domingo, 30 de novembro de 2008

A empolgação em pessoa!

Não que eu esteja dizendo alguma novidade, mas Paris é MA-RA-VI-LHO-SA! Tô encantada com tudo. Museus, crepes, ruas, monumentos.. Se tivesse praia, seria a cidade mais perfeita do mundo!

Adorei cada minuto que eu passei aqui. Fiquei em albergues ótimos e conheci pessoas muuuito gente boa de mil lugares desse mundo – Espanha, Chile, Nova Zelândia, Estados Unidos, Turquia e Romênia. Falando assim, até parece que nada deu errado, né? Mas deu. Passei uns apertos grandes em relação à língüa e à localização, mas nada que não tivesse um jeito depois do desespero.

Ia passar mais tempo na França, mas pra todos os lugares que eu queria ir, nenhum tinha vaga no hostel. Daí resolvi deixar pra conhecer essas cidades no fim de dezembro e ir pra Espanha agora. Nesse exato momento tô com um aperto grande de deixar Paris e todas as pessoas que conheci aqui (e que não sei se eu vou encontrar outra vez na vida), mas, misturado com esse sentimento, tem uma ansiedade louca querendo conhecer a Espanha.

Primeira cidade vai ser “só” BARCELONA! Tô indo pra lá em poucas horas.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

O sul da França.

Meu tempo em Nice foi maravilhoso! A própria cidade é muito linda. Praia, sol, frio, parques, montanhas, cachoeiras, gente chique e comida boa. Fazia tempo que eu não tinha tudo isso de uma vez só.

Ainda hospedada em Nice, viajei pra três lugares pertinhos: Mônaco, Cannes e Aix-en-Provence. Mônaco é um sonho! Parece irreal, de tão absurda que a beleza é. Sem falar das milhões de Ferraris, Cassinos e hotéis elegantes. Cidade de ator de Hollywood mesmo.

Cannes, por sua vez, já é bem parecido com Nice. Também bastante bonita e chique, mas acho que só deve ter graça mesmo em maio, quando acontece o festival de cinema.

Aix-en-Provence foi uma das cidades que mais ouvi falar, só que não me surpreendeu muito. Mesmo não tendo sido uma das minhas viagens preferidas, preciso admitir que a Cours Mirabeau, a rua principal de lá, é uma das mais bonitas que eu já vi. Tendo como componentes árvores enormes, casinhas de madeira, cafés franceses, lojas típicas e estátuas peculiares, a rua chama bastante atenção de quem a visita.

Minha primeira impressão da França foi muito boa e acho que isso só tende a melhorar. Principalmente porque a próxima cidade é, nada mais, nada menos, que Paris. Darei notícias. Beijos!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Final de Dublin, começo da França.

O balanço da minha passagem na Irlanda foi bom. A cidade do Bono, definitivamente, não é uma das mais bonitas da Europa, mas conhecer a faculdade em que o Oscar Wilde estudou, ir aos famosos Irish pubs e visitar a fábrica da Guinness é realmente empolgante e divertido. A companhia também ajudou bastante. Vou sentir falta dos meus dias irlandeses.

Mudando logo de país, ESTOU NA FRANÇA! Mais exatamente em Nice. Eu tava super nervosa em relação a duas coisas:

1) Passar na imigração;
2) Como me comunicar com as pessoas, já que não sei uma gota de francês e eles odeiam o inglês.

Foi só chegar pra toda preocupação acabar. A imigração foi mais que tranqüila. O cara não fez nenhuma pergunta e mal olhou pra minha cara. Só pegou o passaporte e carimbou. Quase que eu dou um abraço nele de tão aliviada que fiquei. Em relação à língüa, todo mundo fala (e adora quem chega falando) italiano. Fiquei tão feliz quando percebi isso!

Cheguei morta da viagem, mas ainda fui andar pela cidade. Não deu pra conhecer muita coisa, porque tudo aqui fecha às 4:30, 5h (é, eles são bem vagabundos), mas já deu pra perceber como é lindo. E sabe o que eu vi hoje? SOL! Querem mais? PRAIA! Isso é uma raridade tão grande aqui, vocês não têm noção.

Ps.: EU QUERO APRENDER FRANCÊS! Depois do italiano, não existe língüa mais linda que essa, meu Deus!

domingo, 16 de novembro de 2008

Vamos atrás de cachorrinhos.

Era uma vez um paulista que se formou em ecologia e foi tentar ganhar uma grana em Londres. Ele arranjou um trabalho em uma pizzaria e ficou se sustentando nessa base. Vida meio pacata..

Um dia, quando estava sem fazer nada em casa, apareceu um cachorro que veio da rua. Eles se observaram, mas sem nenhuma reação do homem, o cãozinho foi embora. Depois de um tempo ele voltou e o cara resolveu dar uma passeada com ele. Era um típico dia londrino - céu cinza, pessoas correndo, frio batendo no rosto e parques bem verdes. De repente, pára um carro do lado e alguém grita:

- Esse cachorro é meu! Me devolve.. blá, blá, blá.

O cara, super tranqüilo, foi explicar a situação toda e o dono foi se acalmando. Conversa vai, conversa vem, o paulista acabou soltando que era brasileiro e, de cara, recebeu um convite pra passar dois meses na Amazônia, sendo tradutor pra um documentário da National Geographic. =O

Fazer pizza ou ir pra mata? Ele não pensou duas vezes. Em uma semana já tava do lado dos índios, fazendo o que mais gostava e ganhando 5 mil pounds pra traduzir sua língua de origem pra outra que, pra ele, era mais fácil ainda.

