoas que conheci. Valeu demais!
Essa cidade me fez passar por tudo que já senti nessa vida. Minha inconstância de humor nunca esteve tão presente; característica responsável por me fazer acordar pensando que esse era o pior lugar do mundo e dormir com a vontade de morar aqui pra sempre.
Londres não faz questão de acolher quem chega, mas promete momentos intensos e inesquecíveis pra quem tiver um pouco de paciência e força de vontade. Com muito tapa na cara, ela me ensinou coisas incríveis, me ajudou a crescer moralmente, me viu passando por uma fase única e me mostrou, aos poucos, o seu charme incomparável com o resto do mundo.
Hoje, relembrando tudo que passei aqui, me sinto bem mais forte e amadurecida em relação ao meu primeiro dia na Inglaterra. Foi um estágio superado pra começar um outro plano. Saio daqui deixando algumas marcas espalhadas e carregando um pedaço dos lugares e das pessoas que conheci. Valeu demais!
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Programa de inglês.
Em 5 de novembro de algum ano aí, alguém foi inventar de explodir as tais Houses of Parliament. Antes disso acontecer, a polícia descobriu, prendeu e matou o cara. Pronto, fim da história. Nada demais – olhando pelo lado que cada semana descobrem um suspeito de terrorista aqui em Londres.
Mas os britânicos, ao invés de comemorarem algo mais interessante, resolveram criar o Bonfire Night pra relembrar que o Parlamento não foi explodido. O negócio é o seguinte: todo mundo vai pra uma praça ver 20 minutos de fogos. Êêêêê. Pronto, depois pode ir pra casa.
Gente, eu fiquei com tanta raiva! O metrô tava insuportavelmente lotado – por causa dessa comemoraçãozinha, diga-se de passagem. O calor tava infernal e a cada estação subia mais gente se enfiando por onde já não dava mais. Nada muito diferente do Paranjana às 6h da tarde. O caminho que normalmente faço em 15 min, demorou 1h e 20 min. Chego na praça, vejo os fogos e pronto. Como assim? Não tinha nem uma musiquinha pra animar, acreditem. A gente olhava pro lado e só tinham os ingleses vendo os fogos (com caras de babaca) e batendo palma. Tempo depois todo mundo voltava pra casa morto de feliz. Peeeeeeelo amooooooor de Deeeeeeus, alguém ensina o que é festa de verdade, gente!
Tá, no mais, eu tô amando minha rotina, que de rotina não tem nada. Meus dias nunca tiveram tão lotados. Tô que não páro um minuto. Nunca vi pessoa pra mais odiar o ócio do que eu. Ah, como vou sentir falta disso aqui.
Mas os britânicos, ao invés de comemorarem algo mais interessante, resolveram criar o Bonfire Night pra relembrar que o Parlamento não foi explodido. O negócio é o seguinte: todo mundo vai pra uma praça ver 20 minutos de fogos. Êêêêê. Pronto, depois pode ir pra casa.
Gente, eu fiquei com tanta raiva! O metrô tava insuportavelmente lotado – por causa dessa comemoraçãozinha, diga-se de passagem. O calor tava infernal e a cada estação subia mais gente se enfiando por onde já não dava mais. Nada muito diferente do Paranjana às 6h da tarde. O caminho que normalmente faço em 15 min, demorou 1h e 20 min. Chego na praça, vejo os fogos e pronto. Como assim? Não tinha nem uma musiquinha pra animar, acreditem. A gente olhava pro lado e só tinham os ingleses vendo os fogos (com caras de babaca) e batendo palma. Tempo depois todo mundo voltava pra casa morto de feliz. Peeeeeeelo amooooooor de Deeeeeeus, alguém ensina o que é festa de verdade, gente!
Tá, no mais, eu tô amando minha rotina, que de rotina não tem nada. Meus dias nunca tiveram tão lotados. Tô que não páro um minuto. Nunca vi pessoa pra mais odiar o ócio do que eu. Ah, como vou sentir falta disso aqui.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Sábado eu dormi..
6h da manhã; com um carimbo no braço; com uma pulseirinha no outro; com um zumbido no ouvido; com muita dor nas pernas; na minha casa número dois; sem dinheiro; com fome, mas com preguiça de fazer alguma coisa; com uma foto com o Seu Jorge; com a meia toda molhada da chuva; lembrando de tudo que tinha acontecido; com a mesma roupa da festa; querendo que o dia se repetisse inúmeras vezes.
Domingo eu levantei e..
Já eram 2h da tarde; acordei a Sophie e o Paulinho; tava com mais fome ainda; fui direto pro KFC comprar a maior promoção de todas; fiquei desejando uma praia; pensei em ir pra casa; morguei o dia todo; descobri uma coisa que me tirou do sério; torci pelo Massa; quis quebrar a tv oito segundos antes de acabar a corrida; fiquei com as companhias que queria durante a semana inteira; fui pra casa às 9h da noite.
Mesmo morta de cansada, com o dia escurecendo às 4h da tarde e sem uma praia pra relaxar, meu fim de semana foi o melhor presente depois de cinco dias querendo sumir de Londres.
Domingo eu levantei e..
Já eram 2h da tarde; acordei a Sophie e o Paulinho; tava com mais fome ainda; fui direto pro KFC comprar a maior promoção de todas; fiquei desejando uma praia; pensei em ir pra casa; morguei o dia todo; descobri uma coisa que me tirou do sério; torci pelo Massa; quis quebrar a tv oito segundos antes de acabar a corrida; fiquei com as companhias que queria durante a semana inteira; fui pra casa às 9h da noite.
Mesmo morta de cansada, com o dia escurecendo às 4h da tarde e sem uma praia pra relaxar, meu fim de semana foi o melhor presente depois de cinco dias querendo sumir de Londres.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
O que Londres pode oferecer.
Ontem eu vi o musical Dirty Dancing. Perfeito é pouco pra descrever o que foi aquilo. É muuuuuuuuuuuuuuuuuuito lindo! Deu de mil a zero no Fantasma da Ópera. A produção, os atores e a empolgação do público eram totalmente diferentes. Amei demais! E ainda conheci um casal polonês super gente boa. Eles ficaram loucos quando eu disse que era do Brasil. A mulher disse que era o sonho dela conhecer o Rio, que amava samba, que já tinha comido feijoada, etc e tal. Sei que eles ficaram tão empolgados, que me deram e-mail, telefone e tudo mais pra, um dia, eu visitar a casa deles na Polônia. aheaua
Ontem de tarde fui no Tate Modern, um museu de coisas modernas, na catedral St. Paul’s, onde a princesa Diana se casou, e hoje eu fui no National History Museum, que eu não dava nada quando entrei, mas virei fã quando saí. Ele é gigante (passei 3h lá e não consegui ver tudo), existem salas sobre todos os assuntos que a gente imagina e não imagina, e ainda é de graça (a maioria dos museus aqui são). Saí de lá com vontade de ver todos os museus britânicos. Maravilhoso!
Ontem de tarde fui no Tate Modern, um museu de coisas modernas, na catedral St. Paul’s, onde a princesa Diana se casou, e hoje eu fui no National History Museum, que eu não dava nada quando entrei, mas virei fã quando saí. Ele é gigante (passei 3h lá e não consegui ver tudo), existem salas sobre todos os assuntos que a gente imagina e não imagina, e ainda é de graça (a maioria dos museus aqui são). Saí de lá com vontade de ver todos os museus britânicos. Maravilhoso!
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Neeeeeeeeeeeeeeve!
O horário de inverno começou no domingo, e a própria estação também não deixou por menos. Hoje de tarde choveu granizo e eu me senti a mais matuta de todas vendo aquele gelo caindo em cima de mim. Como se já não fosse o bastante, agora de noite tá nevando. Gente, é tão lindo. Eu tô toda empacotada do lado do aquecedor, quase virando um boneco de neve, mas achando a minha janela branca a coisa mais perfeita de todas! ;~)
No mais, meu passe de trem pra viajar na Europa chegou. =D E isso só me deu mais vontade de sair correndo pelo mundo. Aaaai, só de pensar que em duas semanas eu vou tá morrendo de viajar pelos cantos me dá um frio imenso na barriga. Muito, muito, muito feliz.
Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.
Amyr Klink
No mais, meu passe de trem pra viajar na Europa chegou. =D E isso só me deu mais vontade de sair correndo pelo mundo. Aaaai, só de pensar que em duas semanas eu vou tá morrendo de viajar pelos cantos me dá um frio imenso na barriga. Muito, muito, muito feliz.
Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.
Amyr Klink
sábado, 25 de outubro de 2008
Era melhor do que nunca.
Todos os momentos dessas últimas duas semanas me fizeram AMAR Londres. Não importava o que fosse, com as companhias que eu tinha qualquer programa se tornava divertido. Ir no Madame Tussauds e não saber o que é gente e o que é boneco, fazer book de fotos na frente do Parlamento, jogar cartas e dominó mexicano até de madrugada, levar bronca da vizinha por ter colocado a música nas alturas na noite anterior, passear em Camden, fazer faxina na casa, ir no London Eye e se sentir como turista, comer sushi até todo mundo bodar, fazer piquenique no parque e não comprar nenhuma comida, ir na Harrods tomar café e acabar indo pro Starbucks (por não ter dinheiro), ficar na tensão com as visitas da sala, bater na zona 6 e sair correndo pra fiscalização não pegar nosso ticket que era só até a zona 3, entrar num lugar pensando que ia esquiar na neve e sair tendo apenas patinado no gelo, etc
Tudo valeu tanto a pena, que todo meu sofrimento passado aqui fez o favor de ser apagado da minha memória. Depois de tanto tapa na cara, Londres tinha que se desculpar de alguma forma; e não existia uma melhor do que essa.
Maaaas, como em tudo existe um porém, ontem duas pessoas (que foram super responsáveis pela minha alegria de ultimamente), foram embora, deixando todo mundo na maior saudade. Eu não tô naquela depressão, exatamente por já tá acostumada com a situação, mas de vez em quando bate uma tristeza que vem junto com a vontade de querer voltar no tempo. No geral, tô muito feliz por sair de Londres gostando daqui. ;~)
“De repente toda a mágica se acabou
E na nossa casinha apertada
Tá faltando graça, tá sobrando espaço”
Bailarina e soldado de chumbo – Teatro mágico
Tudo valeu tanto a pena, que todo meu sofrimento passado aqui fez o favor de ser apagado da minha memória. Depois de tanto tapa na cara, Londres tinha que se desculpar de alguma forma; e não existia uma melhor do que essa.
Maaaas, como em tudo existe um porém, ontem duas pessoas (que foram super responsáveis pela minha alegria de ultimamente), foram embora, deixando todo mundo na maior saudade. Eu não tô naquela depressão, exatamente por já tá acostumada com a situação, mas de vez em quando bate uma tristeza que vem junto com a vontade de querer voltar no tempo. No geral, tô muito feliz por sair de Londres gostando daqui. ;~)
“De repente toda a mágica se acabou
E na nossa casinha apertada
Tá faltando graça, tá sobrando espaço”
Bailarina e soldado de chumbo – Teatro mágico
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Com o sorriso de um lado a outro.
Como eu queria que Londres parasse no tempo, que ninguém fosse embora e que minha rotina continuasse como tem sido nesses últimos dias. Fiz tanta, tanta, tanta coisa que não tive nem tempo de vir dar as caras por aqui.
Quando cheguei nessa loucura, me sentia ameaçada por tudo e todos. Qualquer lugar que eu estava me fazia mal. Aos poucos, me acostumei com o clima da cidade e resolvi olhá-la de outro jeito. Agora, aquelas mesmas situações que me deixavam constrangida e outras novas que ainda surgem, me dão uma sensação de fortaleza que logo se transforma em felicidade por estar conseguindo se virar em tudo. Como isso me conforta!
Enfim, tô aproveitando cada segundo final em Londres (dia 10 vou pra Dublin). Hoje tive uma sensação de que mesmo morrendo de saudades, sem a família e os amigos de sempre por perto e todos os outros contratempos que eu não preciso citar, eu tô no lugar certo e no momento mais certo ainda.
Quando cheguei nessa loucura, me sentia ameaçada por tudo e todos. Qualquer lugar que eu estava me fazia mal. Aos poucos, me acostumei com o clima da cidade e resolvi olhá-la de outro jeito. Agora, aquelas mesmas situações que me deixavam constrangida e outras novas que ainda surgem, me dão uma sensação de fortaleza que logo se transforma em felicidade por estar conseguindo se virar em tudo. Como isso me conforta!
Enfim, tô aproveitando cada segundo final em Londres (dia 10 vou pra Dublin). Hoje tive uma sensação de que mesmo morrendo de saudades, sem a família e os amigos de sempre por perto e todos os outros contratempos que eu não preciso citar, eu tô no lugar certo e no momento mais certo ainda.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Mind the gap.
Esses dias tô me sentindo gente. Comprei a semana de passe de metrô, ao invés de ônibus. Meu Deus, isso que é primeiro mundo. Andando de ônibus, eu economizava 10 pounds, mas perdia o dia inteiro no trânsito. Com o tube, tenho a sensação que meu dia tem mais de 24h. Chegar do outro lado da cidade em menos de 20 min não é coisa do meu mundo. Tô pegando tanto underground que quando vou dormir, me vem à mente a voz da mulher falando: mind the gap, mind the gap, mind the gap.
No mais, as coisas tão melhorando por aqui. Não sei se fui eu que me abri mais ou se Londres resolveu ir com a minha cara. Não importa.. apesar de ainda não ser uma Itália da vida, tô me divertindo por essas bandas. Realmente, não existe nada com que o ser humano não se acostume.
No mais, as coisas tão melhorando por aqui. Não sei se fui eu que me abri mais ou se Londres resolveu ir com a minha cara. Não importa.. apesar de ainda não ser uma Itália da vida, tô me divertindo por essas bandas. Realmente, não existe nada com que o ser humano não se acostume.
sábado, 11 de outubro de 2008
Meu primeiro post feliz em Londres.
Vocês não vão acreditar, mas ontem foi um dia que me fez pensar: droga, só tenho mais um mês na Inglaterra.
Eu tô mais enturmada com o pessoal da escola. Ninguém sai mais correndo depois que acaba aula, todo mundo resolveu se abrir mais. Daí ontem o professor chamou a gente pra ir num pub perto dali (nota-se que ele não é inglês, né? é canadense). Se eu disser que foi ótimo, tô mentindo. Foi perfeito! A gente vai tentar fazer isso todas as sextas. E, ah meu Deus, só tenho mais quatro.
E pra voltar pra casa? Já tinha passado da meia-noite e os metrôs já tinham fechado, daí peguei o primeiro ônibus que demorou séculos, desci na Oxford e fiquei esperando, esperando, esperando, esperando, esperando o outro. Falando no celular com a Gabi e nem me tocando de quanto tempo já tinha passado sem o ônibus vir. Ai, uns 40 min depois, veio uma brasileira perguntando pra onde eu ia, porque o ônibus dela tava em greve e ela não sabia voltar pra casa. Fiquei morrendo de pena da bichinha e fui tentar ajudá-la. Conversa vai, conversa vem, eu fiquei com pena de mim porque descobri que meu ônibus também estava fora de serviço. Lindo! 1:30 da manhã e a Tatiana no meio da Oxford Street com uns quatro brasileiros que já tinham se juntado a nós quando ouviram o nosso desespero em uma língua conhecida. Daí resolvemos pegar um ônibus que ia pra Marble Arch e de lá resolveríamos o que fazer.
No fim das contas, esses brasileiros pegaram um táxi de lá, mas não tinha nem perigo de eu pegar e pagar o olho da cara. O que me salvou foram dois egípcios que eu conheci nesse ônibus. Eles desceram na minha parada, perguntaram pra Deus e o mundo como eu poderia chegar em casa, descobriram um ônibus que não tava em greve e que parava lá perto, esperaram um tempão comigo até ele chegar e depois foram pra casa. Mais dois anjos pra colocar na minha lista.
Sei que foi isso. Prometo como não sei como cheguei em casa, porque desci numa parada que jamais tinha visto em toda minha vida, mas sai andando e meu apartamento apareceu do nada na minha frente.
Fui dormir morta de feliz. Se eu tivesse ido embora de Londres, me arrependeria pra sempre. Era só um dia desses que eu queria.
Eu tô mais enturmada com o pessoal da escola. Ninguém sai mais correndo depois que acaba aula, todo mundo resolveu se abrir mais. Daí ontem o professor chamou a gente pra ir num pub perto dali (nota-se que ele não é inglês, né? é canadense). Se eu disser que foi ótimo, tô mentindo. Foi perfeito! A gente vai tentar fazer isso todas as sextas. E, ah meu Deus, só tenho mais quatro.
E pra voltar pra casa? Já tinha passado da meia-noite e os metrôs já tinham fechado, daí peguei o primeiro ônibus que demorou séculos, desci na Oxford e fiquei esperando, esperando, esperando, esperando, esperando o outro. Falando no celular com a Gabi e nem me tocando de quanto tempo já tinha passado sem o ônibus vir. Ai, uns 40 min depois, veio uma brasileira perguntando pra onde eu ia, porque o ônibus dela tava em greve e ela não sabia voltar pra casa. Fiquei morrendo de pena da bichinha e fui tentar ajudá-la. Conversa vai, conversa vem, eu fiquei com pena de mim porque descobri que meu ônibus também estava fora de serviço. Lindo! 1:30 da manhã e a Tatiana no meio da Oxford Street com uns quatro brasileiros que já tinham se juntado a nós quando ouviram o nosso desespero em uma língua conhecida. Daí resolvemos pegar um ônibus que ia pra Marble Arch e de lá resolveríamos o que fazer.
No fim das contas, esses brasileiros pegaram um táxi de lá, mas não tinha nem perigo de eu pegar e pagar o olho da cara. O que me salvou foram dois egípcios que eu conheci nesse ônibus. Eles desceram na minha parada, perguntaram pra Deus e o mundo como eu poderia chegar em casa, descobriram um ônibus que não tava em greve e que parava lá perto, esperaram um tempão comigo até ele chegar e depois foram pra casa. Mais dois anjos pra colocar na minha lista.
Sei que foi isso. Prometo como não sei como cheguei em casa, porque desci numa parada que jamais tinha visto em toda minha vida, mas sai andando e meu apartamento apareceu do nada na minha frente.
Fui dormir morta de feliz. Se eu tivesse ido embora de Londres, me arrependeria pra sempre. Era só um dia desses que eu queria.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Viagem pra quebrar a rotina.
Ontem a gente foi pra Oxford. Muito, muito, muito bom mesmo. A cidade é linda, o clima é super descontraído, tem bastante jovens e eu morri de vontade de estudar lá pra sempre.
A viagem começou a valer a partir de quando eu e a Marcela encontramos uma loja perfeita. Tinha de tudo que vocês imaginassem com os preços muuuito baratos. A gente queria levar todas as coisas, só não era possível por causa do peso na mala. Nossa, mas eu tava ficando louca lá, pra ter um piripaque de tão ansiosa.
Depois a gente foi na Universidade onde foi gravado Harry Potter. Gente, a mesa onde eles comem, a quadra dos jogos, o bosque onde eles andam à noite.. tudo, tudo, tudo igualzinho. Eu quase choro quando vi aquela mesa, e olha que eu nem gosto tanto assim de Harry Potter. Tiramos milhões de fotos. Era cada um mais empolgado que o outro.
