em qualquer lugar, em qualquer lugar.
Conversando com a Valeys, depois do jantar, senti como se estivéssemos falando a mesma língua. Ela me contava histórias do atual namorado e do ex. O italiano misturado com o inglês me soava como meu bom e velho português.
Em três semanas que estive aqui, escutei e vi situações amorosas de muitos tipos. Relações de ilusão, amores platônicos, casais apaixonados, atitudes de timidez, corações partidos e juras de amor eterno. Em todos esses momentos me senti em casa. Quando o assunto é amor, tudo é igual no mundo inteiro. Todas as histórias, mágoas e desejos são sentidos e vividos da mesma forma. Nessa hora, a língua falada pode ser qualquer uma.. todos vão compreender o que está sendo dito. É que ainda não inventaram outra forma de comunicar aquilo que o coração precisa dizer.
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Meu dia foi, na medida do possível, bom. Pra falar a verdade, melhor do que eu esperava. Acordei mais cedo pra poder fazer o caminho "estação - escola" mais devagar. Precisava prestar atenção nos detalhes que Florença ainda não tinha conseguido me mostrar, e ver nessas novidades algo que me fortalecesse pra um novo período aqui. Foi uma experiência boa.. uma parte de mim foi renovada. É como se meu pedaço que foi embora pros EUA junto com as meninas tivesse voltado. Ficaram lembranças boas e elas me fazem sorrir, do nada, quase todas as horas do meu dia. De vez em quando bate uma vontade de estar junto que chega a doer no meu peito. Mas é isso.. devagarzinho a gente vai indo.
Beijo, pessoas. Apesar de tudo, estou bem, de verdade. Não desejo voltar, só dar um abraço em cada um de vocês que está lendo isso aqui. Sintam-se beijados e acarinhados por mim.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
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Um comentário:
Não tem noção de como eu te senti aqui, no meu dia de hoje. Não aconteceu nada demais, mas eu senti tanto o teu abraço.
Te amo.
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