
Na minha opinião, a Galleria dell' Academia dá de dez a sete no Uffizi (porque zero ele não é mesmo). A Galleria é bem menor que o tal do museu mais famoso da Itália, mas bem mais viva do que eu imaginava.
Quadros de pintura são lindos, mas colocados em comparação com a infinitude da arte espalhada por essa cidade, eu fico com as esculturas. E como tem escultura incrível nesse museu, meu Deus! A preocupação com que os artistas deram aos detalhes, é algo que nem a maior paciência do mundo poderia ser capaz de fazer hoje em dia.
Ver o original David de Michelangelo devia estar inserido nos direitos do cidadão. Não existe nenhuma sensação parecida com aquela de quando você dá de cara com ele. A profundidade dos olhos, as curvas dos músculos, a perfeição de todos os detalhes e o tamanho nada singelo, te deixam com a boca aberta por alguns minutos. Eu já tinha passado incontáveis vezes pelo fake na Piazza della Republica, já tinha escutado milhões de pessoas falarem o quão linda a escultura é, já sabia de cor e salteado como era a posição, os elementos e a história e tudo mais. Mas nada pode descrever a sensação de entrar naquele salão cheio de esculturas inacabadas e, ao fundo, se deparar com o próprio.
Dessa vez, nem os turistas e nem os pedidos (nada simpáticos) dos seguranças pra ninguém tirar fotos, foram suficientes para desviar minha atenção. E depois de horas de apreciação, é um tanto engraçado olhar as caras impressionadas dos visitantes quando entram na sala principal.
Um comentário:
ele é todo proporcional mas as mãos são enormes, né? velazquez ensinou o porquê pra mim, na aula de história da arte... mas queeeem disse que eu lembro?
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