A cidade nem liga pro filme, sabe? Eu pensava que eles faziam a maior publicidade em cima disso, como fazem de Romeu e Julieta em Verona, mas nem é. Não tem nada na cidade que lembre o filme. Os turistas se importam muito mais do que os ingleses. Mas, enfim, as universidades são mesmo super lindas! Estudar ali deve ser maravilhoso.
Chegamos mortos em Londres, mas valeu a pena demais.
A viagem começou a valer a partir de quando eu e a Marcela encontramos uma loja perfeita. Tinha de tudo que vocês imaginassem com os preços muuuito baratos. A gente queria levar todas as coisas, só não era possível por causa do peso na mala. Nossa, mas eu tava ficando louca lá, pra ter um piripaque de tão ansiosa.
Depois a gente foi na Universidade onde foi gravado Harry Potter. Gente, a mesa onde eles comem, a quadra dos jogos, o bosque onde eles andam à noite.. tudo, tudo, tudo igualzinho. Eu quase choro quando vi aquela mesa, e olha que eu nem gosto tanto assim de Harry Potter. Tiramos milhões de fotos. Era cada um mais empolgado que o outro.
A cidade nem liga pro filme, sabe? Eu pensava que eles faziam a maior publicidade em cima disso, como fazem de Romeu e Julieta em Verona, mas nem é. Não tem nada na cidade que lembre o filme. Os turistas se importam muito mais do que os ingleses. Mas, enfim, as universidades são mesmo super lindas! Estudar ali deve ser maravilhoso.
Chegamos mortos em Londres, mas valeu a pena demais.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Vorrei, più che tutto, ritornare nel tempo.

Ontem a saudade dos meus primeiros meses europeus bateu de uma forma que jamais tinha batido. Entre fotos, lembranças, lugares, viagens, experiências e pessoas, meu coração me contou que foi o período mais feliz da minha vida.
Hoje eu faria tudo para o tempo voltar e ser meu primeiro dia na Itália. Daria tudo para ainda morar com a Dana e a Amanda. Trocaria todas as minhas saídas pelas idas ao Duomo. Perderia tudo pra colocar na minha frente todas as pessoas que eu conheci lá. Prometeria qualquer coisa pelos meus três meses mais felizes na Europa.
Viveria tudo outra vez, sem nada pra tirar nem pôr. Como eu queria, meu Deus. Como eu queria!
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
O tempo de Deus é diferente do nosso.
Hoje uma desilusão abriu um buraco no meu coração.
Depois a saudade só o fez aumentar.
“E se por acaso a dor chegar, ao teu lado vão estar pra te acolher e te amparar, pois não há nada como um lar”.
Depois a saudade só o fez aumentar.
“E se por acaso a dor chegar, ao teu lado vão estar pra te acolher e te amparar, pois não há nada como um lar”.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Coisas que Deus apronta com a gente.
- Hello, my good friend, how are you?
*Tati, cheia de sacos do supermercado, olha pra mulher do lado que acabou de falar com ela, responde meio duvidosa das intenções da moça:
- I'm fine, and you?
- I'm really good. (responde a moça com o sorriso mais sincero que eu já vi em toda minha vida)
*Já dando um voto de confiança, Tati retruca:
- Where are you from?
- Gana, África. Have you been there?
- No, no.. but I want.
- Good, you have to go.
*O sinal é apertado pela moça de sorrisos sinceros e ela desce do ônibus sem mais uma palavra, apenas com mais sorrisos e um aceno de despedida como se fosse dado pra melhor amiga de infância.
Um simples minuto que eu jamais pensei que pudesse acontecer numa cidade de corações gelados como essa. Meu dia mudou completamente, e eu cheguei em casa pensando em como uma pequena conversa com um ‘estranho’ podia me fazer tão bem.
--
Minha semana foi melhor que as duas primeiras, mas ainda continuo contando os dias pra chegar sexta-feira e a Marcela vir pra Londres. Hoje vamos fazer compras de roupas na Primark e de noite vamos assistir “O Fantasma da Ópera”. Hhm, super empolgada!
*Tati, cheia de sacos do supermercado, olha pra mulher do lado que acabou de falar com ela, responde meio duvidosa das intenções da moça:
- I'm fine, and you?
- I'm really good. (responde a moça com o sorriso mais sincero que eu já vi em toda minha vida)
*Já dando um voto de confiança, Tati retruca:
- Where are you from?
- Gana, África. Have you been there?
- No, no.. but I want.
- Good, you have to go.
*O sinal é apertado pela moça de sorrisos sinceros e ela desce do ônibus sem mais uma palavra, apenas com mais sorrisos e um aceno de despedida como se fosse dado pra melhor amiga de infância.
Um simples minuto que eu jamais pensei que pudesse acontecer numa cidade de corações gelados como essa. Meu dia mudou completamente, e eu cheguei em casa pensando em como uma pequena conversa com um ‘estranho’ podia me fazer tão bem.
--
Minha semana foi melhor que as duas primeiras, mas ainda continuo contando os dias pra chegar sexta-feira e a Marcela vir pra Londres. Hoje vamos fazer compras de roupas na Primark e de noite vamos assistir “O Fantasma da Ópera”. Hhm, super empolgada!
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Cada coisa no seu canto.
Meu fim de semana em Brighton foi bem bom. É super diferente quando você tem alguém 24h pra tudo. Eu e a Marcela não desgrudamos um minuto; tanto eu, quanto ela estávamos aliviadas por não tá passando o sufoco de todos os dias da semana. A cidade é super descontraída, tem praia e até inglês (apesar de estar um pouco mais lotada de turista por causa do show do Fat Boy Slim que teve no sábado). Totalmente diferente de Londres que só tem gente de fora, céu cinza e pessoas frias. Adorei lá! Antes tivesse escolhido ela ao invés de Londres.
Maaas, as coisas estão melhorando por aqui. Agora eu nem sou mais homeless. =D Tô morando num apartamento com uma polonesa que é um amor comigo. Ontem ela fez café da manhã pra mim porque sabia que eu ainda não tinha feito compras e depois ainda trouxe um sanduíche pra eu almoçar. O único problema é que ela fala DEMAIS! Se eu pergunto uma coisa de nada, ela já arranja uma outra história, as conseqüências, as causas, tudo. Mas esse problema ainda tem um ponto positivo que é eu aprender inglês, né? ;) Outra coisa boa é que onde eu tô morando é o mesmo condomínio do Bussunda e do David. E nos fins de semana a Marcela sempre dorme lá. Daí, qualquer coisa, é só descer as escadas.
Tá todo mundo sentado? Se não, sentem-se que a novidade que eu tenho agora ninguém jamais imaginou em pensar: tô aprendendo a cozinhar. Prometo que não é mentira! Nesse fim de semana eu e a Marcela fizemos macarrão (ela também não sabe) e ficou bom que só. O Bussunda que tá ensinando pra gente. haha Imaginem a cena.
É isso, não dá pra enrolar mais porque agora eu sou uma dona de casa que se preze e tenho que fazer minhas compras pra não morrer de fome. ahuheuae
Nem precisa falar do tamanho da saudade.
Maaas, as coisas estão melhorando por aqui. Agora eu nem sou mais homeless. =D Tô morando num apartamento com uma polonesa que é um amor comigo. Ontem ela fez café da manhã pra mim porque sabia que eu ainda não tinha feito compras e depois ainda trouxe um sanduíche pra eu almoçar. O único problema é que ela fala DEMAIS! Se eu pergunto uma coisa de nada, ela já arranja uma outra história, as conseqüências, as causas, tudo. Mas esse problema ainda tem um ponto positivo que é eu aprender inglês, né? ;) Outra coisa boa é que onde eu tô morando é o mesmo condomínio do Bussunda e do David. E nos fins de semana a Marcela sempre dorme lá. Daí, qualquer coisa, é só descer as escadas.
Tá todo mundo sentado? Se não, sentem-se que a novidade que eu tenho agora ninguém jamais imaginou em pensar: tô aprendendo a cozinhar. Prometo que não é mentira! Nesse fim de semana eu e a Marcela fizemos macarrão (ela também não sabe) e ficou bom que só. O Bussunda que tá ensinando pra gente. haha Imaginem a cena.
É isso, não dá pra enrolar mais porque agora eu sou uma dona de casa que se preze e tenho que fazer minhas compras pra não morrer de fome. ahuheuae
Nem precisa falar do tamanho da saudade.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Continuo viva..
Tanta coisa na cabeça, que nem sei o que colocar aqui. Primeiro, meu computadorzinho voltou todo lindo e com todos os arquivos salvos. Nem acreditei quando vi. Por isso, os posts vão voltar a serem diários. =D
Ah, eu não me acostumei com Londres, gente. E acho que isso não vai acontecer tão cedo. O céu cinza (mesmo que não chova), a frieza das pessoas, a comida horrível, a escola que não gostei, a acomodação que não acho. Mesmo quando acontecem coisas boas, a cidade não me deixa me sentir bem, sei lá, é estranho de explicar. Tinha um pacote de expectativas de Londres, mas tudo se desfez desde o primeiro dia que cheguei aqui. Provavelmente sairei daqui antes dos dois meses previstos.
Fiquei super doente nesse fim de semana. Se não fosse a Marcela e o Bussunda aqui (mais uma vez) pra me ajudarem com tudo, não sei não. E claro, que os mimos da família, pelo telefone, também ajudaram demais.
Em relação à acomodação, saí do albergue antes do tempo previsto e vim pra um hotel. Não dava mais pra conviver doente e estressada com mil pessoas saindo e entrando do quarto toda hora.
Nesse fim de semana vou pra Brighton pra ver a Marcela. Ela vai se mudar e a gente vai ajudar na mudança. Segunda volto pra Londres, mas só Deus sabe até quando fico aqui.
Enfim, vou contando aos poucos, à medida que for lembrando, as coisas que aconteceram aqui. Por enquanto é isso. Beijos!
Ah, eu não me acostumei com Londres, gente. E acho que isso não vai acontecer tão cedo. O céu cinza (mesmo que não chova), a frieza das pessoas, a comida horrível, a escola que não gostei, a acomodação que não acho. Mesmo quando acontecem coisas boas, a cidade não me deixa me sentir bem, sei lá, é estranho de explicar. Tinha um pacote de expectativas de Londres, mas tudo se desfez desde o primeiro dia que cheguei aqui. Provavelmente sairei daqui antes dos dois meses previstos.
Fiquei super doente nesse fim de semana. Se não fosse a Marcela e o Bussunda aqui (mais uma vez) pra me ajudarem com tudo, não sei não. E claro, que os mimos da família, pelo telefone, também ajudaram demais.
Em relação à acomodação, saí do albergue antes do tempo previsto e vim pra um hotel. Não dava mais pra conviver doente e estressada com mil pessoas saindo e entrando do quarto toda hora.
Nesse fim de semana vou pra Brighton pra ver a Marcela. Ela vai se mudar e a gente vai ajudar na mudança. Segunda volto pra Londres, mas só Deus sabe até quando fico aqui.
Enfim, vou contando aos poucos, à medida que for lembrando, as coisas que aconteceram aqui. Por enquanto é isso. Beijos!
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
ESTOU VIVA!
Meu último dia em Florença foi bem cheio. Como sempre, deixei tudo pra última hora, e se não fosse a Bruna e a Cah me ajudando, acho que ainda estaria lá finalizando esse período. Elas foram uns anjos. Rodamos o dia todo pra cima e pra baixo e as duas ficaram comigo até 3:30 da manhã na estação esperando meu pullman pra Pisa chegar. Lágrimas não faltaram, pra variar. Já tô morrendo de saudades delas.
Antes mesmo de chegar em Londres, coisas ruins começaram a acontecer. Eu já estava com a ansiedade à flor da pele e com um medo enorme. Pra ir pra Itália foi tranqüilo, mas pra Londres foi diferente, não sei exatamente o porquê. Ainda em Florença, minha mala quebrou no meio do caminho pra estação, e, como se já não fosse suficiente, começou a chover. Chegando em Pisa, na hora do check in, descobri que a mala tinha 7kg a mais do que poderia, ai eu me juntei à multidão que jogava seus pertences fora pra não ter que pagar a mais (cada kg era 38 euros).
Chegando em Londres, quase fui barrada na imigração. O cara não foi com a minha cara e me fez mil e uma perguntas. Fiquei mais de 30 min com ele.. prometo como tava vendo a hora dele não me dar a permissão. Depois o idiota veio me dizer que eu só podia ficar mais um mês na Europa e depois voltar pro Brasil, porque ele achava que eu já tava muito tempo aqui. ¬¬ Gente, eu queria bater tanto nele! E foi assim, ele disse que ia me dar o visto por um mês e depois disso eu ia ficar ilegal. Mas depois fui ver no passaporte que ele tinha escrito 'permissão pra seis meses'. RETARDADO! Só queria me deixar nervosa. Por eu ter passado muito tempo com ele, a minha mala nem tava mais no lugar onde era pra estar. Rodei o aeroporto inteiro e ninguém sabia onde ela tava. Só depois de eu ter chorado, esperneado e gritado (1h 40 min), fizeram o favor de me devolvê-la.
Nessa hora eu já tava querendo voltar pra Itália, de tanta coisa ruim que tinha acontecido. Mas não tinha mais jeito. Liguei pra Marcela (uma amiga que mora em Brighton, uma cidade perto daqui) chorando e pedindo pra gente se encontrar. Fui pra estação que ela tava e depois de horas perdidas, a gente conseguiu estar no mesmo canto. Nossa, eu voltei a respirar. Os dois (Bussunda e Marcela) foram perfeitos comigo. A gente passou o fim de semana juntos e eles me ajudaram em tudo. Com a mala, a achar meu hostel, a conhecer a cidade, a como funciona os transportes, tudo, tudo, tudo. Foram minha salvação. Domingo à noite a Marcela voltou pra Brighton.
Minha semana não foi muito o que eu esperava. A cidade não deixou a desejar, mas tá sendo bem mais difícil do que na Itália. Lá eu nem precisei me adaptar.. no primeiro dia já conhecia pessoas maravilhosas e só foi melhorando cada vez mais. Aqui em Londres tá sendo o contrário. Ainda não me acostumei com as pessoas, com a rotina, com a comida. Nada. Sem contar que eu tô sem ter onde morar, imaginem. Mas é isso, tô me virando na medida que posso.
Tô feliz por estar aqui, mas triste por não estar sendo o que eu esperava. Enfim, ainda tem muita coisa pra acontecer. Rezem por mim. Beijos.
Ps.: meu laptop quebrou, por isso não tô tendo tempo de atualizar com mais freqüência isso aqui.
Antes mesmo de chegar em Londres, coisas ruins começaram a acontecer. Eu já estava com a ansiedade à flor da pele e com um medo enorme. Pra ir pra Itália foi tranqüilo, mas pra Londres foi diferente, não sei exatamente o porquê. Ainda em Florença, minha mala quebrou no meio do caminho pra estação, e, como se já não fosse suficiente, começou a chover. Chegando em Pisa, na hora do check in, descobri que a mala tinha 7kg a mais do que poderia, ai eu me juntei à multidão que jogava seus pertences fora pra não ter que pagar a mais (cada kg era 38 euros).
Chegando em Londres, quase fui barrada na imigração. O cara não foi com a minha cara e me fez mil e uma perguntas. Fiquei mais de 30 min com ele.. prometo como tava vendo a hora dele não me dar a permissão. Depois o idiota veio me dizer que eu só podia ficar mais um mês na Europa e depois voltar pro Brasil, porque ele achava que eu já tava muito tempo aqui. ¬¬ Gente, eu queria bater tanto nele! E foi assim, ele disse que ia me dar o visto por um mês e depois disso eu ia ficar ilegal. Mas depois fui ver no passaporte que ele tinha escrito 'permissão pra seis meses'. RETARDADO! Só queria me deixar nervosa. Por eu ter passado muito tempo com ele, a minha mala nem tava mais no lugar onde era pra estar. Rodei o aeroporto inteiro e ninguém sabia onde ela tava. Só depois de eu ter chorado, esperneado e gritado (1h 40 min), fizeram o favor de me devolvê-la.
Nessa hora eu já tava querendo voltar pra Itália, de tanta coisa ruim que tinha acontecido. Mas não tinha mais jeito. Liguei pra Marcela (uma amiga que mora em Brighton, uma cidade perto daqui) chorando e pedindo pra gente se encontrar. Fui pra estação que ela tava e depois de horas perdidas, a gente conseguiu estar no mesmo canto. Nossa, eu voltei a respirar. Os dois (Bussunda e Marcela) foram perfeitos comigo. A gente passou o fim de semana juntos e eles me ajudaram em tudo. Com a mala, a achar meu hostel, a conhecer a cidade, a como funciona os transportes, tudo, tudo, tudo. Foram minha salvação. Domingo à noite a Marcela voltou pra Brighton.
Minha semana não foi muito o que eu esperava. A cidade não deixou a desejar, mas tá sendo bem mais difícil do que na Itália. Lá eu nem precisei me adaptar.. no primeiro dia já conhecia pessoas maravilhosas e só foi melhorando cada vez mais. Aqui em Londres tá sendo o contrário. Ainda não me acostumei com as pessoas, com a rotina, com a comida. Nada. Sem contar que eu tô sem ter onde morar, imaginem. Mas é isso, tô me virando na medida que posso.
Tô feliz por estar aqui, mas triste por não estar sendo o que eu esperava. Enfim, ainda tem muita coisa pra acontecer. Rezem por mim. Beijos.
Ps.: meu laptop quebrou, por isso não tô tendo tempo de atualizar com mais freqüência isso aqui.
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Têm borboletas hiperativas na minha barriga.
Hoje o dia foi maravilhoooso! A Lili, uma prima minha, veio dar uma voltinha na Itália com o namorado e passamos o dia juntos. É muito bom ter alguém (que a gente não conheceu aqui) por perto. Meu Deus, como é.
Pra melhorar mais ainda, a Carol, uma amiga, me deu a notícia que a gente vai se encontrar em janeiro por aqui nas bandas da Europa. Gente, que sonho!
E só pra completar a alegria, eu lembro que a menos de dois dias tô em Londres!
Uma amiga: acordei com uma vontade imensa de comer chocolate suíço hoje. Vamos sábado escalar os Alpes? Depois a gente compra bastante chocolate.
Eu: Nossa, deve ser maravilhoso, mas não dá, já comprei passagem pra Londres.
Se isso for um sonho, por favor, não me acordem e desliguem todos os despertadores! Isso não é minha vida normal, prometo!
Ps.: Eu preciso levar os policiais italianos pra Fortaleza. Eu prometo como não tinha noção do que era beleza antes de vir pra cá. Se alguém me ajudar a pagar o excesso, eu os levo de presente pra todas. aeuhae
Pra melhorar mais ainda, a Carol, uma amiga, me deu a notícia que a gente vai se encontrar em janeiro por aqui nas bandas da Europa. Gente, que sonho!
E só pra completar a alegria, eu lembro que a menos de dois dias tô em Londres!
Uma amiga: acordei com uma vontade imensa de comer chocolate suíço hoje. Vamos sábado escalar os Alpes? Depois a gente compra bastante chocolate.
Eu: Nossa, deve ser maravilhoso, mas não dá, já comprei passagem pra Londres.
Se isso for um sonho, por favor, não me acordem e desliguem todos os despertadores! Isso não é minha vida normal, prometo!
