Ontem eu vi o musical Dirty Dancing. Perfeito é pouco pra descrever o que foi aquilo. É muuuuuuuuuuuuuuuuuuito lindo! Deu de mil a zero no Fantasma da Ópera. A produção, os atores e a empolgação do público eram totalmente diferentes. Amei demais! E ainda conheci um casal polonês super gente boa. Eles ficaram loucos quando eu disse que era do Brasil. A mulher disse que era o sonho dela conhecer o Rio, que amava samba, que já tinha comido feijoada, etc e tal. Sei que eles ficaram tão empolgados, que me deram e-mail, telefone e tudo mais pra, um dia, eu visitar a casa deles na Polônia. aheaua
Ontem de tarde fui no Tate Modern, um museu de coisas modernas, na catedral St. Paul’s, onde a princesa Diana se casou, e hoje eu fui no National History Museum, que eu não dava nada quando entrei, mas virei fã quando saí. Ele é gigante (passei 3h lá e não consegui ver tudo), existem salas sobre todos os assuntos que a gente imagina e não imagina, e ainda é de graça (a maioria dos museus aqui são). Saí de lá com vontade de ver todos os museus britânicos. Maravilhoso!
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Neeeeeeeeeeeeeeve!
O horário de inverno começou no domingo, e a própria estação também não deixou por menos. Hoje de tarde choveu granizo e eu me senti a mais matuta de todas vendo aquele gelo caindo em cima de mim. Como se já não fosse o bastante, agora de noite tá nevando. Gente, é tão lindo. Eu tô toda empacotada do lado do aquecedor, quase virando um boneco de neve, mas achando a minha janela branca a coisa mais perfeita de todas! ;~)
No mais, meu passe de trem pra viajar na Europa chegou. =D E isso só me deu mais vontade de sair correndo pelo mundo. Aaaai, só de pensar que em duas semanas eu vou tá morrendo de viajar pelos cantos me dá um frio imenso na barriga. Muito, muito, muito feliz.
Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.
Amyr Klink
No mais, meu passe de trem pra viajar na Europa chegou. =D E isso só me deu mais vontade de sair correndo pelo mundo. Aaaai, só de pensar que em duas semanas eu vou tá morrendo de viajar pelos cantos me dá um frio imenso na barriga. Muito, muito, muito feliz.
Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar do calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.
Amyr Klink
sábado, 25 de outubro de 2008
Era melhor do que nunca.
Todos os momentos dessas últimas duas semanas me fizeram AMAR Londres. Não importava o que fosse, com as companhias que eu tinha qualquer programa se tornava divertido. Ir no Madame Tussauds e não saber o que é gente e o que é boneco, fazer book de fotos na frente do Parlamento, jogar cartas e dominó mexicano até de madrugada, levar bronca da vizinha por ter colocado a música nas alturas na noite anterior, passear em Camden, fazer faxina na casa, ir no London Eye e se sentir como turista, comer sushi até todo mundo bodar, fazer piquenique no parque e não comprar nenhuma comida, ir na Harrods tomar café e acabar indo pro Starbucks (por não ter dinheiro), ficar na tensão com as visitas da sala, bater na zona 6 e sair correndo pra fiscalização não pegar nosso ticket que era só até a zona 3, entrar num lugar pensando que ia esquiar na neve e sair tendo apenas patinado no gelo, etc
Tudo valeu tanto a pena, que todo meu sofrimento passado aqui fez o favor de ser apagado da minha memória. Depois de tanto tapa na cara, Londres tinha que se desculpar de alguma forma; e não existia uma melhor do que essa.
Maaaas, como em tudo existe um porém, ontem duas pessoas (que foram super responsáveis pela minha alegria de ultimamente), foram embora, deixando todo mundo na maior saudade. Eu não tô naquela depressão, exatamente por já tá acostumada com a situação, mas de vez em quando bate uma tristeza que vem junto com a vontade de querer voltar no tempo. No geral, tô muito feliz por sair de Londres gostando daqui. ;~)
“De repente toda a mágica se acabou
E na nossa casinha apertada
Tá faltando graça, tá sobrando espaço”
Bailarina e soldado de chumbo – Teatro mágico
Tudo valeu tanto a pena, que todo meu sofrimento passado aqui fez o favor de ser apagado da minha memória. Depois de tanto tapa na cara, Londres tinha que se desculpar de alguma forma; e não existia uma melhor do que essa.