Hoje em dia ele voltou pra Europa, mas ao invés de ser um pizzaiolo escravo, ele e tá viajando por todo canto.. cheio de histórias pra contar e grana pra gastar. Tudo por causa de um cachorro que fugiu de casa.

*História de um cara que conheci aqui em Dublin. Achei impressionante. Uma sorte inexplicável!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Em Dublin.

Acordei 4h da manhã pra pegar meu vôo de Londres pra Dublin. No caminho do aeroporto lembrei que tinha esquecido o ticket do avião e minha passagem de trem pra viajar na Europa - dois documentos importantíssimos pra passar na imigração. Fiquei desesperada e comecei a chorar sozinha. Aí uma menina sentou do meu lado e a gente conversou um pouco. Ela era colombiana, mas tava fazendo faculdade na Itália. Eu falei que tinha morado um tempo lá e, automaticamente, a gente começou a falar italiano. Isso me deu uma sensação de estar em casa tão grande, que todas as minhas preocupações foram por água a baixo. Resultado: conheci uma menina super legal, voltei a falar italiano e depois descobri que meus documentos tavam comigo, mas em outra mala.

Então, cheguei em Dublin e deu tudo certo. Passei na imigração sem problemas e, quando saí, a Nathy já tava me esperando no aeroporto. É tããão bom e, ao mesmo tempo, tão estranho tá aqui na Europa com ela.

A gente já fez compras, saímos pra balada, comemos até morrer e conhecemos boa parte da cidade. Ah, aqui parece demais com Londres. Muuuuita coisa é totalmente igual, fiquei besta.

É isso. Tô aqui e tô adorando. Depois conto mais novidades.

domingo, 9 de novembro de 2008

Cheers!

Foram dois meses que eu oscilei da pior das tristezas à extrema felicidade. Eu quis fugir por revolta, sumir por desespero, parar no tempo por alegria, voltar alguns meses por saudade, me esconder por vergonha, chorar por solidão, abraçar o mundo por acolhimento, gritar pra desabafar, beijar pra acalmar, chorar por estar sem chão e se isolar pra se encontrar.

Essa cidade me fez passar por tudo que já senti nessa vida. Minha inconstância de humor nunca esteve tão presente; característica responsável por me fazer acordar pensando que esse era o pior lugar do mundo e dormir com a vontade de morar aqui pra sempre.

Londres não faz questão de acolher quem chega, mas promete momentos intensos e inesquecíveis pra quem tiver um pouco de paciência e força de vontade. Com muito tapa na cara, ela me ensinou coisas incríveis, me ajudou a crescer moralmente, me viu passando por uma fase única e me mostrou, aos poucos, o seu charme incomparável com o resto do mundo.

Hoje, relembrando tudo que passei aqui, me sinto bem mais forte e amadurecida em relação ao meu primeiro dia na Inglaterra. Foi um estágio superado pra começar um outro plano. Saio daqui deixando algumas marcas espalhadas e carregando um pedaço dos lugares e das pessoas que conheci. Valeu demais!

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Programa de inglês.

Em 5 de novembro de algum ano aí, alguém foi inventar de explodir as tais Houses of Parliament. Antes disso acontecer, a polícia descobriu, prendeu e matou o cara. Pronto, fim da história. Nada demais – olhando pelo lado que cada semana descobrem um suspeito de terrorista aqui em Londres.

Mas os britânicos, ao invés de comemorarem algo mais interessante, resolveram criar o Bonfire Night pra relembrar que o Parlamento não foi explodido. O negócio é o seguinte: todo mundo vai pra uma praça ver 20 minutos de fogos. Êêêêê. Pronto, depois pode ir pra casa.

Gente, eu fiquei com tanta raiva! O metrô tava insuportavelmente lotado – por causa dessa comemoraçãozinha, diga-se de passagem. O calor tava infernal e a cada estação subia mais gente se enfiando por onde já não dava mais. Nada muito diferente do Paranjana às 6h da tarde. O caminho que normalmente faço em 15 min, demorou 1h e 20 min. Chego na praça, vejo os fogos e pronto. Como assim? Não tinha nem uma musiquinha pra animar, acreditem. A gente olhava pro lado e só tinham os ingleses vendo os fogos (com caras de babaca) e batendo palma. Tempo depois todo mundo voltava pra casa morto de feliz. Peeeeeeelo amooooooor de Deeeeeeus, alguém ensina o que é festa de verdade, gente!

Tá, no mais, eu tô amando minha rotina, que de rotina não tem nada. Meus dias nunca tiveram tão lotados. Tô que não páro um minuto. Nunca vi pessoa pra mais odiar o ócio do que eu. Ah, como vou sentir falta disso aqui.

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Sábado eu dormi..

6h da manhã; com um carimbo no braço; com uma pulseirinha no outro; com um zumbido no ouvido; com muita dor nas pernas; na minha casa número dois; sem dinheiro; com fome, mas com preguiça de fazer alguma coisa; com uma foto com o Seu Jorge; com a meia toda molhada da chuva; lembrando de tudo que tinha acontecido; com a mesma roupa da festa; querendo que o dia se repetisse inúmeras vezes.

Domingo eu levantei e..

Já eram 2h da tarde; acordei a Sophie e o Paulinho; tava com mais fome ainda; fui direto pro KFC comprar a maior promoção de todas; fiquei desejando uma praia; pensei em ir pra casa; morguei o dia todo; descobri uma coisa que me tirou do sério; torci pelo Massa; quis quebrar a tv oito segundos antes de acabar a corrida; fiquei com as companhias que queria durante a semana inteira; fui pra casa às 9h da noite.

Mesmo morta de cansada, com o dia escurecendo às 4h da tarde e sem uma praia pra relaxar, meu fim de semana foi o melhor presente depois de cinco dias querendo sumir de Londres.