Ps.: Eu preciso levar os policiais italianos pra Fortaleza. Eu prometo como não tinha noção do que era beleza antes de vir pra cá. Se alguém me ajudar a pagar o excesso, eu os levo de presente pra todas. aeuhae
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Culinária italiana.
Os italianos não dão muita importância ao café da manhã e ao almoço. Uma fruta ou um café de manhã vai bem e, de tarde, um panini basta. Mas a hora do jantar é sagrada. Todos os dias, às 8h em ponto, a mesa está servida e todos em volta dela. Ninguém marca um compromisso na hora da comida, é uma falta de respeito – salvo as partidas de futebol (nesse caso, o italiano é fanático como o brasileiro). Fora isso, nem se o pai tiver na forca.
Os pratos aqui são divididos. Tem o primeiro, o segundo, o terceiro, o quarto, o quinto e vai até aquele que você não agüentar mais. De início uma massa com pesto, pomodoro ou al ragù. Depois algum tipo de carne. Salada bastante variada nunca falta. Tudo isso saboreado com bastante pão. Isso mesmo, pão. Macarrão com pão, tomate com pão, carne com pão. Eles não conseguem entender como eu não como pão com nada. Pra eles é um absurdo! De sobremesa tem torta, algum doce típico, sorvete e biscoito. Tudo todos os dias.
Mesmo o país sendo pobre, a lei é não sair da mesa com fome. Em uma das aulas de história da arte aqui, o professor disse que o italiano sempre come massa porque é barato. Carne só tem nas famílias ricas, porque é o olho da cara. E o pão é bem duro e sem gosto, que é pra durar a semana inteira. Eles acham um desperdício o pão carioquinha, por exemplo. Como assim comprar pão quentinho todos os dias? É jogar dinheiro fora.
Em relação às bebidas, vinho e água todos os dias. Suco e refrigerante estão teoricamente na lista de proibidos de entrarem na mesa. Eles bebem muuuuito vinho. Tudo que você puder imaginar, é pouco em relação ao que eles tomam. Quando saem da mesa estão sempre mais alegres, porque será?
Um post pra explicar meus inevitáveis quilos a mais. Por isso, não se assustem quando eu voltar. Meu peso em excesso tem uma explicação mais que compreensível. haha
Os pratos aqui são divididos. Tem o primeiro, o segundo, o terceiro, o quarto, o quinto e vai até aquele que você não agüentar mais. De início uma massa com pesto, pomodoro ou al ragù. Depois algum tipo de carne. Salada bastante variada nunca falta. Tudo isso saboreado com bastante pão. Isso mesmo, pão. Macarrão com pão, tomate com pão, carne com pão. Eles não conseguem entender como eu não como pão com nada. Pra eles é um absurdo! De sobremesa tem torta, algum doce típico, sorvete e biscoito. Tudo todos os dias.
Mesmo o país sendo pobre, a lei é não sair da mesa com fome. Em uma das aulas de história da arte aqui, o professor disse que o italiano sempre come massa porque é barato. Carne só tem nas famílias ricas, porque é o olho da cara. E o pão é bem duro e sem gosto, que é pra durar a semana inteira. Eles acham um desperdício o pão carioquinha, por exemplo. Como assim comprar pão quentinho todos os dias? É jogar dinheiro fora.
Em relação às bebidas, vinho e água todos os dias. Suco e refrigerante estão teoricamente na lista de proibidos de entrarem na mesa. Eles bebem muuuuito vinho. Tudo que você puder imaginar, é pouco em relação ao que eles tomam. Quando saem da mesa estão sempre mais alegres, porque será?
Um post pra explicar meus inevitáveis quilos a mais. Por isso, não se assustem quando eu voltar. Meu peso em excesso tem uma explicação mais que compreensível. haha
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Contando os dias.
Uma semana sem postar. Não se preocupem, vocês não perderam nada.
Eu sei que ainda vou morrer de saudade daqui, mas a cada dia aumenta minha certeza que não dá mais pra ficar um minuto na Itália. E olha que eu nem tô de TPM.
Em três meses conheci quase o país todo e Florença de cabo a rabo. Ando nas ruas e já conheço tudo, já entrei em tudo, já fiz tudo que ela tinha pra me oferecer. Se ficasse mais um tempo, dava pra ser guia turística, prometo. Até o Duomo, coitado, já me olha com uma cara de "o que você ainda tá fazendo aqui?"
Os próximos cinco dias vão ser contadíssimos. Sábado, às 6:10 da manhã, tô no aeroporto de Pisa indo direto pra LONDRES!
Eu sei que ainda vou morrer de saudade daqui, mas a cada dia aumenta minha certeza que não dá mais pra ficar um minuto na Itália. E olha que eu nem tô de TPM.
Em três meses conheci quase o país todo e Florença de cabo a rabo. Ando nas ruas e já conheço tudo, já entrei em tudo, já fiz tudo que ela tinha pra me oferecer. Se ficasse mais um tempo, dava pra ser guia turística, prometo. Até o Duomo, coitado, já me olha com uma cara de "o que você ainda tá fazendo aqui?"
Os próximos cinco dias vão ser contadíssimos. Sábado, às 6:10 da manhã, tô no aeroporto de Pisa indo direto pra LONDRES!
segunda-feira, 1 de setembro de 2008
Saudade do que eu tenho agora.
Hoje eu me imaginei em algum tempo no futuro, quando tudo isso já tivesse acabado e só me restariam as lembranças e as fotos pra contar história. A vontade enorme de parar o tempo que surgiu dentro de mim foi tão intensa, que eu me senti explodindo.
Eu sei que por mais que eu queira sair da Itália, conhecer culturas diferentes e pessoas novas, isso aqui vai me fazer MUITA falta. Andar de bicicleta sem rumo ouvindo Coldplay, se encontrar no Duomo às 10h, conversar no triângulo da Ponte Vecchio, fazer pic nic na piscina, falar outra língua como se fosse a sua de origem, almoçar panini e jantar massas, comer banana com nutela, gelato, ver o Duomo todos os dias [..] Até das pessoas com quem eu me irrito de vez em quando vão fazer falta!
E ao invés de tentar parar o tempo, eu páro de reclamar pra aproveitar melhor essas duas semanas que me restam aqui. Mesmo vivendo uma rotina, mesmo convivendo com brasileiros e mesmo não agüentando mais o jeito tarado dos italianos. Isso pra mim vai ser o paraíso daqui uns anos..
Eu sei que por mais que eu queira sair da Itália, conhecer culturas diferentes e pessoas novas, isso aqui vai me fazer MUITA falta. Andar de bicicleta sem rumo ouvindo Coldplay, se encontrar no Duomo às 10h, conversar no triângulo da Ponte Vecchio, fazer pic nic na piscina, falar outra língua como se fosse a sua de origem, almoçar panini e jantar massas, comer banana com nutela, gelato, ver o Duomo todos os dias [..] Até das pessoas com quem eu me irrito de vez em quando vão fazer falta!
E ao invés de tentar parar o tempo, eu páro de reclamar pra aproveitar melhor essas duas semanas que me restam aqui. Mesmo vivendo uma rotina, mesmo convivendo com brasileiros e mesmo não agüentando mais o jeito tarado dos italianos. Isso pra mim vai ser o paraíso daqui uns anos..
sábado, 30 de agosto de 2008
Escrava da preguiça por 24h.
Meu primeiro sábado em Florença me trouxe ardidos pelo corpo inteiro. Ao invés de viajar, como de costume em fins de semana, resolvi me entregar à preguiça por um dia e gastar boas horas torrando debaixo do sol e fazendo nada na piscina. Só faltou o axé, o churrasco e o caranguejo, porque brasileiro tinha até demais.
Quando eu ouço português dá até agonia. Eu vim pra cá pra falar italiano e os italianos me fazem o favor de aprender minha língua. Vai pro Brasil, caramba! Enfim, o clube foi bom. Eu e a Bruna estamos dois camarõezinhos (tá, mãe, confesso que não passei protetor), mas o dia ensolarado implorava algo parecido com o que tenho no Brasil todos os dias.
Amanhã vamos pra San Gimignano. Lá tem um sorvete de chocolate que foi considerado o melhor do mundo durante sete anos seguidos. E eu, como boa maníaca por sorvetes que sou, tenho que lá provar, né? Ah, também dizem que a cidade é linda, mas alguém já me ouviu dizendo isso aqui outras vezes? Não, nunca, nossa, que novidade!
Quando eu ouço português dá até agonia. Eu vim pra cá pra falar italiano e os italianos me fazem o favor de aprender minha língua. Vai pro Brasil, caramba! Enfim, o clube foi bom. Eu e a Bruna estamos dois camarõezinhos (tá, mãe, confesso que não passei protetor), mas o dia ensolarado implorava algo parecido com o que tenho no Brasil todos os dias.
Amanhã vamos pra San Gimignano. Lá tem um sorvete de chocolate que foi considerado o melhor do mundo durante sete anos seguidos. E eu, como boa maníaca por sorvetes que sou, tenho que lá provar, né? Ah, também dizem que a cidade é linda, mas alguém já me ouviu dizendo isso aqui outras vezes? Não, nunca, nossa, que novidade!
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
O tal do David.

Na minha opinião, a Galleria dell' Academia dá de dez a sete no Uffizi (porque zero ele não é mesmo). A Galleria é bem menor que o tal do museu mais famoso da Itália, mas bem mais viva do que eu imaginava.
Quadros de pintura são lindos, mas colocados em comparação com a infinitude da arte espalhada por essa cidade, eu fico com as esculturas. E como tem escultura incrível nesse museu, meu Deus! A preocupação com que os artistas deram aos detalhes, é algo que nem a maior paciência do mundo poderia ser capaz de fazer hoje em dia.
Ver o original David de Michelangelo devia estar inserido nos direitos do cidadão. Não existe nenhuma sensação parecida com aquela de quando você dá de cara com ele. A profundidade dos olhos, as curvas dos músculos, a perfeição de todos os detalhes e o tamanho nada singelo, te deixam com a boca aberta por alguns minutos. Eu já tinha passado incontáveis vezes pelo fake na Piazza della Republica, já tinha escutado milhões de pessoas falarem o quão linda a escultura é, já sabia de cor e salteado como era a posição, os elementos e a história e tudo mais. Mas nada pode descrever a sensação de entrar naquele salão cheio de esculturas inacabadas e, ao fundo, se deparar com o próprio.
Dessa vez, nem os turistas e nem os pedidos (nada simpáticos) dos seguranças pra ninguém tirar fotos, foram suficientes para desviar minha atenção. E depois de horas de apreciação, é um tanto engraçado olhar as caras impressionadas dos visitantes quando entram na sala principal.
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Mudança de humores.
Deus ficou com pena de mim e, pra compensar meus últimos dias que não foram muito bons, me deu essa quarta-feira pra me tirar da morgação e botar um sorriso no meu rosto.
Andei Florença inteira com a Bruna atrás de um apartamento pra ela e foi super divertido. Depois tomamos sorvete, compramos biquínis e entramos em todas as lojas de roupas. Nossa, como é bom ter um dia pra fazer coisas inúteis.
Não tô mais doente, comi feijão, tenho biquínis novos e recebi uma notícia maravilhosa. Tinha como ser melhor?! Tá, tinha, mas já tá de bom tamanho. aheuhaue
Andei Florença inteira com a Bruna atrás de um apartamento pra ela e foi super divertido. Depois tomamos sorvete, compramos biquínis e entramos em todas as lojas de roupas. Nossa, como é bom ter um dia pra fazer coisas inúteis.
Não tô mais doente, comi feijão, tenho biquínis novos e recebi uma notícia maravilhosa. Tinha como ser melhor?! Tá, tinha, mas já tá de bom tamanho. aheuhaue
terça-feira, 26 de agosto de 2008
EU QUERO!
Hoje eu desejo arroz com feijão, um show do Inimigos no Beach Park, uma aula de jornalismo, Dana e Amanda em Florença, caranguejo na praia do futuro, casa da vovó num dia de domingo e carnaval ou ano novo com os melhores amigos.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Cansei de criar títulos.
Meu fim de semana foi louco e super diferente. Tudo que eu mais precisava. Roma foi melhor que a primeira vez e Assis me trouxe a calma que eu precisava e não sabia.
Por um erro do quadro de partidas dos trens, eu perdi o meu que ia à Roma. Comecei a chorar, mas logo depois descobri que mais vinte pessoas estavam na mesma situação. Fomos no serviço de atendimento ao cliente e, depois de muito tempo, eles colocaram a gente num trem bem mais rápido. Fim das contas: chegamos lá antes do horário que era pra chegar. No começo me desesperei porque tava sozinha, mas depois foi engraçado.
Quando cheguei em Roma, me toquei que tinha esquecido meu passaporte. Gente, como uma pessoa vai à Roma sem passaporte, me diz?! Meu Deeeus, que anta! O Mário, o cara do albergue, foi super gente boa comigo, me explicou a situação toda e disse que, infelizmente eu não podia ficar ali. Eu implorei pra ele fazer uma exceção e ele mandou eu fazer o que eu tinha que fazer em Roma e depois voltasse lá.
Fui na Capela Sistina que, por sinal, não decepciona quem espera demais pra vê-la. É lindo, lindo, lindo! Sem palavras. O que disturba um pouco, como sempre, são os milhõõõõões de turistas e os seguranças que mandam a gente fazer silêncio e, ao mesmo tempo, gritam: NO PHOTOS! (italianos, vai entender). Mas, enfim, valeu demais a pena. Depois de lá fui no parque Villa Borguese, que também tinha deixado de ir na outra vez. É perfeeeeeeeito! O lugar que mais gostei em toda a cidade. Muito, muito bom. Amo parques e os daqui da Itália jamais me decepcionaram. Ouvi música, escrevi, observei os outros e fui ao zoológico. Tudo tão lindo que acabei perdendo a hora de voltar pro albergue.
Chegando lá, o Mário não tava e eu o esperei durante duas horas. No hall sempre passavam mil pessoas e conheci um alemão e uma mexicana que se sensibilizaram com minha situação e começaram a me ajudar. Fomos falar com a mulher que tava no balcão, mesmo ela já tendo me dito que não podia fazer nada. Expliquei toda a situação de novo e comecei a chorar. Ela ficou com pena e começou a chorar comigo, foi hilário. Ai ela pediu meu documento do Brasil, mesmo não servindo na Europa, e disse que ia fazer meu check in com ele. Nessa hora o Mário chegou e disse que abriria uma exceção pra mim. Gente, nunca fiquei tão feliz em toda minha vida. Imagina eu sozinha na noite de Roma, sem passaporte e sem canto pra dormir. Lindo, né?
Tomei banho, comi e, mesmo estando morta de cansada, saí com o alemão, duas chilenas e um mexicano. Não podia desperdiçar uma noite em Roma. A gente andou um pouco pela cidade e depois sentamos nas escadas da Piazza di Spagna. Lá sempre lota. Todo mundo pára pra fazer lual, beber e conversar. Foi ótimo! Íamos pra uma boate, mas era 50 euros só pra entrar, então desistimos. ahuehae Voltamos pro albergue, porque estávamos todos mortos. Gente, albergue é bom demaaaaaais! Melhor coisa do mundo. Só entram pessoas de 18 a 30 anos, é sempre barato e toda hora tem festa. Amei!
No dia seguinte eu acordei cedo pra ir pra Assis. Não consegui dormir no trem porque tinham uns 15 idiotas gritando a viagem inteira, queria matar. Mas Assis também me surpreendeu e valeu tudo que eu passei. A cidade é bem diferente de tudo que eu já visitei e, assim que você chega, sente uma paz enorme. É tudo bem simples e impressionante. Foi um dia de tranqüilidade. Caminhei bastante, deitei em praças pra ouvir músicas e ainda arranjei duas caronas pra ir e voltar na Igreja de San Damiano, onde São Francisco recebeu o chamado de Jesus (lugar mais lindo de todos). Ela era bem longe e no meio do caminho duas famílias me fizeram entrar no carro. Pra que melhor? ahuehua
Voltei pra Florença renovada, desejando mais um fim de semana de viagem.
Recado aos meus pais: depois do que aconteceu em Roma, descobri que vocês são loucos de me deixarem viajar sozinha pra um país desconhecido. ahuehua
Por um erro do quadro de partidas dos trens, eu perdi o meu que ia à Roma. Comecei a chorar, mas logo depois descobri que mais vinte pessoas estavam na mesma situação. Fomos no serviço de atendimento ao cliente e, depois de muito tempo, eles colocaram a gente num trem bem mais rápido. Fim das contas: chegamos lá antes do horário que era pra chegar. No começo me desesperei porque tava sozinha, mas depois foi engraçado.
Quando cheguei em Roma, me toquei que tinha esquecido meu passaporte. Gente, como uma pessoa vai à Roma sem passaporte, me diz?! Meu Deeeus, que anta! O Mário, o cara do albergue, foi super gente boa comigo, me explicou a situação toda e disse que, infelizmente eu não podia ficar ali. Eu implorei pra ele fazer uma exceção e ele mandou eu fazer o que eu tinha que fazer em Roma e depois voltasse lá.
Fui na Capela Sistina que, por sinal, não decepciona quem espera demais pra vê-la. É lindo, lindo, lindo! Sem palavras. O que disturba um pouco, como sempre, são os milhõõõõões de turistas e os seguranças que mandam a gente fazer silêncio e, ao mesmo tempo, gritam: NO PHOTOS! (italianos, vai entender). Mas, enfim, valeu demais a pena. Depois de lá fui no parque Villa Borguese, que também tinha deixado de ir na outra vez. É perfeeeeeeeito! O lugar que mais gostei em toda a cidade. Muito, muito bom. Amo parques e os daqui da Itália jamais me decepcionaram. Ouvi música, escrevi, observei os outros e fui ao zoológico. Tudo tão lindo que acabei perdendo a hora de voltar pro albergue.
Chegando lá, o Mário não tava e eu o esperei durante duas horas. No hall sempre passavam mil pessoas e conheci um alemão e uma mexicana que se sensibilizaram com minha situação e começaram a me ajudar. Fomos falar com a mulher que tava no balcão, mesmo ela já tendo me dito que não podia fazer nada. Expliquei toda a situação de novo e comecei a chorar. Ela ficou com pena e começou a chorar comigo, foi hilário. Ai ela pediu meu documento do Brasil, mesmo não servindo na Europa, e disse que ia fazer meu check in com ele. Nessa hora o Mário chegou e disse que abriria uma exceção pra mim. Gente, nunca fiquei tão feliz em toda minha vida. Imagina eu sozinha na noite de Roma, sem passaporte e sem canto pra dormir. Lindo, né?
Tomei banho, comi e, mesmo estando morta de cansada, saí com o alemão, duas chilenas e um mexicano. Não podia desperdiçar uma noite em Roma. A gente andou um pouco pela cidade e depois sentamos nas escadas da Piazza di Spagna. Lá sempre lota. Todo mundo pára pra fazer lual, beber e conversar. Foi ótimo! Íamos pra uma boate, mas era 50 euros só pra entrar, então desistimos. ahuehae Voltamos pro albergue, porque estávamos todos mortos. Gente, albergue é bom demaaaaaais! Melhor coisa do mundo. Só entram pessoas de 18 a 30 anos, é sempre barato e toda hora tem festa. Amei!
