segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

mais uma daquelas..

Enfim voltei a dar as caras por aqui. Nesse período fui pra Málaga e fiquei na casa de uns amigos. Me diverti bastaaante e até consegui pegar 20 graus no último dia. Nem sabia mais o que era sair de casa sem o casaco por cima de duas blusas. Mas, pra acabar com o conto de fadas que tem sido esse blog há uns tempos, aconteceram coisas chatíssimas lá também.

Na saída da boate que a gente foi, já de madrugada, levaram minha bolsa com todo meu dinheiro, cartão de crédito e celular. Fiquei desesperadíssima! Sair do Brasil sem nunca ter sido assaltada e na Europa acontecer isso, ninguém merece. Mas já soube que é a coisa mais corriqueira na Espanha, não importa a cidade. Pelo jeito, as pessoas serem mais abertas, não é a única característica similar ao Brasil.

Voltando.. o cartão foi cancelado antes que usassem, mas o resto ficou de presente mesmo. Sorte que o passaporte, Ipod e câmera não estavam lá. Tá, mas o que fazer quando você está sozinha em outro continente, num país que não fala sua língüa e ainda mais sem nenhum dinheiro? Se chorar fosse a solução dos meus problemas, eu já não teria mais nenhum, prometo.

Consegui dinheiro emprestado pra passagem de trem pra outra cidade, comer algo e pagar metade do albergue em Sevilha. Teoricamente, quando chegasse lá, ia pegar uma quantia que tinham mandado pra que eu sobrevivesse até chegar o novo cartão. Mas, por culpa dos espanhóis serem os mais vagabundos de todos os povos, eu fiquei sem nada durante mais dois dias. Sábado essa agência não tava aberta porque era feriado; domingo continuava fechada porque nada abre; segunda ainda estava na mesma porque, simplesmente, era segunda (foi essa explicação que me deram, juro!). As plaquinhas avisando que de lunes à viernes o horário é de 8h as 21h são só para enfeitar. Deu meio-dia e parecia que a cidade ainda dormia, acreditem.

Por sorte, achei 4 euros de moedas jogados na minha mala e foi com isso que me virei com o almoço e o jantar do domingo. Na segunda, consegui pegar o dinheiro só às 2h, fui correndo pagar o hostel, peguei minhas coisas e corri pra estação. Quando chego lá, o cara vem me dizer que não tinha mais passagem pra Madrid - só na primeira classe que era absurdamente caro. Comecei a chorar de tão cansada que tava de nada dar certo e acho que ele ficou com pena de mim, porque começou a me acalmar, conversar comigo e, no meio disso, perguntou se eu tinha o Eurail Pass. Eu disse que sim e ele disse que ia ver o que podia fazer. Entrou numa cabine e voltou uns 5 minutos depois dizendo que ia me colocar na primeira classe se eu pagasse 39 euros. CLARO que aceitei!

E esse foi meu presente por tudo que eu tinha passado. O trem era maravilhoso, cheio de regalias, comidas maravilhosas, filme, revistas, internet, suquinhos e cafés a todo momento, música e poltrona gigante e acolchoada. Tava me sentindo um peixe fora d’água do lado de todos aqueles ricaços. aeuhae

Minha saga foi essa. Agora tô em Madrid, esperando meu cartão que tem previsão pra chegar na sexta-feira. Até lá, a única certeza que tenho são três noites de albergue e dinheiro pra comer. O resto só Deus mesmo.

Um comentário:

Carol Freitas, disse...

ai meu Deus...
:T

olhe, eu vou chorar em todos os cantos, aí, pq tu sempre chora e alguém sempre tem pena.
HUEAHEUAH

beijo