Maaaas, como em tudo existe um porém, ontem duas pessoas (que foram super responsáveis pela minha alegria de ultimamente), foram embora, deixando todo mundo na maior saudade. Eu não tô naquela depressão, exatamente por já tá acostumada com a situação, mas de vez em quando bate uma tristeza que vem junto com a vontade de querer voltar no tempo. No geral, tô muito feliz por sair de Londres gostando daqui. ;~)
“De repente toda a mágica se acabou
E na nossa casinha apertada
Tá faltando graça, tá sobrando espaço”
Bailarina e soldado de chumbo – Teatro mágico
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Com o sorriso de um lado a outro.
Como eu queria que Londres parasse no tempo, que ninguém fosse embora e que minha rotina continuasse como tem sido nesses últimos dias. Fiz tanta, tanta, tanta coisa que não tive nem tempo de vir dar as caras por aqui.
Quando cheguei nessa loucura, me sentia ameaçada por tudo e todos. Qualquer lugar que eu estava me fazia mal. Aos poucos, me acostumei com o clima da cidade e resolvi olhá-la de outro jeito. Agora, aquelas mesmas situações que me deixavam constrangida e outras novas que ainda surgem, me dão uma sensação de fortaleza que logo se transforma em felicidade por estar conseguindo se virar em tudo. Como isso me conforta!
Enfim, tô aproveitando cada segundo final em Londres (dia 10 vou pra Dublin). Hoje tive uma sensação de que mesmo morrendo de saudades, sem a família e os amigos de sempre por perto e todos os outros contratempos que eu não preciso citar, eu tô no lugar certo e no momento mais certo ainda.
Quando cheguei nessa loucura, me sentia ameaçada por tudo e todos. Qualquer lugar que eu estava me fazia mal. Aos poucos, me acostumei com o clima da cidade e resolvi olhá-la de outro jeito. Agora, aquelas mesmas situações que me deixavam constrangida e outras novas que ainda surgem, me dão uma sensação de fortaleza que logo se transforma em felicidade por estar conseguindo se virar em tudo. Como isso me conforta!
Enfim, tô aproveitando cada segundo final em Londres (dia 10 vou pra Dublin). Hoje tive uma sensação de que mesmo morrendo de saudades, sem a família e os amigos de sempre por perto e todos os outros contratempos que eu não preciso citar, eu tô no lugar certo e no momento mais certo ainda.
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Mind the gap.
Esses dias tô me sentindo gente. Comprei a semana de passe de metrô, ao invés de ônibus. Meu Deus, isso que é primeiro mundo. Andando de ônibus, eu economizava 10 pounds, mas perdia o dia inteiro no trânsito. Com o tube, tenho a sensação que meu dia tem mais de 24h. Chegar do outro lado da cidade em menos de 20 min não é coisa do meu mundo. Tô pegando tanto underground que quando vou dormir, me vem à mente a voz da mulher falando: mind the gap, mind the gap, mind the gap.
No mais, as coisas tão melhorando por aqui. Não sei se fui eu que me abri mais ou se Londres resolveu ir com a minha cara. Não importa.. apesar de ainda não ser uma Itália da vida, tô me divertindo por essas bandas. Realmente, não existe nada com que o ser humano não se acostume.
No mais, as coisas tão melhorando por aqui. Não sei se fui eu que me abri mais ou se Londres resolveu ir com a minha cara. Não importa.. apesar de ainda não ser uma Itália da vida, tô me divertindo por essas bandas. Realmente, não existe nada com que o ser humano não se acostume.
sábado, 11 de outubro de 2008
Meu primeiro post feliz em Londres.
Vocês não vão acreditar, mas ontem foi um dia que me fez pensar: droga, só tenho mais um mês na Inglaterra.
Eu tô mais enturmada com o pessoal da escola. Ninguém sai mais correndo depois que acaba aula, todo mundo resolveu se abrir mais. Daí ontem o professor chamou a gente pra ir num pub perto dali (nota-se que ele não é inglês, né? é canadense). Se eu disser que foi ótimo, tô mentindo. Foi perfeito! A gente vai tentar fazer isso todas as sextas. E, ah meu Deus, só tenho mais quatro.