No dia seguinte eu acordei cedo pra ir pra Assis. Não consegui dormir no trem porque tinham uns 15 idiotas gritando a viagem inteira, queria matar. Mas Assis também me surpreendeu e valeu tudo que eu passei. A cidade é bem diferente de tudo que eu já visitei e, assim que você chega, sente uma paz enorme. É tudo bem simples e impressionante. Foi um dia de tranqüilidade. Caminhei bastante, deitei em praças pra ouvir músicas e ainda arranjei duas caronas pra ir e voltar na Igreja de San Damiano, onde São Francisco recebeu o chamado de Jesus (lugar mais lindo de todos). Ela era bem longe e no meio do caminho duas famílias me fizeram entrar no carro. Pra que melhor? ahuehua
Voltei pra Florença renovada, desejando mais um fim de semana de viagem.
Recado aos meus pais: depois do que aconteceu em Roma, descobri que vocês são loucos de me deixarem viajar sozinha pra um país desconhecido. ahuehua
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
As histórias de Florença.
Se as escadas do Duomo falassem, o mundo inteiro pararia pra escutar suas histórias.
Todos os dias milhões de pessoas, de todas as idades e nacionalidades, passam por ali pra admirar os monumentos, tomar um gelato, tirar fotos, se encontrar com os amigos ou simplesmente pra sentar e observar os outros.
Minha tarde foi dedicada à essa última opção. Analisar a forma de como as pessoas falam, o jeito que elas usam pra cada coisa, as expressões que se somam às palavras, é um dos meus hobbies. Foi bom pra eu me recuperar de algumas coisas, pensar em outras e rir bastante de algumas situações. Sem mais muitos detalhes e alongamentos: o ser humano é o bicho mais estranho que eu já vi na minha vida.
De noite, às 10h no Duomo, nos encontramos, claro. Pra falar a verdade, não tava muito afim de sair hoje, mas acabei indo, não sei bem o porquê. Não dava nada por essa noite, já que as anteriores não tinham me oferecido muitas surpresas, mas ela acabou sendo muuuuito boa. A gente conheceu uns portugueses (uma mulher e dois homens) muito gente boas. Nossa, a conversa rendeu tanto que a gente desistiu de sair pra outro lugar, como de costume, e minha idéia de voltar pra casa cedo foi por água a baixo. E ainda sai morta de feliz porque entendi o português de Portugal. haha
Não posso me prolongar muito que amanhã tenho que acordar cedo. Volto à Roma pra ver umas coisas que faltaram e domingo vou conhecer Assis. Minha primeira viagem sozinha. Tô ansiosa e empolgada. Beijos!
Todos os dias milhões de pessoas, de todas as idades e nacionalidades, passam por ali pra admirar os monumentos, tomar um gelato, tirar fotos, se encontrar com os amigos ou simplesmente pra sentar e observar os outros.
Minha tarde foi dedicada à essa última opção. Analisar a forma de como as pessoas falam, o jeito que elas usam pra cada coisa, as expressões que se somam às palavras, é um dos meus hobbies. Foi bom pra eu me recuperar de algumas coisas, pensar em outras e rir bastante de algumas situações. Sem mais muitos detalhes e alongamentos: o ser humano é o bicho mais estranho que eu já vi na minha vida.
De noite, às 10h no Duomo, nos encontramos, claro. Pra falar a verdade, não tava muito afim de sair hoje, mas acabei indo, não sei bem o porquê. Não dava nada por essa noite, já que as anteriores não tinham me oferecido muitas surpresas, mas ela acabou sendo muuuuito boa. A gente conheceu uns portugueses (uma mulher e dois homens) muito gente boas. Nossa, a conversa rendeu tanto que a gente desistiu de sair pra outro lugar, como de costume, e minha idéia de voltar pra casa cedo foi por água a baixo. E ainda sai morta de feliz porque entendi o português de Portugal. haha
Não posso me prolongar muito que amanhã tenho que acordar cedo. Volto à Roma pra ver umas coisas que faltaram e domingo vou conhecer Assis. Minha primeira viagem sozinha. Tô ansiosa e empolgada. Beijos!
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Mudando a rotina.
O frio chegou por essas bandas, graças a Deus. Ainda não é um frio de morrer, mas é um fresco que estava faltando em Florença. Já posso tirar o mofo dos meus casacos. haha
Hoje, depois da aula, eu e a Cah fomos pra casa de um amigo (Bruno) fazer almoço. Foi bem divertido. Algum detalhe que mude a rotina é sempre bom. Depois de lá, fomos tomar sorvete sentados no triângulo da Ponte Vecchio. Conversa vai, conversa vem, de repente, aparece uma policial dizendo que a gente tinha que pagar 160 euros de multa por estarmos sentados ali. A gente fingiu que não falava italiano e a mulher foi gente boa (na verdade acho que ela tava sem paciência pra turista). Só mandou a gente sair rápido, antes que alguém visse e foi embora. Nossa, como a gente gelou. Mais uma multa na minha vida aqui não.
Mudando de assunto totalmente.. ouvindo todos os mais diversos tipos de línguas por aqui, eu pude ver como o português é lindo. Sério, tem cada língua HORRÍVEL como turco, árabe, coreano e derivados, que eu me orgulho de falar português. Sem contar que todos que conheci aqui morrem de vontade de aprender nossa língua. Vivem pedindo pra gente falar e ficam babando. Mas ninguém consegue falar o som do 'ÃO' direito, é muito engraçado. Eles também morrem de vontade de conhecer o Brasil. Ficam encantados com essa alegria que todo brasileiro tem. Enfim, só saindo daí mesmo pra saber o quanto somos valorizados (contrário do que a gente faz).
Hoje, depois da aula, eu e a Cah fomos pra casa de um amigo (Bruno) fazer almoço. Foi bem divertido. Algum detalhe que mude a rotina é sempre bom. Depois de lá, fomos tomar sorvete sentados no triângulo da Ponte Vecchio. Conversa vai, conversa vem, de repente, aparece uma policial dizendo que a gente tinha que pagar 160 euros de multa por estarmos sentados ali. A gente fingiu que não falava italiano e a mulher foi gente boa (na verdade acho que ela tava sem paciência pra turista). Só mandou a gente sair rápido, antes que alguém visse e foi embora. Nossa, como a gente gelou. Mais uma multa na minha vida aqui não.
Mudando de assunto totalmente.. ouvindo todos os mais diversos tipos de línguas por aqui, eu pude ver como o português é lindo. Sério, tem cada língua HORRÍVEL como turco, árabe, coreano e derivados, que eu me orgulho de falar português. Sem contar que todos que conheci aqui morrem de vontade de aprender nossa língua. Vivem pedindo pra gente falar e ficam babando. Mas ninguém consegue falar o som do 'ÃO' direito, é muito engraçado. Eles também morrem de vontade de conhecer o Brasil. Ficam encantados com essa alegria que todo brasileiro tem. Enfim, só saindo daí mesmo pra saber o quanto somos valorizados (contrário do que a gente faz).
domingo, 17 de agosto de 2008
A cidade eterna.
Nunca eu lembrei tanto dos meus professores de história quanto nesse fim de semana. Roma foi a aula de campo mais proveitosa de todas que eu já tive. Conceituar a cidade ou atribuir adjetivos à ela é impossível, quase uma falta de respeito. Você tem que ir pra saber e ter noção da grandiosidade daquilo. Mas, como sempre, não resisto à tentação de contar um pouco como foi essa experiência.
Primeiro, lá é TOTALMENTE diferente de toda a Itália, e isso ganhou meus pontos de cara. O país é liiindo, mas já tava cansada de viajar pra cidade pequena e só ver igrejas e praças. Roma é cidade grande e tem todas as qualidades e defeitos de uma. Os serviços públicos como metrô, trem, ônibus, limpeza e sinalização são ótimos. Já o trânsito, os preços altos e os incontáveis trilhões de turistas te dão um pouco de estresse. Publicidade pra todo canto e Mc Donald’s em cada esquina: daí eu pude ter certeza que não tava em Florença. Paredes com escrituras em latim, esculturas espalhadas por TODA a cidade, Coliseo, Panteon, mil piazzas e parques gigantes lindos: sim, até que enfim eu tinha chegado à Roma.
Os pontos turísticos mais conhecidos lhe prometem muita história e emoções, mas em troca você tem que dar paciência de esperar um tempinho nas filas. Não dá pra deixar de ir, eles são realmente maravilhosos. Porém, a cidade pode também oferecer coisas lindas em lugares que nem são citados no mapa. Nesses cantos é bom de parar, tirar todos os pensamentos da cabeça e fazer nada. Só aproveitar o momento sem nenhum japonês pra atrapalhar tirando foto ou algum americano se achando, porque simplesmente é americano.
Roma vale a pena. E vale muito! Tudo aquilo que você aprendeu nas aulas de história geral se transportam diretamente da sua imaginação pra frente dos seus olhos. É tão incrível que deixam a impressão de ser de mentira. Todas aquelas ruínas, castelos, museus parecem existir somente para serem visitados. A história que eles escondem é tão distante do seu cotidiano, que você pensa que só tem em filme. Entrar no Coliseo e saber que ali, onde hoje é apenas um ponto pra visitação, já foi um anfiteatro, uma habitação, um templo cristão, um posto de combates, uma sede de ordens religiosas e mais mil coisas, faz você parar e pensar: o que EU tô fazendo aqui? É um despertenciamento da realidade que te faz sentir algo bom, um algo que ainda não sei explicar.
Sexta e sábado foram dias cheios, atribulados, cansativos, mas que fizeram valer cada minuto. Já o domingo foi, no mínimo, engraçado e, no máximo, estressante. Mil e um contratempos aconteceram, mas que não valem ser contados aqui, pra que magia de tudo que eu disse não se perder. Foi apenas uma falta de sorte e de informação que não nos permitiu conhecer alguns principais lugares da cidade. Por isso, antes de sair da Itália, ainda volto à Roma pra deixar registrado que prestei atenção na aula de história por inteiro. ;)
Primeiro, lá é TOTALMENTE diferente de toda a Itália, e isso ganhou meus pontos de cara. O país é liiindo, mas já tava cansada de viajar pra cidade pequena e só ver igrejas e praças. Roma é cidade grande e tem todas as qualidades e defeitos de uma. Os serviços públicos como metrô, trem, ônibus, limpeza e sinalização são ótimos. Já o trânsito, os preços altos e os incontáveis trilhões de turistas te dão um pouco de estresse. Publicidade pra todo canto e Mc Donald’s em cada esquina: daí eu pude ter certeza que não tava em Florença. Paredes com escrituras em latim, esculturas espalhadas por TODA a cidade, Coliseo, Panteon, mil piazzas e parques gigantes lindos: sim, até que enfim eu tinha chegado à Roma.
Os pontos turísticos mais conhecidos lhe prometem muita história e emoções, mas em troca você tem que dar paciência de esperar um tempinho nas filas. Não dá pra deixar de ir, eles são realmente maravilhosos. Porém, a cidade pode também oferecer coisas lindas em lugares que nem são citados no mapa. Nesses cantos é bom de parar, tirar todos os pensamentos da cabeça e fazer nada. Só aproveitar o momento sem nenhum japonês pra atrapalhar tirando foto ou algum americano se achando, porque simplesmente é americano.
Roma vale a pena. E vale muito! Tudo aquilo que você aprendeu nas aulas de história geral se transportam diretamente da sua imaginação pra frente dos seus olhos. É tão incrível que deixam a impressão de ser de mentira. Todas aquelas ruínas, castelos, museus parecem existir somente para serem visitados. A história que eles escondem é tão distante do seu cotidiano, que você pensa que só tem em filme. Entrar no Coliseo e saber que ali, onde hoje é apenas um ponto pra visitação, já foi um anfiteatro, uma habitação, um templo cristão, um posto de combates, uma sede de ordens religiosas e mais mil coisas, faz você parar e pensar: o que EU tô fazendo aqui? É um despertenciamento da realidade que te faz sentir algo bom, um algo que ainda não sei explicar.
Sexta e sábado foram dias cheios, atribulados, cansativos, mas que fizeram valer cada minuto. Já o domingo foi, no mínimo, engraçado e, no máximo, estressante. Mil e um contratempos aconteceram, mas que não valem ser contados aqui, pra que magia de tudo que eu disse não se perder. Foi apenas uma falta de sorte e de informação que não nos permitiu conhecer alguns principais lugares da cidade. Por isso, antes de sair da Itália, ainda volto à Roma pra deixar registrado que prestei atenção na aula de história por inteiro. ;)
quinta-feira, 14 de agosto de 2008
ODEIO ROTINA, você sabem.
Dei uma pequena sumida, mas aqui estou eu de novo. Sem muitas novidades e histórias emocionantes, mas muito feliz com as pequenas coisas que sempre acontecem por essas bandas.
Florença é MARAVILHOSA, mas com o vai e vem sem fim de pessoas queridas, milhões de turistas e o calor infernaaaaal, ela se torna não tão maravilhosa assim. A verdade é que ela está ficando muito normal e quando algo chega nesse estado, já não é mais considerado bom pra mim. A rotina sempre vem e, quando isso acontece, eu sempre dou um jeito de fugir dela. Tenho mais um mês aqui e vai ser o tempo exato de eu conhecer o resto das cidades que quero. Depois dois beijinhos, Itália.
No mais, amanhã vou à Roma com mais quatro amigos - duas colombianas, um brasileiro e um suíço. O papa ficou sabendo da novidade e voltou ontem das férias só por causa da gente. hahaha Volto a dar notícias na segunda, pois retorno à Florença domingo de madrugada. Beijos, pessoas.
Florença é MARAVILHOSA, mas com o vai e vem sem fim de pessoas queridas, milhões de turistas e o calor infernaaaaal, ela se torna não tão maravilhosa assim. A verdade é que ela está ficando muito normal e quando algo chega nesse estado, já não é mais considerado bom pra mim. A rotina sempre vem e, quando isso acontece, eu sempre dou um jeito de fugir dela. Tenho mais um mês aqui e vai ser o tempo exato de eu conhecer o resto das cidades que quero. Depois dois beijinhos, Itália.
No mais, amanhã vou à Roma com mais quatro amigos - duas colombianas, um brasileiro e um suíço. O papa ficou sabendo da novidade e voltou ontem das férias só por causa da gente. hahaha Volto a dar notícias na segunda, pois retorno à Florença domingo de madrugada. Beijos, pessoas.
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Appena chiaccherando..
O cansaço de Veneza não permitiu que eu botasse meus pés fora de Florença nesse domingo. Tive um sono merecido até às 10:30. Foi quando recebi uma mensagem com convite de almoço e uma tarde por aí com a Cah. Pegamos nossas bicicletas e rodamos pela cidade. Atrás de comida, de roupas, de nutella, de banana e de amigos. As comidas, as roupas e a nutella foram encontradas, mas as bananas e os amigos ficaram pra depois. No mais, a tarde não foi emocionante, mas também não foi perdida. Meias conversas sempre são boas num domingo que se quer descanso.
A tarde de segunda-feira, pelo sol e calor que fazia, prometia uma boa piscina. Mas os biquínis foram esquecidos em casa e essa dura tarefa foi adiada pra amanhã depois da aula.
Agora me apronto pra chegar às 10h no Duomo, claro. Ainda não sei qual vai ser a dessa noite, mas minha cabecinha já está se preparando pra ouvir francês, espanhol, italiano, inglês e português ao mesmo tempo. Nem fumacinha mais sai, olha aí. ;)
A tarde de segunda-feira, pelo sol e calor que fazia, prometia uma boa piscina. Mas os biquínis foram esquecidos em casa e essa dura tarefa foi adiada pra amanhã depois da aula.
Agora me apronto pra chegar às 10h no Duomo, claro. Ainda não sei qual vai ser a dessa noite, mas minha cabecinha já está se preparando pra ouvir francês, espanhol, italiano, inglês e português ao mesmo tempo. Nem fumacinha mais sai, olha aí. ;)
domingo, 10 de agosto de 2008
Veneza não fede, como muitos falam.
Veneza foi o motivo de eu não ter esperado pela boa vontade de alguém querer viajar comigo. Me mandei pra lá sozinha, porque minha ansiedade pra conhecer essa cidade tava a mil por hora.
No caminho sentaram duas brasileiras do meu lado e a gente fez amizade, claro. De vez em quando a gente ficava juntas, mas eu não queria me apegar a ninguém e nem a nada, pra não perder um minuto que eu tinha ali.
Andar por Veneza é ter a sensação de estar participando de algum filme romântico. A cada lojinha, a cada gôndola, a cada casal se abraçando e a cada surpresa que ela vai te mostrando aos poucos, é um motivo a mais pra você prender a atenção e se fascinar por aquela beleza toda. Uma beleza misteriosa, que você não sabe se transparece felicidade ou tristeza. Às vezes você sente os dois e outras vezes você simplesmente sente, sem saber o quê exatamente.
As máscaras típicas do carnaval de lá estão espalhadas por todos os lados que você imagina e não imagina. Uma mais linda que a outra e, claro, uma guardando um mistério maior que a outra. Na cidade não existem carros ou bicicletas. Os únicos meios de se locomover é com boat ou os próprios pezinhos. Gôndola para os momentos especiais.
Estar na piazza di San Marco, rodeada de pombos, ouvindo todas as línguas possíveis e olhando toda aquela imensidão de água que parece não ter fim, é o momento que você pára e pensa: isso não existe, é tudo fruto da nossa imaginação. Quando alguém te acorda, você ainda se encontra no mesmo cenário do sonho e continua como se fosse tudo normal.
Outra característica da cidade é fazer vidros (em um minuto) apenas assoprando um fogo. É incrível! Tão rápido que você não sabe se olha, filma ou tira foto. Os produtos dessa rapidez e da facilidade com que parecem ser feitos estão espalhados por toda a cidade. Mais uma decoração para incrementar o visual misterioso.
Depois da emoção já ter ido e voltado várias vezes, chegou o momento de andar de gôndola. Aí sim, era um filme de verdade. Com direito até a pôr-do-sol. Aquilo é um sonho que só quem não sabe acordar deveria experimentar.
A hora de se despedir é difícil apenas pra você. A cidade continua intocável e parece não estar nem aí pra nada que acontece nela. Nem pras despedidas, nem pros amores, nem pras brigas, nem pras chegadas e nem menos pros turistas que se esbanjam nela. Ela simplesmente existe e finge que nada está ocorrendo, sempre com seu ar de superior e misterioso.
No caminho sentaram duas brasileiras do meu lado e a gente fez amizade, claro. De vez em quando a gente ficava juntas, mas eu não queria me apegar a ninguém e nem a nada, pra não perder um minuto que eu tinha ali.
Andar por Veneza é ter a sensação de estar participando de algum filme romântico. A cada lojinha, a cada gôndola, a cada casal se abraçando e a cada surpresa que ela vai te mostrando aos poucos, é um motivo a mais pra você prender a atenção e se fascinar por aquela beleza toda. Uma beleza misteriosa, que você não sabe se transparece felicidade ou tristeza. Às vezes você sente os dois e outras vezes você simplesmente sente, sem saber o quê exatamente.
As máscaras típicas do carnaval de lá estão espalhadas por todos os lados que você imagina e não imagina. Uma mais linda que a outra e, claro, uma guardando um mistério maior que a outra. Na cidade não existem carros ou bicicletas. Os únicos meios de se locomover é com boat ou os próprios pezinhos. Gôndola para os momentos especiais.
