domingo, 17 de agosto de 2008

A cidade eterna.

Nunca eu lembrei tanto dos meus professores de história quanto nesse fim de semana. Roma foi a aula de campo mais proveitosa de todas que eu já tive. Conceituar a cidade ou atribuir adjetivos à ela é impossível, quase uma falta de respeito. Você tem que ir pra saber e ter noção da grandiosidade daquilo. Mas, como sempre, não resisto à tentação de contar um pouco como foi essa experiência.

Primeiro, lá é TOTALMENTE diferente de toda a Itália, e isso ganhou meus pontos de cara. O país é liiindo, mas já tava cansada de viajar pra cidade pequena e só ver igrejas e praças. Roma é cidade grande e tem todas as qualidades e defeitos de uma. Os serviços públicos como metrô, trem, ônibus, limpeza e sinalização são ótimos. Já o trânsito, os preços altos e os incontáveis trilhões de turistas te dão um pouco de estresse. Publicidade pra todo canto e Mc Donald’s em cada esquina: daí eu pude ter certeza que não tava em Florença. Paredes com escrituras em latim, esculturas espalhadas por TODA a cidade, Coliseo, Panteon, mil piazzas e parques gigantes lindos: sim, até que enfim eu tinha chegado à Roma.

Os pontos turísticos mais conhecidos lhe prometem muita história e emoções, mas em troca você tem que dar paciência de esperar um tempinho nas filas. Não dá pra deixar de ir, eles são realmente maravilhosos. Porém, a cidade pode também oferecer coisas lindas em lugares que nem são citados no mapa. Nesses cantos é bom de parar, tirar todos os pensamentos da cabeça e fazer nada. Só aproveitar o momento sem nenhum japonês pra atrapalhar tirando foto ou algum americano se achando, porque simplesmente é americano.

Roma vale a pena. E vale muito! Tudo aquilo que você aprendeu nas aulas de história geral se transportam diretamente da sua imaginação pra frente dos seus olhos. É tão incrível que deixam a impressão de ser de mentira. Todas aquelas ruínas, castelos, museus parecem existir somente para serem visitados. A história que eles escondem é tão distante do seu cotidiano, que você pensa que só tem em filme. Entrar no Coliseo e saber que ali, onde hoje é apenas um ponto pra visitação, já foi um anfiteatro, uma habitação, um templo cristão, um posto de combates, uma sede de ordens religiosas e mais mil coisas, faz você parar e pensar: o que EU tô fazendo aqui? É um despertenciamento da realidade que te faz sentir algo bom, um algo que ainda não sei explicar.

Sexta e sábado foram dias cheios, atribulados, cansativos, mas que fizeram valer cada minuto. Já o domingo foi, no mínimo, engraçado e, no máximo, estressante. Mil e um contratempos aconteceram, mas que não valem ser contados aqui, pra que magia de tudo que eu disse não se perder. Foi apenas uma falta de sorte e de informação que não nos permitiu conhecer alguns principais lugares da cidade. Por isso, antes de sair da Itália, ainda volto à Roma pra deixar registrado que prestei atenção na aula de história por inteiro. ;)

3 comentários:

Carol Freitas, disse...

hoje eu fui pro pacheco
:)

foi maaassa lá!
kkkkkkkkkkkkkkk!

Gabriela. disse...

UAEHUAEHEAUHAEUHAE pro comentário da carol!

Anônimo disse...

Num sei pq, mas....tô com inveja, Tati..kkkk