E pra voltar pra casa? Já tinha passado da meia-noite e os metrôs já tinham fechado, daí peguei o primeiro ônibus que demorou séculos, desci na Oxford e fiquei esperando, esperando, esperando, esperando, esperando o outro. Falando no celular com a Gabi e nem me tocando de quanto tempo já tinha passado sem o ônibus vir. Ai, uns 40 min depois, veio uma brasileira perguntando pra onde eu ia, porque o ônibus dela tava em greve e ela não sabia voltar pra casa. Fiquei morrendo de pena da bichinha e fui tentar ajudá-la. Conversa vai, conversa vem, eu fiquei com pena de mim porque descobri que meu ônibus também estava fora de serviço. Lindo! 1:30 da manhã e a Tatiana no meio da Oxford Street com uns quatro brasileiros que já tinham se juntado a nós quando ouviram o nosso desespero em uma língua conhecida. Daí resolvemos pegar um ônibus que ia pra Marble Arch e de lá resolveríamos o que fazer.
No fim das contas, esses brasileiros pegaram um táxi de lá, mas não tinha nem perigo de eu pegar e pagar o olho da cara. O que me salvou foram dois egípcios que eu conheci nesse ônibus. Eles desceram na minha parada, perguntaram pra Deus e o mundo como eu poderia chegar em casa, descobriram um ônibus que não tava em greve e que parava lá perto, esperaram um tempão comigo até ele chegar e depois foram pra casa. Mais dois anjos pra colocar na minha lista.
Sei que foi isso. Prometo como não sei como cheguei em casa, porque desci numa parada que jamais tinha visto em toda minha vida, mas sai andando e meu apartamento apareceu do nada na minha frente.
Fui dormir morta de feliz. Se eu tivesse ido embora de Londres, me arrependeria pra sempre. Era só um dia desses que eu queria.
Eu tô mais enturmada com o pessoal da escola. Ninguém sai mais correndo depois que acaba aula, todo mundo resolveu se abrir mais. Daí ontem o professor chamou a gente pra ir num pub perto dali (nota-se que ele não é inglês, né? é canadense). Se eu disser que foi ótimo, tô mentindo. Foi perfeito! A gente vai tentar fazer isso todas as sextas. E, ah meu Deus, só tenho mais quatro.
E pra voltar pra casa? Já tinha passado da meia-noite e os metrôs já tinham fechado, daí peguei o primeiro ônibus que demorou séculos, desci na Oxford e fiquei esperando, esperando, esperando, esperando, esperando o outro. Falando no celular com a Gabi e nem me tocando de quanto tempo já tinha passado sem o ônibus vir. Ai, uns 40 min depois, veio uma brasileira perguntando pra onde eu ia, porque o ônibus dela tava em greve e ela não sabia voltar pra casa. Fiquei morrendo de pena da bichinha e fui tentar ajudá-la. Conversa vai, conversa vem, eu fiquei com pena de mim porque descobri que meu ônibus também estava fora de serviço. Lindo! 1:30 da manhã e a Tatiana no meio da Oxford Street com uns quatro brasileiros que já tinham se juntado a nós quando ouviram o nosso desespero em uma língua conhecida. Daí resolvemos pegar um ônibus que ia pra Marble Arch e de lá resolveríamos o que fazer.
No fim das contas, esses brasileiros pegaram um táxi de lá, mas não tinha nem perigo de eu pegar e pagar o olho da cara. O que me salvou foram dois egípcios que eu conheci nesse ônibus. Eles desceram na minha parada, perguntaram pra Deus e o mundo como eu poderia chegar em casa, descobriram um ônibus que não tava em greve e que parava lá perto, esperaram um tempão comigo até ele chegar e depois foram pra casa. Mais dois anjos pra colocar na minha lista.
Sei que foi isso. Prometo como não sei como cheguei em casa, porque desci numa parada que jamais tinha visto em toda minha vida, mas sai andando e meu apartamento apareceu do nada na minha frente.
Fui dormir morta de feliz. Se eu tivesse ido embora de Londres, me arrependeria pra sempre. Era só um dia desses que eu queria.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
Viagem pra quebrar a rotina.
Ontem a gente foi pra Oxford. Muito, muito, muito bom mesmo. A cidade é linda, o clima é super descontraído, tem bastante jovens e eu morri de vontade de estudar lá pra sempre.
A viagem começou a valer a partir de quando eu e a Marcela encontramos uma loja perfeita. Tinha de tudo que vocês imaginassem com os preços muuuito baratos. A gente queria levar todas as coisas, só não era possível por causa do peso na mala. Nossa, mas eu tava ficando louca lá, pra ter um piripaque de tão ansiosa.