Estar na piazza di San Marco, rodeada de pombos, ouvindo todas as línguas possíveis e olhando toda aquela imensidão de água que parece não ter fim, é o momento que você pára e pensa: isso não existe, é tudo fruto da nossa imaginação. Quando alguém te acorda, você ainda se encontra no mesmo cenário do sonho e continua como se fosse tudo normal.
Outra característica da cidade é fazer vidros (em um minuto) apenas assoprando um fogo. É incrível! Tão rápido que você não sabe se olha, filma ou tira foto. Os produtos dessa rapidez e da facilidade com que parecem ser feitos estão espalhados por toda a cidade. Mais uma decoração para incrementar o visual misterioso.
Depois da emoção já ter ido e voltado várias vezes, chegou o momento de andar de gôndola. Aí sim, era um filme de verdade. Com direito até a pôr-do-sol. Aquilo é um sonho que só quem não sabe acordar deveria experimentar.
A hora de se despedir é difícil apenas pra você. A cidade continua intocável e parece não estar nem aí pra nada que acontece nela. Nem pras despedidas, nem pros amores, nem pras brigas, nem pras chegadas e nem menos pros turistas que se esbanjam nela. Ela simplesmente existe e finge que nada está ocorrendo, sempre com seu ar de superior e misterioso.
quinta-feira, 7 de agosto de 2008
Saudades antecipadas, como sempre.
Às vezes eu reclamo, digo que fico assim, sei lá e choro querendo voltar, mas esses momentos são minúsculos comparados a todos aqueles que eu tenho vontade de ficar aqui por mais mil anos.
Vou morrer de sentir falta dessa minha rotina, por mais que, especialmente agora, ela não esteja sendo uma das melhores. Mas só a sensação de estar aqui já me faz bem.
Essa tal sensação me ocorre a quase todo tempo. Quando me vejo falando três línguas, quando como panini e banana com nutella no almoço, quando ando de bicicleta por ruas tipicamente estreitas, quando passo pela Ponte Vecchio no caminho da escola, quando como melão com presunto na sobremesa (acreditem, é MUITO BOM!), quando viajo todo fim de semana, quando va fancullo é a expressão mais ouvida do dia todo, quando como o melhor gelato do mundo e quando me encontro com todos às 10h no Duomo.
Ainda falta um mês e pouco, mas já tô sentindo falta disso antecipadamente.
Vou morrer de sentir falta dessa minha rotina, por mais que, especialmente agora, ela não esteja sendo uma das melhores. Mas só a sensação de estar aqui já me faz bem.
Essa tal sensação me ocorre a quase todo tempo. Quando me vejo falando três línguas, quando como panini e banana com nutella no almoço, quando ando de bicicleta por ruas tipicamente estreitas, quando passo pela Ponte Vecchio no caminho da escola, quando como melão com presunto na sobremesa (acreditem, é MUITO BOM!), quando viajo todo fim de semana, quando va fancullo é a expressão mais ouvida do dia todo, quando como o melhor gelato do mundo e quando me encontro com todos às 10h no Duomo.
Ainda falta um mês e pouco, mas já tô sentindo falta disso antecipadamente.
quarta-feira, 6 de agosto de 2008
Sou brasileira, tá?
Em qualquer ponto comercial na Itália:
Eu: Ciao, buongiorno.
Comerciante: Ciao, cosa vuoi?
Eu: Ah, no lo so.. cosa c’è di buono oggi?
Comerciante: Allora, decide presto cosa prenderai perchè no ho molto tempo.
*minutos depois*
Comerciante: Scusi, ma di dov’è sei?
Eu: Sono brasiliana.
Comerciante (com outra cara totalmente diferente): Aaah, sei di Brasile?! Ma che bel paese! Di carnevale, di Ronaldinho, di ragazze belle. Senti, posso mostrarti tutto quello che vuoi. Accomodati qui, sì? Farò un desconto per te e vorrei che ritorni tutti i giorni, ok? Se vuoi qualcuni informazioni, puoi chiedere a me, va bene?
*depois disso não pára mais de falar e soltar sorrisos pra todos os lados*
Meu Deus, vocês não têm noção de como os italianos são brutos. Qualquer coisinha eles já tão morrendo de gritar e só faltam te bater. Mas é só falar que é do Brasil, que eles te dão tratamento super vip. Prometo como tô pra andar com uma plaquinha: sou brasileira. Ronaldinho, lembra?
Eu: Ciao, buongiorno.
Comerciante: Ciao, cosa vuoi?
Eu: Ah, no lo so.. cosa c’è di buono oggi?
Comerciante: Allora, decide presto cosa prenderai perchè no ho molto tempo.
*minutos depois*
Comerciante: Scusi, ma di dov’è sei?
Eu: Sono brasiliana.
Comerciante (com outra cara totalmente diferente): Aaah, sei di Brasile?! Ma che bel paese! Di carnevale, di Ronaldinho, di ragazze belle. Senti, posso mostrarti tutto quello che vuoi. Accomodati qui, sì? Farò un desconto per te e vorrei che ritorni tutti i giorni, ok? Se vuoi qualcuni informazioni, puoi chiedere a me, va bene?
*depois disso não pára mais de falar e soltar sorrisos pra todos os lados*
Meu Deus, vocês não têm noção de como os italianos são brutos. Qualquer coisinha eles já tão morrendo de gritar e só faltam te bater. Mas é só falar que é do Brasil, que eles te dão tratamento super vip. Prometo como tô pra andar com uma plaquinha: sou brasileira. Ronaldinho, lembra?
terça-feira, 5 de agosto de 2008
Épocas.
Uma das coisas que mais odeio é ter que me despedir de alguém querido. Desde pequena tive que aprender a conviver com isso, mas sempre era uma vez aqui, outra acolá. Agora, aqui em Florença, isso já faz parte da minha rotina. Todo fim de semana, depois de alguma viagem muito boa, eu tenho que me despedir de alguém que gostei muito de passar algumas semanas junto. E no meio de tantos sentimentos confusos, isso me deixa assim, sei lá.
Dessa vez quem deixou Florença foi a Alejandra, uma mexicana. Super querida, um amor de pessoa. Parece que quando realmente me apego a alguém, só restam no máximo umas duas semanas pra essa pessoa ir embora. Isso é tão ruim, vocês não tem noção!
Tem épocas que a escola tá perfeita e que as companhias são as melhores. Você tem que escolher entre mil viagens que cada um está pensando em fazer e todas as noites são super agitadas. Outras vezes, você olha ao redor e não vê ninguém possível de conviver de verdade. Todos apenas colegas, que você cumprimenta, almoça junto e se encontras às 10h no Duomo. E aquelas outras pessoas que você mais quis que ficassem, já estão devidamente entregues em suas casas.
Aah, que eu não vejo a hora dessa época mudar de novo!
- Comprei uma bicicleta, uhu! As ruas e o trânsito de Florença são meus piores inimigos agora, mas eu prometo que ainda vou andar direitinho. hahaha. ;)
Beijos!
Dessa vez quem deixou Florença foi a Alejandra, uma mexicana. Super querida, um amor de pessoa. Parece que quando realmente me apego a alguém, só restam no máximo umas duas semanas pra essa pessoa ir embora. Isso é tão ruim, vocês não tem noção!
Tem épocas que a escola tá perfeita e que as companhias são as melhores. Você tem que escolher entre mil viagens que cada um está pensando em fazer e todas as noites são super agitadas. Outras vezes, você olha ao redor e não vê ninguém possível de conviver de verdade. Todos apenas colegas, que você cumprimenta, almoça junto e se encontras às 10h no Duomo. E aquelas outras pessoas que você mais quis que ficassem, já estão devidamente entregues em suas casas.
Aah, que eu não vejo a hora dessa época mudar de novo!
- Comprei uma bicicleta, uhu! As ruas e o trânsito de Florença são meus piores inimigos agora, mas eu prometo que ainda vou andar direitinho. hahaha. ;)
Beijos!
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Antes tarde do que nunca.
Só vim aqui pra dizer uma coisa: APRENDI A ANDAR DE BICICLETA! Em apenas um dia e sem cair nenhuma vez. auheuhauheuae Foi lindo! Depois ponho as fotos no orkut. Acho que agora só falta aprender a assoviar. hahaha
Ps.: prepare-se pra aumentar sua listinha de orgulhos, Gabi.
Ps.: prepare-se pra aumentar sua listinha de orgulhos, Gabi.
domingo, 3 de agosto de 2008
De tudo um pouco.
Uma palavra só é impossível pra descrever o que foi meu fim de semana. Posso dizer que senti de tudo um pouco nesses três últimos dias. Como sempre muito inconstante. Um minuto, uma palavra, um acontecimento, um olhar consegue mudar meu estado de espírito. E como ele anda mudando mais rapidamente agora, vocês não imaginam.
Diferente dos outros posts, não vou botar muitos detalhes nesse. Prefiro guardá-los comigo, mas vou fazer um resumo básico das coisas que aconteceram.
Fui pra Gênova com a Cah e a Alê. Elas são ótimas companhias e grande parte da minha felicidade foi devido à elas. Ao contrário do que pensávamos, Gênova não é nada, apenas um porto. A cidade só tem um aquário suuuper famoso, mas era muito caro e a gente não quis ir. Pra completar, o cara do albergue que a gente reservou era muito estranho e a gente ficou morrendo de medo de dormir lá. Juntando tudo, resolvemos pegar um trem e mudar de lugar. Fomos pra Chiavari, que também é em Gênova, mas não propriamente na cidade. Encontramos um hotel ótimo vizinho à praia e à estação e então estávamos feitas. Sexta e sábado renderam. Foi bom pra relaxar e sair da rotina de Florença.
Voltamos sábado pro jantar e depois todo mundo combinou de se encontrar no Duomo, às 10h. Ficamos um tempinho lá e depois o pessoal saiu pro Central Park, mas vim pra casa porque meu corpo implorava um descanso, só de pensar que no outro dia ia ter que se levantar às 7:30. Aliás, desde o dia que cheguei aqui, só acordei às 11h uma vez. Todas as outras vezes foram antes das 9h. Seja pra viagem ou escola. *note a disciplina da garota* aehaeuahe
Hoje fui pra Arezzo com a Cah e a Begün. Tava tendo uma feira de antigüidades muito boa. A gente andou nela todinha, mas já a cidade em si.. Tipo, ela é fofa e simpática, como todas as outras cidades pequenas da Itália. O problema tá ai: a Itália tá começando a ser toda igual. Prometo que não consigo mais ver igrejas e praças. Me refugio sempre nos parques e nos restaurantes, que nunca me canso. auehuahe Mas gostei de ter ido. A cidade é cheia de placas dizendo cenas do filme “A vida é bela” que foram gravadas lá. E como eu amei esse filme, foi bom ter conhecido. ;)
Hoje vou pra Fortezza.. é último dia que ela abre.
SAUDADE.
Em toda viagem de trem, com os fones no ouvido e com a imaginação bem longe, todos vocês daí sempre me vêem à mente. Não tem uma pessoa que escape. Todos são muito lembrados com bastante saudade. Eu tô a mais carente de todas nessa semana. Quero vocês aqui! Beijos.
Aah, novidade: a Cah comprou uma bicicleta e vai me ensinar a andar amanhã (é, eu não sei). auheuhuae Assim que aprender, compro uma. =D
Diferente dos outros posts, não vou botar muitos detalhes nesse. Prefiro guardá-los comigo, mas vou fazer um resumo básico das coisas que aconteceram.
Fui pra Gênova com a Cah e a Alê. Elas são ótimas companhias e grande parte da minha felicidade foi devido à elas. Ao contrário do que pensávamos, Gênova não é nada, apenas um porto. A cidade só tem um aquário suuuper famoso, mas era muito caro e a gente não quis ir. Pra completar, o cara do albergue que a gente reservou era muito estranho e a gente ficou morrendo de medo de dormir lá. Juntando tudo, resolvemos pegar um trem e mudar de lugar. Fomos pra Chiavari, que também é em Gênova, mas não propriamente na cidade. Encontramos um hotel ótimo vizinho à praia e à estação e então estávamos feitas. Sexta e sábado renderam. Foi bom pra relaxar e sair da rotina de Florença.
Voltamos sábado pro jantar e depois todo mundo combinou de se encontrar no Duomo, às 10h. Ficamos um tempinho lá e depois o pessoal saiu pro Central Park, mas vim pra casa porque meu corpo implorava um descanso, só de pensar que no outro dia ia ter que se levantar às 7:30. Aliás, desde o dia que cheguei aqui, só acordei às 11h uma vez. Todas as outras vezes foram antes das 9h. Seja pra viagem ou escola. *note a disciplina da garota* aehaeuahe
Hoje fui pra Arezzo com a Cah e a Begün. Tava tendo uma feira de antigüidades muito boa. A gente andou nela todinha, mas já a cidade em si.. Tipo, ela é fofa e simpática, como todas as outras cidades pequenas da Itália. O problema tá ai: a Itália tá começando a ser toda igual. Prometo que não consigo mais ver igrejas e praças. Me refugio sempre nos parques e nos restaurantes, que nunca me canso. auehuahe Mas gostei de ter ido. A cidade é cheia de placas dizendo cenas do filme “A vida é bela” que foram gravadas lá. E como eu amei esse filme, foi bom ter conhecido. ;)
Hoje vou pra Fortezza.. é último dia que ela abre.
SAUDADE.
Em toda viagem de trem, com os fones no ouvido e com a imaginação bem longe, todos vocês daí sempre me vêem à mente. Não tem uma pessoa que escape. Todos são muito lembrados com bastante saudade. Eu tô a mais carente de todas nessa semana. Quero vocês aqui! Beijos.
Aah, novidade: a Cah comprou uma bicicleta e vai me ensinar a andar amanhã (é, eu não sei). auheuhuae Assim que aprender, compro uma. =D
quinta-feira, 31 de julho de 2008
Um post patty e reivindicalista.
Hoje meu dia foi de compras. A maioria das lojas estavam em liqüidação, então eu, a Cah e a Alejandra fomos cumprir nosso papel de mulheres. =D Geeeente, era inacreditável todas as lojas chiquérrimas e caras com roupas por € 5 e bolsas e sapatos por € 10. Sério, ficamos bestas! Me realizei.. e é porque tô na época de vacas magras, mas mesmo assim deu pra morrer de me sentir num filme. Entrando em todas as lojas, experimentando todas as roupas e o mais importante: COMPRANDO! Nossa, bom demais.. renovei meu guarda-roupa.
Depois ainda comemos chocolate, ou seja, o dia não podia ter sido melhor. ahuehuahue
Amanhã vou pra Genova, a cidade que serviu de inspiração pros livros "O diário da princesa" e que foram feitas algumas filmagens pros filmes. Vou com a Cah e a Alê.. tô suuuper empolgada! Volto sábado à noite e domingo de manhã bem cedo vou pra Arezzo, uma cidade perto daqui que dizem que é super linda! E lá que foi filmado as cenas do filme "A vida é bela". ;~)
COSTUMES DIVERSOS.
Gente, quando cheguei aqui e vi que a maior parte do comércio fecha de 12h às 15h ou 16h, achei ridículo e não conseguia entender a lógica dessa loucura. Também achava absurdo não ter farmácias 24h e ônibus de madrugada. Depois de absorver mais o clima da cidade, comecei a captar certas coisas. Aqui as pessoas caminham sem pressa alguma pelas ruas, os empresários chiquérrimos que, no Brasil, se preocupam em ter um carro mais novo que o outro, em Florença, andam de bicicleta e ônibus, os transportes públicos não funcionam a partir de uma certa hora porque você pode voltar pra casa sem nenhuma preocupação às 2h da manhã, as lojas fecham depois do almoço porque ninguém tá preocupado em vender, vender, vender e somente vender. Eles simplesmente vivem além de trabalhar e respiram ao invés de se preocupar com tudo a todo momento. O capitalismo aqui tá em baixa, e quando me toquei de tudo isso, senti que a ridícula era eu por não aceitar esse tipo de coisa. Nossa, alguém pode avisar pro Brasil que o modelo americano não é o melhor do mundo?! Brigada.
Depois ainda comemos chocolate, ou seja, o dia não podia ter sido melhor. ahuehuahue
Amanhã vou pra Genova, a cidade que serviu de inspiração pros livros "O diário da princesa" e que foram feitas algumas filmagens pros filmes. Vou com a Cah e a Alê.. tô suuuper empolgada! Volto sábado à noite e domingo de manhã bem cedo vou pra Arezzo, uma cidade perto daqui que dizem que é super linda! E lá que foi filmado as cenas do filme "A vida é bela". ;~)
COSTUMES DIVERSOS.
Gente, quando cheguei aqui e vi que a maior parte do comércio fecha de 12h às 15h ou 16h, achei ridículo e não conseguia entender a lógica dessa loucura. Também achava absurdo não ter farmácias 24h e ônibus de madrugada. Depois de absorver mais o clima da cidade, comecei a captar certas coisas. Aqui as pessoas caminham sem pressa alguma pelas ruas, os empresários chiquérrimos que, no Brasil, se preocupam em ter um carro mais novo que o outro, em Florença, andam de bicicleta e ônibus, os transportes públicos não funcionam a partir de uma certa hora porque você pode voltar pra casa sem nenhuma preocupação às 2h da manhã, as lojas fecham depois do almoço porque ninguém tá preocupado em vender, vender, vender e somente vender. Eles simplesmente vivem além de trabalhar e respiram ao invés de se preocupar com tudo a todo momento. O capitalismo aqui tá em baixa, e quando me toquei de tudo isso, senti que a ridícula era eu por não aceitar esse tipo de coisa. Nossa, alguém pode avisar pro Brasil que o modelo americano não é o melhor do mundo?! Brigada.
quarta-feira, 30 de julho de 2008
Oi, Hi, Hola, Ciao, Salam, Merhaba.
O Yab segunda não foi tão bombante porque tava muuuito lotado e a gente não conseguia mexer um braço. Fomos embora cedo, mas, enfim.. só de se encontrar já foi bom. Foi tipo a América Latina em peso. Eu e mais duas pessoas do Brasil e uns 15 do México, Colômbia, Panamá e mil lugares onde falam espanhol.
Por falar nisso, minha cabeça vai entrar em choque com quatro línguas, sério. É falando italiano na escola, inglês com a maioria, português com os brasileiros e ouvindo - e aprendendo - espanhol direto. Eu tô naquele ponto de conjugar os verbos italianos na língua portuguesa. Vez ou outra sai fumacinha..
TERÇA.
Não fiz nada ontem. Foi meu primeiro dia ao léu. Depois da escola vim pra casa, dormi um pouco, estudei, jantei e dormi de novo. Foi morgante, mas eu tava super que precisando.
Pensei DEMAIS em cada um de vocês ai. Meu sonho era vê-los por um dia e depois voltar ao normal por aqui. ;~)
QUARTA.
Hoje, em compensação, o dia foi cheio. Depois da aula, vim correndo pra casa pegar meus tickets pra Pisa e fui com a Cah, Alejandra e a Ana. Gente, decepção total. A gente ficou de cara quando viu o tamanho daquela torre. É minúscula e a piazza é totalmente diferente do que eu imaginava. Sério, não tem nada demais. Outros lugares desconhecidos que eu fui aqui são muito melhores que lá, prometo. Pisa é o tipo de cidade que você vai pra tirar aquela foto básica e pra dizer: é, eu já fui pra lá.
