domingo, 10 de agosto de 2008

Veneza não fede, como muitos falam.

Veneza foi o motivo de eu não ter esperado pela boa vontade de alguém querer viajar comigo. Me mandei pra lá sozinha, porque minha ansiedade pra conhecer essa cidade tava a mil por hora.

No caminho sentaram duas brasileiras do meu lado e a gente fez amizade, claro. De vez em quando a gente ficava juntas, mas eu não queria me apegar a ninguém e nem a nada, pra não perder um minuto que eu tinha ali.

Andar por Veneza é ter a sensação de estar participando de algum filme romântico. A cada lojinha, a cada gôndola, a cada casal se abraçando e a cada surpresa que ela vai te mostrando aos poucos, é um motivo a mais pra você prender a atenção e se fascinar por aquela beleza toda. Uma beleza misteriosa, que você não sabe se transparece felicidade ou tristeza. Às vezes você sente os dois e outras vezes você simplesmente sente, sem saber o quê exatamente.

As máscaras típicas do carnaval de lá estão espalhadas por todos os lados que você imagina e não imagina. Uma mais linda que a outra e, claro, uma guardando um mistério maior que a outra. Na cidade não existem carros ou bicicletas. Os únicos meios de se locomover é com boat ou os próprios pezinhos. Gôndola para os momentos especiais.

Estar na piazza di San Marco, rodeada de pombos, ouvindo todas as línguas possíveis e olhando toda aquela imensidão de água que parece não ter fim, é o momento que você pára e pensa: isso não existe, é tudo fruto da nossa imaginação. Quando alguém te acorda, você ainda se encontra no mesmo cenário do sonho e continua como se fosse tudo normal.

Outra característica da cidade é fazer vidros (em um minuto) apenas assoprando um fogo. É incrível! Tão rápido que você não sabe se olha, filma ou tira foto. Os produtos dessa rapidez e da facilidade com que parecem ser feitos estão espalhados por toda a cidade. Mais uma decoração para incrementar o visual misterioso.

Depois da emoção já ter ido e voltado várias vezes, chegou o momento de andar de gôndola. Aí sim, era um filme de verdade. Com direito até a pôr-do-sol. Aquilo é um sonho que só quem não sabe acordar deveria experimentar.

A hora de se despedir é difícil apenas pra você. A cidade continua intocável e parece não estar nem aí pra nada que acontece nela. Nem pras despedidas, nem pros amores, nem pras brigas, nem pras chegadas e nem menos pros turistas que se esbanjam nela. Ela simplesmente existe e finge que nada está ocorrendo, sempre com seu ar de superior e misterioso.

4 comentários:

Anônimo disse...

Amiga, eu senti a tua emoção nesse teu texto. E agora quero conhecer a danada de Veneza!

Carol Freitas disse...

será que se eu for pra Itália eu vou aprender a escrever bem assim?
:O

tinha uma propaganda que fala que veneza desaparece tantos centímetros por ano, porque o nível da água sobe...
eu preciso ficar rica antes de veneza sumir, gente.

eu te amo, escritora viajante.

Anônimo disse...

Quando eu crescer quero escrever e emocionar igual a vocês!!
Te amo..saudades!!

Anônimo disse...

q lindooo!
e tu foi sozinha,que emoção!
deve ser por isso que voltou ainda mais inspirada ;)