Depois a gente foi na Universidade onde foi gravado Harry Potter. Gente, a mesa onde eles comem, a quadra dos jogos, o bosque onde eles andam à noite.. tudo, tudo, tudo igualzinho. Eu quase choro quando vi aquela mesa, e olha que eu nem gosto tanto assim de Harry Potter. Tiramos milhões de fotos. Era cada um mais empolgado que o outro.
A cidade nem liga pro filme, sabe? Eu pensava que eles faziam a maior publicidade em cima disso, como fazem de Romeu e Julieta em Verona, mas nem é. Não tem nada na cidade que lembre o filme. Os turistas se importam muito mais do que os ingleses. Mas, enfim, as universidades são mesmo super lindas! Estudar ali deve ser maravilhoso.
Chegamos mortos em Londres, mas valeu a pena demais.
A viagem começou a valer a partir de quando eu e a Marcela encontramos uma loja perfeita. Tinha de tudo que vocês imaginassem com os preços muuuito baratos. A gente queria levar todas as coisas, só não era possível por causa do peso na mala. Nossa, mas eu tava ficando louca lá, pra ter um piripaque de tão ansiosa.
Depois a gente foi na Universidade onde foi gravado Harry Potter. Gente, a mesa onde eles comem, a quadra dos jogos, o bosque onde eles andam à noite.. tudo, tudo, tudo igualzinho. Eu quase choro quando vi aquela mesa, e olha que eu nem gosto tanto assim de Harry Potter. Tiramos milhões de fotos. Era cada um mais empolgado que o outro.
A cidade nem liga pro filme, sabe? Eu pensava que eles faziam a maior publicidade em cima disso, como fazem de Romeu e Julieta em Verona, mas nem é. Não tem nada na cidade que lembre o filme. Os turistas se importam muito mais do que os ingleses. Mas, enfim, as universidades são mesmo super lindas! Estudar ali deve ser maravilhoso.
Chegamos mortos em Londres, mas valeu a pena demais.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Vorrei, più che tutto, ritornare nel tempo.

Ontem a saudade dos meus primeiros meses europeus bateu de uma forma que jamais tinha batido. Entre fotos, lembranças, lugares, viagens, experiências e pessoas, meu coração me contou que foi o período mais feliz da minha vida.
Hoje eu faria tudo para o tempo voltar e ser meu primeiro dia na Itália. Daria tudo para ainda morar com a Dana e a Amanda. Trocaria todas as minhas saídas pelas idas ao Duomo. Perderia tudo pra colocar na minha frente todas as pessoas que eu conheci lá. Prometeria qualquer coisa pelos meus três meses mais felizes na Europa.
Viveria tudo outra vez, sem nada pra tirar nem pôr. Como eu queria, meu Deus. Como eu queria!
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
O tempo de Deus é diferente do nosso.
Hoje uma desilusão abriu um buraco no meu coração.
Depois a saudade só o fez aumentar.
“E se por acaso a dor chegar, ao teu lado vão estar pra te acolher e te amparar, pois não há nada como um lar”.
Depois a saudade só o fez aumentar.
“E se por acaso a dor chegar, ao teu lado vão estar pra te acolher e te amparar, pois não há nada como um lar”.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Coisas que Deus apronta com a gente.
- Hello, my good friend, how are you?
*Tati, cheia de sacos do supermercado, olha pra mulher do lado que acabou de falar com ela, responde meio duvidosa das intenções da moça:
- I'm fine, and you?
- I'm really good. (responde a moça com o sorriso mais sincero que eu já vi em toda minha vida)
*Já dando um voto de confiança, Tati retruca:
- Where are you from?
- Gana, África. Have you been there?
- No, no.. but I want.
- Good, you have to go.
*O sinal é apertado pela moça de sorrisos sinceros e ela desce do ônibus sem mais uma palavra, apenas com mais sorrisos e um aceno de despedida como se fosse dado pra melhor amiga de infância.
Um simples minuto que eu jamais pensei que pudesse acontecer numa cidade de corações gelados como essa. Meu dia mudou completamente, e eu cheguei em casa pensando em como uma pequena conversa com um ‘estranho’ podia me fazer tão bem.
--
Minha semana foi melhor que as duas primeiras, mas ainda continuo contando os dias pra chegar sexta-feira e a Marcela vir pra Londres. Hoje vamos fazer compras de roupas na Primark e de noite vamos assistir “O Fantasma da Ópera”. Hhm, super empolgada!