Quando chegamos em Florença vim correndo pra casa comer e tomar banho pra depois ir ao Duomo. A gente ia pra Piazza Michelangelo, mas acabamos conhecendo um pessoal no Duomo e desistimos. Fomos pra um pub, mas quis voltar cedo pra casa. Enfim, minhas pernas e meus olhos estão implorando cama. Besos.
Por falar nisso, minha cabeça vai entrar em choque com quatro línguas, sério. É falando italiano na escola, inglês com a maioria, português com os brasileiros e ouvindo - e aprendendo - espanhol direto. Eu tô naquele ponto de conjugar os verbos italianos na língua portuguesa. Vez ou outra sai fumacinha..
TERÇA.
Não fiz nada ontem. Foi meu primeiro dia ao léu. Depois da escola vim pra casa, dormi um pouco, estudei, jantei e dormi de novo. Foi morgante, mas eu tava super que precisando.
Pensei DEMAIS em cada um de vocês ai. Meu sonho era vê-los por um dia e depois voltar ao normal por aqui. ;~)
QUARTA.
Hoje, em compensação, o dia foi cheio. Depois da aula, vim correndo pra casa pegar meus tickets pra Pisa e fui com a Cah, Alejandra e a Ana. Gente, decepção total. A gente ficou de cara quando viu o tamanho daquela torre. É minúscula e a piazza é totalmente diferente do que eu imaginava. Sério, não tem nada demais. Outros lugares desconhecidos que eu fui aqui são muito melhores que lá, prometo. Pisa é o tipo de cidade que você vai pra tirar aquela foto básica e pra dizer: é, eu já fui pra lá.
Quando chegamos em Florença vim correndo pra casa comer e tomar banho pra depois ir ao Duomo. A gente ia pra Piazza Michelangelo, mas acabamos conhecendo um pessoal no Duomo e desistimos. Fomos pra um pub, mas quis voltar cedo pra casa. Enfim, minhas pernas e meus olhos estão implorando cama. Besos.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Eu não quero mais deixar Florença!
Gente, aqui é tãããão bom, vocês não imaginam. Eu me sinto tão livre podendo andar nas ruas a qualquer hora do dia e da noite e não ter aquela nóia do perigo. Tipo, não tá fazendo nada (o que é difícil, mas tudo bem), pega o Ipod, o casaco e sai pelas ruas sem rumo. Todo dia eu descubro alguma coisa que ainda não tinha visto. Não existe cidade mais linda que essa. Toda esquina tem alguma estátua e todo bairro tem parques maravilhosos. Sempre tenho a impressão de que isso tudo não existe realmente e que é só feito pra turistas, de tanto que os detalhes são perfeitos.
Não tive dificuldade nenhuma pra me adaptar aqui. A energia da Itália se assemelha muito com a do Brasil. Todo mundo é muito simpático, alegre e prestativo. Fazer amigos nunca foi difícil (ainda mais aqui, que é só você perguntar: “di dov’è sei?”, que a conversa rola solta). Mil pessoas queridas vão embora toda semana, mas sempre tem outros que chegam pra acrescentar mais alguma coisa, nunca substituir.
E outra: passar pelo Duomo e pela Ponte Vecchio todos os dias, no caminho da escola, deixa a gente mal acostumada. Promeeeto como não quero mais deixar isso aqui.
CASA NOVA.
O lugar que eu tô morando agora é perfeito, eu ameeei. É perto do centro, tem duas meninas da escola morando comigo, a comida é boa, a família é legal, tem wirelles e um monte de gente mora aqui perto (dá pra rachar táxi nas voltas das festas). Vou ficar aqui nos dois meses que me restam.
ATUALIZAÇÕES.
Ontem ia pra San Gimignano, mas não tinha mais ônibus e nem trem, dai fomos pra Lucca, que era outra cidade que eu também queria conhecer. A parte principal da cidade é cercado por um muro gigante e lá dentro é tudo como filme, sério, aquilo não existe, prometo. Lucca é conhecida como a cidade das torres e das bicicletas. Pra onde você olha tem uma igreja com uma torre enorme do lado e milhões de pessoas pedalando nos parques que são liiindos, por sinal. Nossa, eu fiquei morrendo de inveja porque não sabia andar. aehauhe Ps.: a Cah disse que ia me ensinar, uhu. o/
Sábado de noite eu, a Ca e a Alê fomos apenas se encontrar no Duomo pra conversar e tomar sorvete. Domingo à noite levamos os mexicanos e colombianos pro restaurante brasileiro e eles ficaram LOUCOS com o churrasco e com a música. A gente já combinou de todos passarem o carnaval ai. =D
Hoje vamos pro Yab, um discopub irado que vai abrir pela última vez agora (um monte de lugar fecha no verão porque o lugar é no andar debaixo e muita gente passa mal de calor, mesmo tendo ar condicionado).
Ps.: Ontem descobri que tem um mexicano aqui que é best do Diego Luna. =O Ele disse isso na maior naturalidade, COMO ASSIM? Ainda falou depois: mês que vem vou abrir um cassino lá e o Diego vai.. se vocês quiserem ir, tão convidados. Cara, eu me canso de conviver com pessoas fora da minha realidade. auehuae
Não tive dificuldade nenhuma pra me adaptar aqui. A energia da Itália se assemelha muito com a do Brasil. Todo mundo é muito simpático, alegre e prestativo. Fazer amigos nunca foi difícil (ainda mais aqui, que é só você perguntar: “di dov’è sei?”, que a conversa rola solta). Mil pessoas queridas vão embora toda semana, mas sempre tem outros que chegam pra acrescentar mais alguma coisa, nunca substituir.
E outra: passar pelo Duomo e pela Ponte Vecchio todos os dias, no caminho da escola, deixa a gente mal acostumada. Promeeeto como não quero mais deixar isso aqui.
CASA NOVA.
O lugar que eu tô morando agora é perfeito, eu ameeei. É perto do centro, tem duas meninas da escola morando comigo, a comida é boa, a família é legal, tem wirelles e um monte de gente mora aqui perto (dá pra rachar táxi nas voltas das festas). Vou ficar aqui nos dois meses que me restam.
ATUALIZAÇÕES.
Ontem ia pra San Gimignano, mas não tinha mais ônibus e nem trem, dai fomos pra Lucca, que era outra cidade que eu também queria conhecer. A parte principal da cidade é cercado por um muro gigante e lá dentro é tudo como filme, sério, aquilo não existe, prometo. Lucca é conhecida como a cidade das torres e das bicicletas. Pra onde você olha tem uma igreja com uma torre enorme do lado e milhões de pessoas pedalando nos parques que são liiindos, por sinal. Nossa, eu fiquei morrendo de inveja porque não sabia andar. aehauhe Ps.: a Cah disse que ia me ensinar, uhu. o/
Sábado de noite eu, a Ca e a Alê fomos apenas se encontrar no Duomo pra conversar e tomar sorvete. Domingo à noite levamos os mexicanos e colombianos pro restaurante brasileiro e eles ficaram LOUCOS com o churrasco e com a música. A gente já combinou de todos passarem o carnaval ai. =D
Hoje vamos pro Yab, um discopub irado que vai abrir pela última vez agora (um monte de lugar fecha no verão porque o lugar é no andar debaixo e muita gente passa mal de calor, mesmo tendo ar condicionado).
Ps.: Ontem descobri que tem um mexicano aqui que é best do Diego Luna. =O Ele disse isso na maior naturalidade, COMO ASSIM? Ainda falou depois: mês que vem vou abrir um cassino lá e o Diego vai.. se vocês quiserem ir, tão convidados. Cara, eu me canso de conviver com pessoas fora da minha realidade. auehuae
sábado, 26 de julho de 2008
Aqui é cada vez melhor.
QUARTA.
De noite a gente foi pro Twice, um discopub daqui. Booom demais! Foi a galera toda e lá tava super animado. Me acabei de dançar e voltamos pra casa 4h da manhã.
QUINTA.
Depois de uma noite que merecia fazer você dormir no outro dia até depois de meio-dia, acordei às 8h pra fazer prova. Uhu! Ok, essas pequenas coisas a gente releva. ;) Pisa não rolou porque todo mundo tava morto e queríamos sair à noite pra fazer a despedida da Mari.. então resolvemos adiá-la mais uma vez. De tarde ficamos um pouco na escola conversando e ouvindo música baiana (ensinando os turcos e os americanos a gostarem disso). aehaeua Depois vim pra casa, arrumei um pouco da minha mala (pra mudar de casa), comi e me arrumei pra ir pra Fortezza. Lá tem restaurantes brasileiros maravilhoooosos, e a gente (eu, Cah, Mari e Lucas – brasileiros) fomos num rodízio perfeito! Eu quase não acreditei quando vi pão de queijo, feijoada, churrasco e maionese. Eu aaaamo a comida italiana, mas não tem coisa melhor que a brasileira não, ó. Depois de nos entupir bastante, escutar música MPB ao vivo e contar pros garçons (brasileiros, claro) como tá o Brasil, a gente deu uma volta na Fortezza e adivinha o que achamos? Uma churrascaria gaúcha com um telão passando o DVD da Ivete. Ficamos lá nos passando, morrendo de cantar e dançar. Todo mundo passava, olhava pro telão, pra gente e ficava com uma cara: quem é essa cantora, pelo amor de Deus? aehauhe Mas até que ela é um pouco conhecida aqui.. vai ter show dela em Roma, no próximo mês. ;)
Depois de tudo fomos pro Duomo encontrar o pessoal. Era a última noite de muita gente da escola, então tooodo mundo resolveu sair esse dia. A praça lotou só com a gente, parecia uma gangue. aehauhe Ficamos lá um pouquinho e depois foram pra um karaokê.. eu vim pra casa porque tinha que descansar pra viagem no outro dia. Enfim, foi ótimo, como sempre.
SEXTA.
Hoje foi o último dia de aula de um grupo de 30 turcos, da Mari (brasileira), da Nane (turca), da Brianna e da Marissa (americanas). Odeeio despedidas e todas minhas sextas tão sendo traumáticas só por causa disso. Tomara que chegue bastante gente nova na segunda.
Depois da aula, almoçamos e fomos pra estação pra pegar o ônibus pra Verona. Fui eu, a Cah (brasileiras), a Ana, a Alejandra (colombianas), a Brianna e a Marissa. A viagem de ida foi meio longa e enjoativa. 3h de ônibus fazendo um caminho cheio de curvas, depois de você ter comido uma pizza, não é nada bom. Argh. Mas, enfim, conhecer Verona valeu a pena DEMAIS. Eu não parava de pensar: caramba, tô no lugar onde aconteceu a história de Romeu e Julietaaaa! A cidade gira em torno disso.. tudo que se vende tem que ter alguma coisa deles dois e a casa da Julieta é sempre lotaaada! Muito, muito, muito linda mesmo.
De noite fomos pra uma Ópera chamada Carmen. Gente, é a coisa mais emocionante do mundo. Quando eu entrei na Arena, vi milhões de pessoas segurando uma velinha, a lua maravilhosa e aquele cenário da ópera, eu quis choraaar. E quando começou então, nem se fala. O espetáculo é sem explicação! Durou 4h, e eu dormi um pouquinho porque tava mor-ta, mas foi uma das coisas mais lindas que eu já vi na minha vida. As vozes, a trama, o cenário e a orquestra são INACREDITÁVEIS! Eu não parava de pensar: como assim, tô numa ópera em Verona? Cara, completamente fora da minha realidade. Isso é muito louco. Jamais vou esquecer disso.. e não vejo a hora de ver Fantasma da ópera em Londres. ;~)
SÁBADO.
Tô terminando minha mala e já já mudo de casa. Amanhã vou pra San Gimigniano com a Begün.. depois conto mais novidades, beijo.
De noite a gente foi pro Twice, um discopub daqui. Booom demais! Foi a galera toda e lá tava super animado. Me acabei de dançar e voltamos pra casa 4h da manhã.
QUINTA.
Depois de uma noite que merecia fazer você dormir no outro dia até depois de meio-dia, acordei às 8h pra fazer prova. Uhu! Ok, essas pequenas coisas a gente releva. ;) Pisa não rolou porque todo mundo tava morto e queríamos sair à noite pra fazer a despedida da Mari.. então resolvemos adiá-la mais uma vez. De tarde ficamos um pouco na escola conversando e ouvindo música baiana (ensinando os turcos e os americanos a gostarem disso). aehaeua Depois vim pra casa, arrumei um pouco da minha mala (pra mudar de casa), comi e me arrumei pra ir pra Fortezza. Lá tem restaurantes brasileiros maravilhoooosos, e a gente (eu, Cah, Mari e Lucas – brasileiros) fomos num rodízio perfeito! Eu quase não acreditei quando vi pão de queijo, feijoada, churrasco e maionese. Eu aaaamo a comida italiana, mas não tem coisa melhor que a brasileira não, ó. Depois de nos entupir bastante, escutar música MPB ao vivo e contar pros garçons (brasileiros, claro) como tá o Brasil, a gente deu uma volta na Fortezza e adivinha o que achamos? Uma churrascaria gaúcha com um telão passando o DVD da Ivete. Ficamos lá nos passando, morrendo de cantar e dançar. Todo mundo passava, olhava pro telão, pra gente e ficava com uma cara: quem é essa cantora, pelo amor de Deus? aehauhe Mas até que ela é um pouco conhecida aqui.. vai ter show dela em Roma, no próximo mês. ;)
Depois de tudo fomos pro Duomo encontrar o pessoal. Era a última noite de muita gente da escola, então tooodo mundo resolveu sair esse dia. A praça lotou só com a gente, parecia uma gangue. aehauhe Ficamos lá um pouquinho e depois foram pra um karaokê.. eu vim pra casa porque tinha que descansar pra viagem no outro dia. Enfim, foi ótimo, como sempre.
SEXTA.
Hoje foi o último dia de aula de um grupo de 30 turcos, da Mari (brasileira), da Nane (turca), da Brianna e da Marissa (americanas). Odeeio despedidas e todas minhas sextas tão sendo traumáticas só por causa disso. Tomara que chegue bastante gente nova na segunda.
Depois da aula, almoçamos e fomos pra estação pra pegar o ônibus pra Verona. Fui eu, a Cah (brasileiras), a Ana, a Alejandra (colombianas), a Brianna e a Marissa. A viagem de ida foi meio longa e enjoativa. 3h de ônibus fazendo um caminho cheio de curvas, depois de você ter comido uma pizza, não é nada bom. Argh. Mas, enfim, conhecer Verona valeu a pena DEMAIS. Eu não parava de pensar: caramba, tô no lugar onde aconteceu a história de Romeu e Julietaaaa! A cidade gira em torno disso.. tudo que se vende tem que ter alguma coisa deles dois e a casa da Julieta é sempre lotaaada! Muito, muito, muito linda mesmo.
De noite fomos pra uma Ópera chamada Carmen. Gente, é a coisa mais emocionante do mundo. Quando eu entrei na Arena, vi milhões de pessoas segurando uma velinha, a lua maravilhosa e aquele cenário da ópera, eu quis choraaar. E quando começou então, nem se fala. O espetáculo é sem explicação! Durou 4h, e eu dormi um pouquinho porque tava mor-ta, mas foi uma das coisas mais lindas que eu já vi na minha vida. As vozes, a trama, o cenário e a orquestra são INACREDITÁVEIS! Eu não parava de pensar: como assim, tô numa ópera em Verona? Cara, completamente fora da minha realidade. Isso é muito louco. Jamais vou esquecer disso.. e não vejo a hora de ver Fantasma da ópera em Londres. ;~)
SÁBADO.
Tô terminando minha mala e já já mudo de casa. Amanhã vou pra San Gimigniano com a Begün.. depois conto mais novidades, beijo.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Super feliz.
Segunda à noite eu, a Nane e a Mariana (ainda não falei dela pra vocês.. é uma brasileira da escola que conheci essa semana, mas que já vai embora sábado) fomos pro Yab, uma boate, e foi óóótimo! Antes passamos num pub porque o Yab só abria 12:00. Minha pretensão e da Nane era pegar o último ônibus pra voltar pra casa, às 12:30, mas gostamos TANTO do lugar que resolvemos pegar o de 4h mesmo. Gente, mil vezes eu senti uma sensação de: “caramba, pessoas diferentes e lugares diferentes.. isso era tudo que eu queria”. E essa noite se transformou nesse tudo que eu sempre quis. As meninas são super animadas e a gente dançou até morrer. A música também ajudou.. não dava pra morgar em nenhuma. Mas umas 3:30 não tinha mais quem agüentasse. Sentamos um pouco pra ver o estilo do pessoal daqui. Me senti num clip da MTV, sério. aehauhe Um monte de negão com o boné de lado e uma blusa gigantesca, milhões de pattys com um corte de cabelo estiloso e o olho super maquiado .. me senti tão normal no meio daquilo tudo que deu uma vontade enorme de me mudar toda!
Ah, um detalhe: chegamos na estação 4:30 e vimos que o primeiro ônibus era só às 6:15. Não tínhamos mais dinheiro pro táxi e o único jeito era esperar. A Mari foi pra casa (que a dela é perto) e eu e a Nane ficamos na estação 2h morrendo de frio, sono e fome. O cansaço era taaanto que a gente não conseguia nem reclamar de nada.. só ríamos. Era cômico, parecíamos duas faveladas com olheiras do tamanho do mundo, cabelos super desarrumadas e roupas amassadas. aehauheae Teve um cara que até foi dar um pão pra gente.. caramba, situação pra nunca mais ser esquecida.
SEGUNDA.
Chegamos em casa às 6:45, dormimos quase nada, acordamos 8h e fomos pra escola. O cansaço era enorme, mas eu nem tava com tanto sono. Depois do almoço, esperei a aula da Nane acabar (ela tem alguns dias à tarde também) pra depois irmos pro Duomo. Maaas, quando chegamos lá fomos barradas porque eu tava de decote e a Nane de short. Uhu! Voltamos pra casa e eu dormi das 6h até 7h da manhã. Pra vocês terem noção, nem o jantar foi motivo suficiente pra eu acordar.
TERÇA.
Acordei renovada, totalmente outra pessoa. Depois da escola*, almocei e fui à Piazza Michelangelo com a Brianna, Marissa e a Ana. Lá é bem alto e dá pra ver Florença inteira. É até melhor que Fiesole e Setignano (que fui segunda), porque é mais perto e tem comércio. Lindo, lindo! Depois voltei pra casa pra estudar um pouco porque amanhã tenho prova.
*A escola tá ótima! O pessoal que tá lá agora é muito gente boa. Antes era cheio de grupinhos, mas agora todo mundo resolveu se juntar e eu tô amando. Não falamos italiano porque o nível de cada um é super diferente, e o inglês acaba sendo a solução nessas horas. No fim das contas tô aprendendo os dois (e isso me fez acabar com a pequena dúvida que eu tinha do que era melhor: Europa ou Austrália). Enfim, somos um grupo enorme de brasileiros, americanos, belgos, turcos, mexicanos, colombianos e espanhóis. Todo dia a gente sai de tarde e de noite. Tô amando!
Hoje vou ao Twice, um discopub, e amanhã, depois da escola, vou à Pisa com a Mari, o Lucas e a Ana.
Ps.: mudo de casa sábado. \o/
Ps. 2: tô pensando em pôr um piercing na língua. =D Beeijo!
Ah, um detalhe: chegamos na estação 4:30 e vimos que o primeiro ônibus era só às 6:15. Não tínhamos mais dinheiro pro táxi e o único jeito era esperar. A Mari foi pra casa (que a dela é perto) e eu e a Nane ficamos na estação 2h morrendo de frio, sono e fome. O cansaço era taaanto que a gente não conseguia nem reclamar de nada.. só ríamos. Era cômico, parecíamos duas faveladas com olheiras do tamanho do mundo, cabelos super desarrumadas e roupas amassadas. aehauheae Teve um cara que até foi dar um pão pra gente.. caramba, situação pra nunca mais ser esquecida.
SEGUNDA.
Chegamos em casa às 6:45, dormimos quase nada, acordamos 8h e fomos pra escola. O cansaço era enorme, mas eu nem tava com tanto sono. Depois do almoço, esperei a aula da Nane acabar (ela tem alguns dias à tarde também) pra depois irmos pro Duomo. Maaas, quando chegamos lá fomos barradas porque eu tava de decote e a Nane de short. Uhu! Voltamos pra casa e eu dormi das 6h até 7h da manhã. Pra vocês terem noção, nem o jantar foi motivo suficiente pra eu acordar.
TERÇA.
Acordei renovada, totalmente outra pessoa. Depois da escola*, almocei e fui à Piazza Michelangelo com a Brianna, Marissa e a Ana. Lá é bem alto e dá pra ver Florença inteira. É até melhor que Fiesole e Setignano (que fui segunda), porque é mais perto e tem comércio. Lindo, lindo! Depois voltei pra casa pra estudar um pouco porque amanhã tenho prova.
*A escola tá ótima! O pessoal que tá lá agora é muito gente boa. Antes era cheio de grupinhos, mas agora todo mundo resolveu se juntar e eu tô amando. Não falamos italiano porque o nível de cada um é super diferente, e o inglês acaba sendo a solução nessas horas. No fim das contas tô aprendendo os dois (e isso me fez acabar com a pequena dúvida que eu tinha do que era melhor: Europa ou Austrália). Enfim, somos um grupo enorme de brasileiros, americanos, belgos, turcos, mexicanos, colombianos e espanhóis. Todo dia a gente sai de tarde e de noite. Tô amando!
Hoje vou ao Twice, um discopub, e amanhã, depois da escola, vou à Pisa com a Mari, o Lucas e a Ana.
Ps.: mudo de casa sábado. \o/
Ps. 2: tô pensando em pôr um piercing na língua. =D Beeijo!
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Novidades.
DOMINGO.
Cinque Terre é linda, mas todas as praias aqui se parecem. São todas maravilhosas, mas sempre a mesma coisa: você anda em mil ruas pequenas pra chegar até o mar, deita na areia (ou muitas vezes, pedras) e observa o mar e as casinhas coloridas de sempre. aehauhe Mas, enfim, eu gostei de lá. Fui com um grupo que se chama Florence for fun e é aberto pra todas as escolas de língua italiana de Florença. Fui com mais duas meninas da escola e lá conhecemos mais um monte de gente. Os guias eram super gente boa e o dia foi exaustivo! Da primeira à terceira cidade a gente foi a pé, da terceira à quarta pegamos um trem e da quarta à quinta um ferry. A primeira cidade é super romântica. Tem uma parte que se chama Via dell’ amore, e as paredes são cheias de frases, corações, cadeiras de duas pessoas se beijando e cadeados simbolizando a eternidade do amor dos casais que passam por lá (a mesma coisa que eu já falei aqui que tem na Ponte Vecchio). Todas as cinco cidades são muito pequenas, estilosas e simpáticas.. gostei.
CASA.
Eu vou mudar mesmo. Me sinto um pouco mal pela mulher que mora aqui, porque ela trata a gente bem, mas não dá. Além de ser super longe de tudo (é 45 minutos da escola), não tem NADA na vizinhança (restaurante, mercadinhos, farmácia, nada!) e eu não bati com a mulher. Apesar dela ser boa, é estranha. Não depila o braço (imaginem), tem o cabelo estilo dread, fuma maconha como se bebesse água, liga pra escola pra saber se a gente foi e se a gente for pra cozinha, ela vai atrás, se formos pra sala, ela também vai. Só não vai ao banheiro também por que enfim, né? Tem mais duas meninas aqui morando comigo. Uma turca de 18 anos e uma austríaca de 29. A turca, Nane, é super legal.. a gente é amiga da escola antes de eu vir morar aqui, mas a austríaca não pára de perguntar um minuto e olha pra gente como se fossemos extra terrestres. Agora a parte ruim: a Nane vai embora sexta e só vai ficar eu, a hippie e a esquisita. Rola não, prometo.
HOJE.
Depois da aula, eu, a Nane e a Begün fomos à Fiesole. Uma cidade pequena aqui do lado de Florença que é bem fofa. A gente subiu uma montanha que dava pra ver Florença inteira, lindo, lindo. Depois fomos à Settignano, uma outra cidade que é depois da nossa casa. A Emília, mulher que mora aqui em casa, disse que lá era tudo lindo, mas a gente não viu nada. Só tem uma praça e uma sorveteria, uhu. Agora vamos dormir um pouco, porque de noite vamos pra um pub.
Ps.: eu pensava que Fortaleza era uma cidade agitada e que só morava gente que gostava de festa.. até descobrir Florença. Gente, todos os dias são uns cinco lugares pra gente ir. E pra não perder tempo decidindo, a gente vai pros cinco. =D
Beijos.
Cinque Terre é linda, mas todas as praias aqui se parecem. São todas maravilhosas, mas sempre a mesma coisa: você anda em mil ruas pequenas pra chegar até o mar, deita na areia (ou muitas vezes, pedras) e observa o mar e as casinhas coloridas de sempre. aehauhe Mas, enfim, eu gostei de lá. Fui com um grupo que se chama Florence for fun e é aberto pra todas as escolas de língua italiana de Florença. Fui com mais duas meninas da escola e lá conhecemos mais um monte de gente. Os guias eram super gente boa e o dia foi exaustivo! Da primeira à terceira cidade a gente foi a pé, da terceira à quarta pegamos um trem e da quarta à quinta um ferry. A primeira cidade é super romântica. Tem uma parte que se chama Via dell’ amore, e as paredes são cheias de frases, corações, cadeiras de duas pessoas se beijando e cadeados simbolizando a eternidade do amor dos casais que passam por lá (a mesma coisa que eu já falei aqui que tem na Ponte Vecchio). Todas as cinco cidades são muito pequenas, estilosas e simpáticas.. gostei.
CASA.
Eu vou mudar mesmo. Me sinto um pouco mal pela mulher que mora aqui, porque ela trata a gente bem, mas não dá. Além de ser super longe de tudo (é 45 minutos da escola), não tem NADA na vizinhança (restaurante, mercadinhos, farmácia, nada!) e eu não bati com a mulher. Apesar dela ser boa, é estranha. Não depila o braço (imaginem), tem o cabelo estilo dread, fuma maconha como se bebesse água, liga pra escola pra saber se a gente foi e se a gente for pra cozinha, ela vai atrás, se formos pra sala, ela também vai. Só não vai ao banheiro também por que enfim, né? Tem mais duas meninas aqui morando comigo. Uma turca de 18 anos e uma austríaca de 29. A turca, Nane, é super legal.. a gente é amiga da escola antes de eu vir morar aqui, mas a austríaca não pára de perguntar um minuto e olha pra gente como se fossemos extra terrestres. Agora a parte ruim: a Nane vai embora sexta e só vai ficar eu, a hippie e a esquisita. Rola não, prometo.
HOJE.
Depois da aula, eu, a Nane e a Begün fomos à Fiesole. Uma cidade pequena aqui do lado de Florença que é bem fofa. A gente subiu uma montanha que dava pra ver Florença inteira, lindo, lindo. Depois fomos à Settignano, uma outra cidade que é depois da nossa casa. A Emília, mulher que mora aqui em casa, disse que lá era tudo lindo, mas a gente não viu nada. Só tem uma praça e uma sorveteria, uhu. Agora vamos dormir um pouco, porque de noite vamos pra um pub.
Ps.: eu pensava que Fortaleza era uma cidade agitada e que só morava gente que gostava de festa.. até descobrir Florença. Gente, todos os dias são uns cinco lugares pra gente ir. E pra não perder tempo decidindo, a gente vai pros cinco. =D
Beijos.
sábado, 19 de julho de 2008
Oi. ;)
Ontem, sexta-feira, nao fiz nada demais. Fui pra escola, andei por perto de casa pra tirar umas fotos e arrumei minha mala. Meu dia, praticamente, se resumiu a isso. Nao to muito empolgada pra nada, muito menos pra mudar de casa.
--
Hoje, assim que acordei, vim pra nova casa. A Valeys tinha que viajar e eu nao queria atrapalhar o horario. Cheguei, botei minhas coisas no lugar e fui escrever. A mulher que mora aqui é meio hippie.. a casa é toda meio paz e amor (mas nao num estilo fofo, é uma coisa mais to nos anos 70 meeeesmo). Ela me trata bem, mas é esquisita, sei la, nao bateu. A vizinhança é conhecida como uma das mais bonitas da cidade. Tem um castelo, que é uma casa privada, liiiindo, e a vista é incrivel. Ta, mas isso nao foi o suficiente pra me fazer gostar daqui. Gente, a casa é muuuuuito longe de tudo, voces nao tem noçao. Aqui do lado tem uma placa escrito Florença e um X em cima, que quer dizer que acabou a cidade. Sério, é meu carma, em qualquer lugar do mundo, morar longe de tudo. Odeeeeeio isso! Enfim, vou esperar mais uns dias pra ver como é o clima aqui. Por enquanto vou aproveitar o que tenho de bom e depois, qualquer coisa, peço pra mudar.
Hoje à noite vou pra uma praça aqui perto que da pra ver a cidade toda. Amanha, bem cedinho, vou à Cinque Terre. Ouvi falar super bem de la. Depois conto tudo por aqui.
Ah, tem uma menina da escola morando aqui comigo, mas ela ja vai embora sexta. Tem uma austriaca tambem, mas ela tem 29 anos e ta estudando italiano pra ser professora, por isso nao gosta de sair e nao tem o mesmo estilo de vida que o da gente.
Ps.: aqui nao tem wirelles, por isso, tenho que usar o computador daqui. O teclado é todo doido, e eu ainda nao descobri alguns acentos (por isso o post ta assim).
Beijos!
--
Hoje, assim que acordei, vim pra nova casa. A Valeys tinha que viajar e eu nao queria atrapalhar o horario. Cheguei, botei minhas coisas no lugar e fui escrever. A mulher que mora aqui é meio hippie.. a casa é toda meio paz e amor (mas nao num estilo fofo, é uma coisa mais to nos anos 70 meeeesmo). Ela me trata bem, mas é esquisita, sei la, nao bateu. A vizinhança é conhecida como uma das mais bonitas da cidade. Tem um castelo, que é uma casa privada, liiiindo, e a vista é incrivel. Ta, mas isso nao foi o suficiente pra me fazer gostar daqui. Gente, a casa é muuuuuito longe de tudo, voces nao tem noçao. Aqui do lado tem uma placa escrito Florença e um X em cima, que quer dizer que acabou a cidade. Sério, é meu carma, em qualquer lugar do mundo, morar longe de tudo. Odeeeeeio isso! Enfim, vou esperar mais uns dias pra ver como é o clima aqui. Por enquanto vou aproveitar o que tenho de bom e depois, qualquer coisa, peço pra mudar.
Hoje à noite vou pra uma praça aqui perto que da pra ver a cidade toda. Amanha, bem cedinho, vou à Cinque Terre. Ouvi falar super bem de la. Depois conto tudo por aqui.
Ah, tem uma menina da escola morando aqui comigo, mas ela ja vai embora sexta. Tem uma austriaca tambem, mas ela tem 29 anos e ta estudando italiano pra ser professora, por isso nao gosta de sair e nao tem o mesmo estilo de vida que o da gente.
Ps.: aqui nao tem wirelles, por isso, tenho que usar o computador daqui. O teclado é todo doido, e eu ainda nao descobri alguns acentos (por isso o post ta assim).
Beijos!
quinta-feira, 17 de julho de 2008
O primeiro péssimo dia.
Como vocês já puderam perceber pelo título, hoje não foi meu dia, definitivamente!
Depois da aula, resolvi ir à minha nova casa pra ver como era, onde tinha que parar, etc. Resumo da ópera (porque ela é grande): não validei meu ticket do ônibus, e, pela primeira vez que eu tô aqui, os fiscais entraram pra ver quem tava com o ticket ou não. Eu fingi que não falava italiano, tentei mostrar outro bilhete, me fiz de desentendida, mas não teve outro jeito.. tive que pagar 45 euros de multa. O pior é que eu não tinha dinheiro na hora e eles me fizeram descer num lugar que eu não tinha a mínima idéia onde era, pra parar no banco e pegar dinheiro. Me trataram super mal e um ainda queria me levar pra polícia porque eu não tava com o passaporte. Eu morri de chorar na frente dele, mas o cara não era nenhum pouco sensível. Ai chegou outro perguntando de onde eu era, eu disse e ele concordou que eu "só" pagasse e não precisava ir à polícia. Gente, foi horrííível!
Tá, pra completar, depois me deixaram lá no banco e eu a mais perdida de todas. Depois de mil anos, quando encontrei a casa, as coisas só pioraram. O lugar não é longe, é muuuuuuuuuuuuuuuito longe (quase fora de Florença), as gêmeas moram em outra cidade e a casa é horrível. Eu não entrei, só vi por fora, mas já deu pra perceber. Uma menina da escola já morou lá e disse que não gostou. Vou ver realmente como é no sábado e qualquer coisa, já falo segunda-feira com a escola pra tentar mudar.
Juntando tudo isso com minha TPM e com meu último fim de semana, eu quis pegar o primeiro vôo pro Brasil e jamais voltar aqui. Mas as coisas já se acalmaram e agora tô melhor. Nada como falar com a família nessas horas. :)
Pra não dizer que meu dia foi o mais perdido (literalmente) de todos, de noite eu saí com umas meninas da escola. A gente foi pra Fortezza Fiera. É como se fosse um Centro de Convenções, só que beeeeeeeem maior que o daí, ao ar livre e tem de tudo! Restaurantes (brasileiros, argentinos, peruanos, mexicanos e italianos), feirinha de brincos, roupas, perfumes, doce e tudo o que você puder imaginar, pubs, boates, patinação no gelo, mini parque de diversões, gelaterias, shopping e shows. Resumindo: é o paraíso!
Enfim, é isso. Se essa viagem fosse transformada em um gráfico, ia ser o que tem mais altos e baixos em uma pequena parcela de tempo, certeza. Beijos.
Depois da aula, resolvi ir à minha nova casa pra ver como era, onde tinha que parar, etc. Resumo da ópera (porque ela é grande): não validei meu ticket do ônibus, e, pela primeira vez que eu tô aqui, os fiscais entraram pra ver quem tava com o ticket ou não. Eu fingi que não falava italiano, tentei mostrar outro bilhete, me fiz de desentendida, mas não teve outro jeito.. tive que pagar 45 euros de multa. O pior é que eu não tinha dinheiro na hora e eles me fizeram descer num lugar que eu não tinha a mínima idéia onde era, pra parar no banco e pegar dinheiro. Me trataram super mal e um ainda queria me levar pra polícia porque eu não tava com o passaporte. Eu morri de chorar na frente dele, mas o cara não era nenhum pouco sensível. Ai chegou outro perguntando de onde eu era, eu disse e ele concordou que eu "só" pagasse e não precisava ir à polícia. Gente, foi horrííível!
Tá, pra completar, depois me deixaram lá no banco e eu a mais perdida de todas. Depois de mil anos, quando encontrei a casa, as coisas só pioraram. O lugar não é longe, é muuuuuuuuuuuuuuuito longe (quase fora de Florença), as gêmeas moram em outra cidade e a casa é horrível. Eu não entrei, só vi por fora, mas já deu pra perceber. Uma menina da escola já morou lá e disse que não gostou. Vou ver realmente como é no sábado e qualquer coisa, já falo segunda-feira com a escola pra tentar mudar.
Juntando tudo isso com minha TPM e com meu último fim de semana, eu quis pegar o primeiro vôo pro Brasil e jamais voltar aqui. Mas as coisas já se acalmaram e agora tô melhor. Nada como falar com a família nessas horas. :)
Pra não dizer que meu dia foi o mais perdido (literalmente) de todos, de noite eu saí com umas meninas da escola. A gente foi pra Fortezza Fiera. É como se fosse um Centro de Convenções, só que beeeeeeeem maior que o daí, ao ar livre e tem de tudo! Restaurantes (brasileiros, argentinos, peruanos, mexicanos e italianos), feirinha de brincos, roupas, perfumes, doce e tudo o que você puder imaginar, pubs, boates, patinação no gelo, mini parque de diversões, gelaterias, shopping e shows. Resumindo: é o paraíso!
Enfim, é isso. Se essa viagem fosse transformada em um gráfico, ia ser o que tem mais altos e baixos em uma pequena parcela de tempo, certeza. Beijos.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Só mais um post.
Ciao, pessoas. I have news for you!
Mudo pra minha nova casa no sábado. Além de uma mulher de 41 anos, tem duas gêmeas de 20 anos cada. Me empolguei com elas duas.. tomara que tudo se pareça como quando tinha a Dana e a Amanda aqui. ;~)
Conheci umas pessoas bem legais na escola. Na minha sala só tem mongol mesmo, mas nas outras não. Ontem, eu, uma colombiana, uma mexicana e duas turcas, fomos pro Central Park, uma boate que tem aqui. Pausa pra falar da boate: GENTE, POR QUE EU NÃO FUI A ESSE LUGAR ANTES? (Liana, não é aquela de dois andares.. eu ainda não descobri onde é essa). Sério, o lugar é enorme, ao ar livre, cheio de coqueiros que te faz imaginar estar no Hawai e com uma iluminação colorida iraaada! A gente conheceu um monte de gente e dentre as mil pessoas, claro que tinha que ter brasileiro, né? E, por coincidência, eram da escola. Adorei, de verdade. Toda terça e quinta estaremos bombando lá. \o/
Hoje, depois da aula, fomos à praia. Foi bom, mas não teve nada demais. O grupo que eu fui não é muito animado. Mas não foi um dia perdido.. tentei pensar por esse lado.
De frente pro mar, com um sol na temperatura ideal e fones de ouvido nos seus devidos lugares, uma lágrima rolou pelo rosto e eu desejei, mais do que nunca, que minhas três primeiras semanas aqui acontecessem novamente. Dessa vez não senti revolta, foi mais uma tristeza mesmo. O Tim, a Dana e o Rob tão tentando voltar em setembro pra passarem um mês aqui. Isso não é certo, mas mesmo que seja, eu sei que não vai ser a mesma coisa. De repente, um sentimento de agradecimento extremo me invadiu por inteiro. O que eu vivi nesse período foi o melhor presente que Deus poderia me dar. Acabou, mas aconteceu. E é nessa mistura de felicidade por ter vivido e tristeza por ter acabado que eu me encontro agora. Foi como um sonho que eu esqueci de desligar o despertador pra não acordar mais.
Ok, preciso dormir! Saída no dia anterior + aula às 9h + praia o dia inteiro = UMA PESSOA MORTA! Beeijo.