*Tati, cheia de sacos do supermercado, olha pra mulher do lado que acabou de falar com ela, responde meio duvidosa das intenções da moça:
- I'm fine, and you?
- I'm really good. (responde a moça com o sorriso mais sincero que eu já vi em toda minha vida)
*Já dando um voto de confiança, Tati retruca:
- Where are you from?
- Gana, África. Have you been there?
- No, no.. but I want.
- Good, you have to go.
*O sinal é apertado pela moça de sorrisos sinceros e ela desce do ônibus sem mais uma palavra, apenas com mais sorrisos e um aceno de despedida como se fosse dado pra melhor amiga de infância.
Um simples minuto que eu jamais pensei que pudesse acontecer numa cidade de corações gelados como essa. Meu dia mudou completamente, e eu cheguei em casa pensando em como uma pequena conversa com um ‘estranho’ podia me fazer tão bem.
--
Minha semana foi melhor que as duas primeiras, mas ainda continuo contando os dias pra chegar sexta-feira e a Marcela vir pra Londres. Hoje vamos fazer compras de roupas na Primark e de noite vamos assistir “O Fantasma da Ópera”. Hhm, super empolgada!
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Cada coisa no seu canto.
Meu fim de semana em Brighton foi bem bom. É super diferente quando você tem alguém 24h pra tudo. Eu e a Marcela não desgrudamos um minuto; tanto eu, quanto ela estávamos aliviadas por não tá passando o sufoco de todos os dias da semana. A cidade é super descontraída, tem praia e até inglês (apesar de estar um pouco mais lotada de turista por causa do show do Fat Boy Slim que teve no sábado). Totalmente diferente de Londres que só tem gente de fora, céu cinza e pessoas frias. Adorei lá! Antes tivesse escolhido ela ao invés de Londres.
Maaas, as coisas estão melhorando por aqui. Agora eu nem sou mais homeless. =D Tô morando num apartamento com uma polonesa que é um amor comigo. Ontem ela fez café da manhã pra mim porque sabia que eu ainda não tinha feito compras e depois ainda trouxe um sanduíche pra eu almoçar. O único problema é que ela fala DEMAIS! Se eu pergunto uma coisa de nada, ela já arranja uma outra história, as conseqüências, as causas, tudo. Mas esse problema ainda tem um ponto positivo que é eu aprender inglês, né? ;) Outra coisa boa é que onde eu tô morando é o mesmo condomínio do Bussunda e do David. E nos fins de semana a Marcela sempre dorme lá. Daí, qualquer coisa, é só descer as escadas.
Tá todo mundo sentado? Se não, sentem-se que a novidade que eu tenho agora ninguém jamais imaginou em pensar: tô aprendendo a cozinhar. Prometo que não é mentira! Nesse fim de semana eu e a Marcela fizemos macarrão (ela também não sabe) e ficou bom que só. O Bussunda que tá ensinando pra gente. haha Imaginem a cena.
É isso, não dá pra enrolar mais porque agora eu sou uma dona de casa que se preze e tenho que fazer minhas compras pra não morrer de fome. ahuheuae
Nem precisa falar do tamanho da saudade.
Maaas, as coisas estão melhorando por aqui. Agora eu nem sou mais homeless. =D Tô morando num apartamento com uma polonesa que é um amor comigo. Ontem ela fez café da manhã pra mim porque sabia que eu ainda não tinha feito compras e depois ainda trouxe um sanduíche pra eu almoçar. O único problema é que ela fala DEMAIS! Se eu pergunto uma coisa de nada, ela já arranja uma outra história, as conseqüências, as causas, tudo. Mas esse problema ainda tem um ponto positivo que é eu aprender inglês, né? ;) Outra coisa boa é que onde eu tô morando é o mesmo condomínio do Bussunda e do David. E nos fins de semana a Marcela sempre dorme lá. Daí, qualquer coisa, é só descer as escadas.
Tá todo mundo sentado? Se não, sentem-se que a novidade que eu tenho agora ninguém jamais imaginou em pensar: tô aprendendo a cozinhar. Prometo que não é mentira! Nesse fim de semana eu e a Marcela fizemos macarrão (ela também não sabe) e ficou bom que só. O Bussunda que tá ensinando pra gente. haha Imaginem a cena.
É isso, não dá pra enrolar mais porque agora eu sou uma dona de casa que se preze e tenho que fazer minhas compras pra não morrer de fome. ahuheuae
Nem precisa falar do tamanho da saudade.
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