Mudo pra minha nova casa no sábado. Além de uma mulher de 41 anos, tem duas gêmeas de 20 anos cada. Me empolguei com elas duas.. tomara que tudo se pareça como quando tinha a Dana e a Amanda aqui. ;~)
Conheci umas pessoas bem legais na escola. Na minha sala só tem mongol mesmo, mas nas outras não. Ontem, eu, uma colombiana, uma mexicana e duas turcas, fomos pro Central Park, uma boate que tem aqui. Pausa pra falar da boate: GENTE, POR QUE EU NÃO FUI A ESSE LUGAR ANTES? (Liana, não é aquela de dois andares.. eu ainda não descobri onde é essa). Sério, o lugar é enorme, ao ar livre, cheio de coqueiros que te faz imaginar estar no Hawai e com uma iluminação colorida iraaada! A gente conheceu um monte de gente e dentre as mil pessoas, claro que tinha que ter brasileiro, né? E, por coincidência, eram da escola. Adorei, de verdade. Toda terça e quinta estaremos bombando lá. \o/
Hoje, depois da aula, fomos à praia. Foi bom, mas não teve nada demais. O grupo que eu fui não é muito animado. Mas não foi um dia perdido.. tentei pensar por esse lado.
De frente pro mar, com um sol na temperatura ideal e fones de ouvido nos seus devidos lugares, uma lágrima rolou pelo rosto e eu desejei, mais do que nunca, que minhas três primeiras semanas aqui acontecessem novamente. Dessa vez não senti revolta, foi mais uma tristeza mesmo. O Tim, a Dana e o Rob tão tentando voltar em setembro pra passarem um mês aqui. Isso não é certo, mas mesmo que seja, eu sei que não vai ser a mesma coisa. De repente, um sentimento de agradecimento extremo me invadiu por inteiro. O que eu vivi nesse período foi o melhor presente que Deus poderia me dar. Acabou, mas aconteceu. E é nessa mistura de felicidade por ter vivido e tristeza por ter acabado que eu me encontro agora. Foi como um sonho que eu esqueci de desligar o despertador pra não acordar mais.
Ok, preciso dormir! Saída no dia anterior + aula às 9h + praia o dia inteiro = UMA PESSOA MORTA! Beeijo.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
O amor vai sempre ser amor..
em qualquer lugar, em qualquer lugar.
Conversando com a Valeys, depois do jantar, senti como se estivéssemos falando a mesma língua. Ela me contava histórias do atual namorado e do ex. O italiano misturado com o inglês me soava como meu bom e velho português.
Em três semanas que estive aqui, escutei e vi situações amorosas de muitos tipos. Relações de ilusão, amores platônicos, casais apaixonados, atitudes de timidez, corações partidos e juras de amor eterno. Em todos esses momentos me senti em casa. Quando o assunto é amor, tudo é igual no mundo inteiro. Todas as histórias, mágoas e desejos são sentidos e vividos da mesma forma. Nessa hora, a língua falada pode ser qualquer uma.. todos vão compreender o que está sendo dito. É que ainda não inventaram outra forma de comunicar aquilo que o coração precisa dizer.
--
Meu dia foi, na medida do possível, bom. Pra falar a verdade, melhor do que eu esperava. Acordei mais cedo pra poder fazer o caminho "estação - escola" mais devagar. Precisava prestar atenção nos detalhes que Florença ainda não tinha conseguido me mostrar, e ver nessas novidades algo que me fortalecesse pra um novo período aqui. Foi uma experiência boa.. uma parte de mim foi renovada. É como se meu pedaço que foi embora pros EUA junto com as meninas tivesse voltado. Ficaram lembranças boas e elas me fazem sorrir, do nada, quase todas as horas do meu dia. De vez em quando bate uma vontade de estar junto que chega a doer no meu peito. Mas é isso.. devagarzinho a gente vai indo.
Beijo, pessoas. Apesar de tudo, estou bem, de verdade. Não desejo voltar, só dar um abraço em cada um de vocês que está lendo isso aqui. Sintam-se beijados e acarinhados por mim.
Conversando com a Valeys, depois do jantar, senti como se estivéssemos falando a mesma língua. Ela me contava histórias do atual namorado e do ex. O italiano misturado com o inglês me soava como meu bom e velho português.
Em três semanas que estive aqui, escutei e vi situações amorosas de muitos tipos. Relações de ilusão, amores platônicos, casais apaixonados, atitudes de timidez, corações partidos e juras de amor eterno. Em todos esses momentos me senti em casa. Quando o assunto é amor, tudo é igual no mundo inteiro. Todas as histórias, mágoas e desejos são sentidos e vividos da mesma forma. Nessa hora, a língua falada pode ser qualquer uma.. todos vão compreender o que está sendo dito. É que ainda não inventaram outra forma de comunicar aquilo que o coração precisa dizer.
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Meu dia foi, na medida do possível, bom. Pra falar a verdade, melhor do que eu esperava. Acordei mais cedo pra poder fazer o caminho "estação - escola" mais devagar. Precisava prestar atenção nos detalhes que Florença ainda não tinha conseguido me mostrar, e ver nessas novidades algo que me fortalecesse pra um novo período aqui. Foi uma experiência boa.. uma parte de mim foi renovada. É como se meu pedaço que foi embora pros EUA junto com as meninas tivesse voltado. Ficaram lembranças boas e elas me fazem sorrir, do nada, quase todas as horas do meu dia. De vez em quando bate uma vontade de estar junto que chega a doer no meu peito. Mas é isso.. devagarzinho a gente vai indo.
Beijo, pessoas. Apesar de tudo, estou bem, de verdade. Não desejo voltar, só dar um abraço em cada um de vocês que está lendo isso aqui. Sintam-se beijados e acarinhados por mim.
domingo, 13 de julho de 2008
Sábado, 12 de julho.
Era intangível, de tão longe que esse dia parecia estar.
Hoje Florença amanheceu mais quente, mas não dava pra sentir o calor. O café da manhã, tão esperado de todos os dias, não tinha mais aquele gosto bom. E as andanças pela cidade, já não tinham o mesmo clima.
Nenhuma das três conseguiu dormir essa noite. Levantaram às 9h, saíram pela cidade atrás de um caixa eletrônico e depois resolveram sentar naquela praça que era tão familiar. Nenhuma palavra conseguiria traduzir os sentimentos daquele momento, mas as lágrimas e a falta de sorriso se encarregaram disso. Voltaram pra casa e duas delas foram obrigadas a se despedir de uma.
"Ciao bella bionda". O que a Valeys sempre falava cabia direitinho pra a Amanda. Metade de mim foi com ela.
Todas queriam que o tempo parasse ou voltasse. A idéia de que a distância ia começar a agir, parecia, a cada minuto, pior ainda. Um sentimento de despertenciamento tomou conta delas. Aquela cidade já não tinha mais sentido sem as três juntas. Agora, só restava esperar o tempo ditar a hora que ia acontecer a outra despedida. Enquanto isso, foram ao mercado e aproveitaram pra tomar o último gelato. Elas sabiam como isso ia fazer falta!
Algumas últimas arrumações.. laptop dentro da bolsa, escova de dentes no seu devido lugar e mala fechada. Alguns objetos foram deixados porque já não havia mais espaço. Eles vão pertencer agora à última menina que deixará a casa, e, para ela, cada um deles vai ser uma certeza de que isso tudo não foi um sonho.
Antes de chegar no aeroporto, pegaram um amigo que também estava prestes a se despedir de Florença. No táxi, as últimas histórias foram contadas e a saudade antecipada não parava de aumentar. Frases como "I don't wanna leave", "I hate America", "Florence is the best place to live", "I'll try to come back in September, trust me", "Please, don't leave me alone", eram repetidas a cada minuto.
Na fila do check-in os três se olhavam não acreditando no que estava acontecendo. Todos os momentos foram intensos e bons demais pra acabar tão rápido assim. Três semanas que pareceram anos, de tantas viagens realizadas, de tantas coisas feitas juntos e de tantos sentimentos vividos. Apesar de ninguém querer acreditar, os minutos estavam contados, e a Itália já não poderia mais ser o cenário para nossas travessuras. Lugares como Califórnia, Nova York, Carolina do Norte e Peru esperavam ansiosos a chegada de seus moradores.
Última foto, último abraço, últimas palavras, mas não últimas lágrimas. Ver Dana e Tim partindo não foi nada fácil pra menina que esperava o ônibus de volta. Minha outra parte que sobrava foi com eles dois.
Ouvindo todas as músicas que lembravam seus momentos juntos, ela chegou na estação e foi andando sem rumo. Por fora, transparecia ser alguém decidida e que conhecia aquela cidade como a palma da mão. Mas por trás dos óculos escuros, estavam as lágrimas que caiam incontrolavelmente, sendo uma forma de transbordação dos sentimentos que se encontravam presos dentro dela. Já não cabia mais saudade dentro daquele coração. A andança sem rumo durou um pouco de tempo, e quando ela se deu conta de si, estava deitada na praça perto de casa. Naquela mesma praça que tinha passeado de manhã com as pessoas que mais queria estar agora.
Hoje ela acordou ao lado de duas pessoas que jamais desejaria se separar. E nesse mesmo dia, tendo o mesmo sentimento, elas se separaram e vão dormir cada uma no seu canto. Com o pensamento no mesmo lugar, mas em lugares totalmente opostos. Eu amo vocês, irmãs.
Hoje Florença amanheceu mais quente, mas não dava pra sentir o calor. O café da manhã, tão esperado de todos os dias, não tinha mais aquele gosto bom. E as andanças pela cidade, já não tinham o mesmo clima.
Nenhuma das três conseguiu dormir essa noite. Levantaram às 9h, saíram pela cidade atrás de um caixa eletrônico e depois resolveram sentar naquela praça que era tão familiar. Nenhuma palavra conseguiria traduzir os sentimentos daquele momento, mas as lágrimas e a falta de sorriso se encarregaram disso. Voltaram pra casa e duas delas foram obrigadas a se despedir de uma.
"Ciao bella bionda". O que a Valeys sempre falava cabia direitinho pra a Amanda. Metade de mim foi com ela.
Todas queriam que o tempo parasse ou voltasse. A idéia de que a distância ia começar a agir, parecia, a cada minuto, pior ainda. Um sentimento de despertenciamento tomou conta delas. Aquela cidade já não tinha mais sentido sem as três juntas. Agora, só restava esperar o tempo ditar a hora que ia acontecer a outra despedida. Enquanto isso, foram ao mercado e aproveitaram pra tomar o último gelato. Elas sabiam como isso ia fazer falta!
Algumas últimas arrumações.. laptop dentro da bolsa, escova de dentes no seu devido lugar e mala fechada. Alguns objetos foram deixados porque já não havia mais espaço. Eles vão pertencer agora à última menina que deixará a casa, e, para ela, cada um deles vai ser uma certeza de que isso tudo não foi um sonho.
Antes de chegar no aeroporto, pegaram um amigo que também estava prestes a se despedir de Florença. No táxi, as últimas histórias foram contadas e a saudade antecipada não parava de aumentar. Frases como "I don't wanna leave", "I hate America", "Florence is the best place to live", "I'll try to come back in September, trust me", "Please, don't leave me alone", eram repetidas a cada minuto.
Na fila do check-in os três se olhavam não acreditando no que estava acontecendo. Todos os momentos foram intensos e bons demais pra acabar tão rápido assim. Três semanas que pareceram anos, de tantas viagens realizadas, de tantas coisas feitas juntos e de tantos sentimentos vividos. Apesar de ninguém querer acreditar, os minutos estavam contados, e a Itália já não poderia mais ser o cenário para nossas travessuras. Lugares como Califórnia, Nova York, Carolina do Norte e Peru esperavam ansiosos a chegada de seus moradores.
Última foto, último abraço, últimas palavras, mas não últimas lágrimas. Ver Dana e Tim partindo não foi nada fácil pra menina que esperava o ônibus de volta. Minha outra parte que sobrava foi com eles dois.
Ouvindo todas as músicas que lembravam seus momentos juntos, ela chegou na estação e foi andando sem rumo. Por fora, transparecia ser alguém decidida e que conhecia aquela cidade como a palma da mão. Mas por trás dos óculos escuros, estavam as lágrimas que caiam incontrolavelmente, sendo uma forma de transbordação dos sentimentos que se encontravam presos dentro dela. Já não cabia mais saudade dentro daquele coração. A andança sem rumo durou um pouco de tempo, e quando ela se deu conta de si, estava deitada na praça perto de casa. Naquela mesma praça que tinha passeado de manhã com as pessoas que mais queria estar agora.
Hoje ela acordou ao lado de duas pessoas que jamais desejaria se separar. E nesse mesmo dia, tendo o mesmo sentimento, elas se separaram e vão dormir cada uma no seu canto. Com o pensamento no mesmo lugar, mas em lugares totalmente opostos. Eu amo vocês, irmãs.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Clima de despedida.
O que foi a noite de ontem? Caraaaaaamba! Eu queria todos os meus dias desse mesmo jeito que aconteceu. A gente foi pra um pub que tinha karaokê e eu não tenho como definir a comédia que foi. Eu tinha que cantar as músicas em inglês, os americanos em português e todo mundo em italiano. EU NUNCA RI TANTO NA MINHA VIDA! A gente não queria ir embora nunca mais.. foi tãão bom! Depois de um mês tendo essas saídas todos os dias, eu prometo como não sei como vou viver sem. Gente, eu preciso levar os pubs daqui pro Brasil! Pre-ci-so!
--
No class today! Não deu pra acordar. Botei despertador, mas não ouvi e quando abri os olhos o relógio marcava 11:30. =x Ok, perdi dois dias de aula nessa semana, mas isso não vai mais acontecer, já que não vou ter mais como sair todos os dias. Nesse fim de semana recupero tudo que perdi e aproveito pra economizar dinheiro (não viajando).
Ainda de manhã, eu, Amanda, Dana, Wendy e Tim fomos pra Galleria
degli Uffizzi. =O Não tem como descrever aquilo! É liiiiindo e enoooooorme. Caramba, vocês imaginam o que é ver quadros que, no seu mundo, só existem nos livros? Você passa a vida ouvindo falar das obras de Michelangelo, de Leonardo Da Vinci, etc, mas tem uma hora que você nem liga mais, de tanto que só ouve falar. Agora imagina você indo a um museu que tem mil e um quadros de artistas famosos. Era tãão emocionante e, ao mesmo tempo, tão estranho, olhar pra uma obra e ver em baixo escrito: Leonardo Da Vinci. Tipo, como assim? É o verdadeiro? Ele mesmo? Sério, dá vontade de gritar.
Parênteses: todo mundo tinha um passe livre da escola pra entrar no museu, mas eu não (porque a deles é outra universidade), então, teoricamente, eu tinha que pagar 10 euros e pegar uma fila ENOOOOOORME, que demorava mil séculos pra andar. Ai a gente fez a maior máfia. Eu ainda não entendi como as coisas aconteceram, mas eu consegui entrar junto com eles, sem pagar e sem pegar fila. A Dana mandou eu fingir que tava procurando meu passe na bolsa e dizer que não tinha achado. Mas antes de eu dizer qualquer coisa, ela já tinha pegado meu ingresso. Foi tudo rápido e eu não podia perguntar nada porque o pessoal do museu ia perceber. Mas, enfim.. conseguimos. =D
Depois fomos no centro comprar mais alguns presentes pras famílias da Dana e da Amanda e depois voltamos pra casa. Elas começaram a fazer a mala e só nessa hora que começou a cair minha ficha. ELAS VÃO EMBORA! Tchau saídas perfeitas, tchau brincadeiras nas paradas de ônibus, tchau amigos americanos, tchau conversas todas as noites, tchau acordar e ter duas pessoas da sua idade pra falar qualquer coisa, tchau pro começo da minha viagem que foi a mais perfeita que eu podia ter na minha vida. Sério, tô tão triste. Dei pra cada uma delas um porta retrato com uma foto nossa e uma cartinha agradecendo por tudo e relembrando tudo que a gente viveu aqui. Elas me deram um livrinho todo enfeitado, cheio de fotos, desenhos e frases. A gente chorou taaaaaanto. Elas não querem ir de jeito nenhum e eu não quero mais viver sem elas por nada nesse mundo. O clima aqui em casa tá horrível. A gente acabou de ter nosso último jantar e ninguém conseguia comer, de tanto chorar.
Tenho que ir porque vou me arrumar pra nossa última saída. ;~
--
No class today! Não deu pra acordar. Botei despertador, mas não ouvi e quando abri os olhos o relógio marcava 11:30. =x Ok, perdi dois dias de aula nessa semana, mas isso não vai mais acontecer, já que não vou ter mais como sair todos os dias. Nesse fim de semana recupero tudo que perdi e aproveito pra economizar dinheiro (não viajando).
Ainda de manhã, eu, Amanda, Dana, Wendy e Tim fomos pra Galleria
degli Uffizzi. =O Não tem como descrever aquilo! É liiiiindo e enoooooorme. Caramba, vocês imaginam o que é ver quadros que, no seu mundo, só existem nos livros? Você passa a vida ouvindo falar das obras de Michelangelo, de Leonardo Da Vinci, etc, mas tem uma hora que você nem liga mais, de tanto que só ouve falar. Agora imagina você indo a um museu que tem mil e um quadros de artistas famosos. Era tãão emocionante e, ao mesmo tempo, tão estranho, olhar pra uma obra e ver em baixo escrito: Leonardo Da Vinci. Tipo, como assim? É o verdadeiro? Ele mesmo? Sério, dá vontade de gritar.
Parênteses: todo mundo tinha um passe livre da escola pra entrar no museu, mas eu não (porque a deles é outra universidade), então, teoricamente, eu tinha que pagar 10 euros e pegar uma fila ENOOOOOORME, que demorava mil séculos pra andar. Ai a gente fez a maior máfia. Eu ainda não entendi como as coisas aconteceram, mas eu consegui entrar junto com eles, sem pagar e sem pegar fila. A Dana mandou eu fingir que tava procurando meu passe na bolsa e dizer que não tinha achado. Mas antes de eu dizer qualquer coisa, ela já tinha pegado meu ingresso. Foi tudo rápido e eu não podia perguntar nada porque o pessoal do museu ia perceber. Mas, enfim.. conseguimos. =D
Depois fomos no centro comprar mais alguns presentes pras famílias da Dana e da Amanda e depois voltamos pra casa. Elas começaram a fazer a mala e só nessa hora que começou a cair minha ficha. ELAS VÃO EMBORA! Tchau saídas perfeitas, tchau brincadeiras nas paradas de ônibus, tchau amigos americanos, tchau conversas todas as noites, tchau acordar e ter duas pessoas da sua idade pra falar qualquer coisa, tchau pro começo da minha viagem que foi a mais perfeita que eu podia ter na minha vida. Sério, tô tão triste. Dei pra cada uma delas um porta retrato com uma foto nossa e uma cartinha agradecendo por tudo e relembrando tudo que a gente viveu aqui. Elas me deram um livrinho todo enfeitado, cheio de fotos, desenhos e frases. A gente chorou taaaaaanto. Elas não querem ir de jeito nenhum e eu não quero mais viver sem elas por nada nesse mundo. O clima aqui em casa tá horrível. A gente acabou de ter nosso último jantar e ninguém conseguia comer, de tanto chorar.
Tenho que ir porque vou me arrumar pra nossa última saída. ;~
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